terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Destino dos investimentos ...

Depois os últimos acontecimentos: recebi este e-mail de meu amigo Silvério Cabral...

O sujeito se chama Marc Faber.




- Ele é Analista de Investimentos e empresário.


Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, Marc Faber encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado:

"O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.


Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Walt-Mart, esse dinheiro vai para a China.


Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.


Se comprarmos um computador, vai para a Índia.


Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.


Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha ou Japão.


Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan...


E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.


O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.


Estou fazendo a minha parte...”



- Resposta de um brasileiro igualmente bem humorado:


"Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior.


Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev... portanto, restaram apenas ..... as prostitutas.


Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, o dinheiro virá para Brasília, onde existe a maior concentração de filhos da puta do mundo.


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uma Informação, Por Favor


por Steve Allen


Você já telefonou para uma empresa, procurando alguma informação, conseguindo, como resposta, apenas o belo e famoso “Sei lá” da telefonista?

O que deve acontecer com estas empresas? Como elas sobrevivem ? Será que seus administradores têm consciência disto?

Recentemente, eu estava prestando consultoria a uma empresa da Inglaterra, no ramo de importações de frutos do mar. A empresa queria produzir as embalagens no Brasil, onde os produtos deveriam ser embalados. Já com todo o lay-out das caixas desenvolvido e registrado perante o órgão oficial (Ministério de Agricultura do Brasil), eu fui procurar um orçamento para a confecção destas embalagens. Esta experiência foi um castigo! Este caso que eu vou citar não é necessariamente o pior, mas é o mais fresco em minha mente!

Quando eu telefonei para esta empresa, que é a maior empresa de seu ramo naquela região, eu pedi para ser transferido para o departamento de vendas. Fui prontamente transferido e falei com uma moça que se dizia vendedora da empresa. Expliquei o que eu estava precisando e como eu estava querendo que fossem feitas as embalagens. Pedi, então, por uma estimativa rápida de custos, já que havia necessidade desta informação com certa urgência, para a empresa na Inglaterra:


- “Não sei...”- disse a moça.
- “Mas você não é do departamento de vendas?”
- “Sim. Eu sou...”
- “Então porque você não pode me dar apenas uma estimativa de custos?”
- “Não... é porque o gerente de vendas não está aqui.”
- “É realmente necessário que o gerente de vendas esteja presente ? Note que não estou pedindo um orçamento final, mas apenas uma estimativa.”
- “Sim. Porque é ele, pessoalmente, que faz os orçamentos.”
-“Okay, então, onde está o gerente de vendas ?”
- “Ele saiu.”
- “Tudo bem. Ele possui um número de celular ?”
- “Sim.”
- “Eu posso saber o número ?”
- “Sei lá... Ele pode não gostar...”
- “Tudo bem. Muito obrigado pelas informações.”
- “De nada.”

Quanto ao "de nada", ela acertou na mosca ! Ela conseguiu me transmitir absolutamente nenhuma informação sobre o que eu precisava. Note que não tomou, também, nenhum cuidado em, pelo menos, me manter interessado em um contato posterior.

Por que algumas empresas não se preocupam em treinar seus funcionários? Esta empresa perdeu um contrato inicial de R$ 20.000,00, com uma oportunidade de renovação durante cinco anos, para fornecimento de embalagens. Será caro demais treinar uma pessoa que não seja gerente para fazer um orçamento? Seria mais caro do que R$ 20.000,00?

E digo mais: Por que o tal gerente de vendas ficaria chateado em atender a minha ligação em seu celular? Isto faz sentido para você?

Imagine então que isto aconteça apenas uma vez por semana (este desinteresse pelo cliente, este despreparo.). Entendendo que a encomenda de embalagens industriais acontece com uma boa recorrência, por parte de cada cliente, se cada empresa gastasse R$ 20.000,00 por mês, seriam R$ 80.000,00 em um mês, somando-se ao próximo (R$ 160.000,00) e ao próximo (R$ 240.000,00), e assim por diante, até chegarmos a somas absurdas perdidas em possíveis vendas recorrentes.

Funcionários devem fazer parte da alma de uma empresa. Devem se interessar por manter os clientes contentes, mesmo que isto não faça parte de suas funções, como empregados! Uma empresa precisa funcionar quando o presidente estiver viajando para Aruba, quando os gerentes estiverem visitando o proctologista naquela quinta-feira chuvosa, quando os supervisores estiverem nos motéis com as secretárias! O mercado não para!

