Faça Social Good!



Autor: Samara Teixeira

Cada vez mais são criadas ferramentas de comunicação que nos permite estreitar relações. No entanto, as redes sociais tornaram-se muro de lamentações para aqueles que não enxergam estes espaços como forma de propagar o bem e, até mesmo, angariar novas oportunidades de trabalho e parcerias.

Neste contexto, empresas e pessoas engajadas estão trabalhando em ações de cidadania, consumo colaborativo e voluntariado para utilizar de forma inteligente as redes. “Social Good é um termo da cultura digital amplamente difundido, que significa usar a força das tecnologias, das novas mídias e do pensamento inovador para o enfrentamento e solução de problemas sociais. Surgiu nos Estados Unidos e está se espalhando pelo mundo. Um dos nossos objetivos é difundir a ideia no Brasil”, explica Nayara D’Alama, colaboradora do Social Good Brasil , site focado em ações deste tipo.

Segundo o especialista em mundo digital e autor do livro Você é o que você compartilha, Gil Giardelli, existe um mundo mais interessante nas redes, além de, postar fotos de comida, cachorro ou afins. “O Social Good tem o intuito de unir interesses sobre determinado tema ou ação, é ser ativista de causas relevantes para a sociedade”, comenta.

“O conceito se inicia quando começamos a cansar nas redes sociais não só como um lugar apenas para compartilhar fotos, vídeos e detalhes de nossa vida ou ler e escrever notícias ruins, e começamos a compartilhar coisas boas e com conteúdo verdadeiramente engrandecedor”, enfatiza Giardelli.


A sociedade em rede

De acordo com Nayara D´Alama, as pessoas que praticam Social Good estão ajudando a construir um mundo mais justo para elas mesmas, fazendo parte de uma rede maior que pode causar transformações sociais positivas relevantes para todos nós. “As empresas que se envolvem com uma causa social ganham uma visibilidade positiva por parte dos consumidores, que ligam a empresa a uma imagem positiva de ativismo social”, relata a colaboradora do Social Good Brasil.

Para Gil Giardelli, é possível diminuir os problemas do mundo por meio da inteligência coletiva, da sociedade em rede e da colaboração humana. “A realidade não é mais impressa em enciclopédias, e a revolução não está acontecendo somente armada de hashtags e links encurtados. Pessoas e projetos já estão ensinando lições que não estão nos livros”, enfatiza o especialista.
Exemplos de Social Good ao redor do mundo

O Social Good Brasil é um exemplo de ação do conceito. “As pessoas podem se engajar pela rede, divulgando ideias sobre o assunto, sendo infoativistas, fazendo doações para ONGs, apoiando projetos em sites de financiamento colaborativo. Em nossa seção ‘ faça ‘ há várias opções de engajamento. Empresas também podem se engajar e colaborar com causas sociais”, explica Nayara.

Outros exemplos possíveis de serem acessados agora mesmo são os arquivos exclusivos de Nelson Mandela que estão on-line e disponíveis para todos, em um projeto apoiado pelo Google. Nos Estados Unidos, há uma rede social para gerar colaboração na vizinhança, o NextDoor. No Reino Unido, há o Sustaination, uma plataforma de redes sociais que conecta fazendeiros com vendedores locais. O documentário I Want To Say mostra como a tecnologia touch trouxe às crianças autistas a possibilidade de se comunicar e se conectar com o mundo.

“Com mais de 80 milhões de pessoas no Brasil e quase 1 bilhão de pessoas inseridas no mundo das redes sociais, somos todos catalisadores de ideias. Se você é o que você compartilha, e quem compartilha é um educador, então somos todos educadores. Quando você compartilha uma ideia, pense que você está educando as pessoas ao seu redor”, finaliza Gil Giardelli.



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