Treinamento é fundamental em uma empresa, seja pequena ou grande.

Quando você era pequeno, você não foi treinado para usar o banheiro? Imagine, hoje, se não tivesse sido!

E sua empresa?!!!


Steve Allen
Consultor/Diretor, MGroup Consultores On Line
fonte: empreender para todos

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Apanhando e Aprendendo...

por Divino Leitão



Resolvi estrear minha participação nesta lista com um "causo", ou seja, uma passagem de minha vida profissional que redundou num enorme fracasso, mas nem por isso deixou de ter sua utilidade, quem sabe tem para alguém também.

Foi em 1989, no finalzinho, ainda estava no esquema empregado/patrão e tinha um excelente emprego, era Chefe do Depto de CAD de uma empresa grande, que nem vem ao caso citar, já que nem existe mais.

Um amigo me convidou para fazer parte do corpo editorial de uma publicação, seria uma revista dedicada a Jogos de Computador, naquela época não existia nenhuma no Brasil.

O convite veio porque eu tinha experiência editorial de trabalhar na Micro Sistemas, outra revista pioneira de informática, até um dos participantes desta lista já afirmou que lia meus textos, aos 10 anos de idade ... isso é uma honra, alguém que só tinha 10 anos lembrar de meus textos é sinal que fiz direito.

A proposta da nova revista era boa, uma revista especialmente dedicada a jogos, seriamos pioneiros e juntamos uma equipe boa, pequena mas eficiente. Deixei o emprego para poder me dedicar exclusivamente a este projeto.

Eu seria o responsável pelos textos e no número 1 ficou até uma coisa estranha, pois 90% dos textos eram de minha autoria, achamos que ia ficar chato aquilo e acabei colocando pseudônimos em cada um dos artigos, me senti o próprio Fernando Pessoa dos artigos técnicos.

Independente disso a revista ficou legal, terminamos ela em Janeiro de 1990 e podia ser lançada imediatamente mas decidimos fazer duas coisas...


1. Preparar outros dois números antes de lançar a primeira, para manter a seqüência, não seria legal começar a lançar e não ter a próxima nas bancas um mês depois; e

2. Homenagear o fim da reserva de mercado, representada pelo presidente eleito, Fernando Collor de M ... (preencham como quiserem os três pontinhos).


Já que íamos homenagear algo feito pelo presidente eleito, definimos que a data de lançamento seria a mesma do dia da posse ... 15 de Março.

E assim foi, no dia 15, no meio de toda aquela euforia lançamos nosso produto no mercado, com muita pompa, distribuição nacional e coquetel...


Nosso empreendimento não durou uma semana, talvez mais, talvez menos, mas o fato é que aquele saque nas poupanças foi nosso fim, a revista teve apenas seu número 1 publicado e ainda podemos nos considerar com sorte de que a venda da primeira edição foi capaz de pagar a conta da gráfica e da distribuição porque isso nos permitiu sair da empreitada sem dívidas pessoais a não ser a frustração de não poder continuar o que começamos tão bem.

A revista estava ótima, teve aceitação imediata do público alvo e esgotou nas bancas (tanto que eu mesmo não tenho uma cópia dela) mas nosso financiador foi apanhado naquele plano colorido e não pode honrar seu compromisso de bancar por 6 meses a revista, na verdade veio nos pedir dinheiro emprestado pra colocar gasolina no seu carrão pois ficou sem nada de um dia para outro.

Não fomos só nós que falimos antes da hora, a empresa onde eu trabalhava antes faliu também e era uma empresa sólida, com anos de mercado, num prédio de 5 andares e com mais de 500 funcionários ... dos 500 eu fui o único a receber direitinho todos os pagamentos, porque sai um pouco antes, todos os demais ficaram nas malhas de uma justiça que não sei porque tem esse nome.

O que aprendemos com aquilo foi que tudo pode estar bem, que os ventos podem parecer estar soprando no lado certo, mas que o abalroamento pode vir de onde menos se espera e o barco afundar tão rápido que nem dá tempo da gente se afogar... morre de susto mesmo.

Aquele momento foi decisivo em minha vida profissional, apesar do fracasso eu nunca mais me interessei em ser empregado de ninguém, passei a trabalhar como autônomo e até hoje vivo do que consigo produzir.

No momento estou me dedicando a uma nova fase, que é fazer um negócio sem sócios e sem capital de giro significativo, o método é ter credibilidade, ter nome e ter capacidade a ser demonstrada e provar que meu negócio pode ser lucrativo a quem investir nele.

Não sei o que acontecerá em 15 de Março de 2005, mas acho que 15 anos depois a história não vai se repetir... pelo menos não haverá um presidente novo entrando (espero) e com algum ás na manga.


Divino Leitão
Venha investir aqui: www.tecnoart.inf.br/biro

Fonte: empreender para todos




O Princípio da Motivação

Por Rogerio Martins



Em recentes pesquisas e apresentações sobre motivação uma pergunta tem sido recorrente: o que nos motiva na vida? Desde que iniciei meus estudos sobre motivação humana descobri diversas explicações, conceitos, teorias e experiências que às vezes me confundiram sobre o verdadeiro princípio da motivação. Porém, isto me estimulou a procurar no convívio diário com profissionais, executivos, alunos e amigos o verdadeiro sentido do que nos motiva na vida.

De certo que não encontrei uma explicação definitiva sobre o assunto, mas percebi uma linha de conduta comum a todas as pessoas bem sucedidas que mantive e mantenho contato até hoje. O traço comum de comportamento que coloco como um dos princípios da motivação humana é a capacidade de pensar positivamente sobre seu futuro.

O fator “visão positiva do futuro” faz com que as pessoas tragam algum significado para suas vidas. Quando pensamos sobre nossos futuros estamos criando uma ponte para o sucesso. Nossas ações passam a ter um sentido à medida que organizamos os sonhos e ambições. É fundamental ter sonhos para que encontremos motivos em nossas vidas. O sonho é o primeiro passo para a concretização dos objetivos. Para alguns o sonho é casar e ter filhos, para outros é ser bem sucedido profissionalmente, em outros casos é ter mais tempo para si mesmo, e assim por diante. À medida que projetamos estes sonhos em nossas mentes criamos condições favoráveis para vivermos motivados para alcançá-los.

Em função disso, afirmo que para encontrar a motivação para o dia-a-dia é preciso primeiramente ter sonhos, projetos sobre o futuro, uma visão clara e significativa de onde se quer chegar ou o que se quer fazer com a própria vida. É preciso ter um sentido maior e que faça a diferença para si mesmo.

Há um caso real que reforça esta idéia: a do psiquiatra judeu Viktor Frankl que, preso no campo de concentração de Auschwitz, em plena Segunda Guerra Mundial, traçou três metas ao chegar naquele local deplorável: manter-se vivo, ajudar as pessoas com seus conhecimentos médicos e aprender alguma coisa com aquela situação. Ele conseguiu! No livro “Em busca de sentido”, Viktor Frankl descreve os horrores daqueles momentos quando foi quase vítima do extermínio, mas por definir claramente seu futuro agiu diariamente motivado para cumprir suas três metas.

No mundo corporativo também encontramos casos semelhantes de determinação, motivação e foco no sucesso. O exemplo mais recente é da empresa japonesa Toyota. Há alguns anos seus executivos traçaram a meta de ser não somente a melhor empresa de fabricação de automóveis, mas a maior. Este plano está se tornando realidade porque seus funcionários, clientes e fornecedores compartilham este futuro. Um executivo da indústria de autopeças contou-me, certa vez, um fato interessante sobre o relacionamento e visão compartilhada relativo a montadoras, na qual a Toyota foi citada. Segundo ele, quando havia algum problema no material entregue, as montadoras costumavam chamar para uma conversa e apontar “o erro do fornecedor”, enquanto que a Toyota chamava para a reunião abordando “a resolução de um problema nosso”. Os profissionais da Toyota colocavam a situação como algo a ser resolvido em conjunto e o ônus era partilhado entre as partes. Isso fez e faz toda a diferença.


Voltando aos sonhos, é preciso ter cuidado com o tamanho deles. Algumas vezes o sonho é tão grande que, para ser alcançado com sucesso, deve ser dividido em pequenas partes. Caso contrário, a frustração de não atingir aquele objetivo é um fator de desmotivação tão poderoso que poderá ocasionar a sensação de derrota. Para se chegar à vitória é preciso pensar nela primeiro. Vários esportistas e executivos de sucesso já apontaram que o fator determinante de suas conquistas foi a associação de uma visão positiva de seu futuro, com a determinação para alcançar a vitória. É preciso sonhar e agir. Planejar e realizar. Conquistar e comemorar.

Como sabemos, a motivação é um fator intrínseco ao ser humano e influenciado por fatores externos (pelo meio em que vivemos e pelas pessoas que convivemos). Por isso, nada mais natural que o princípio da motivação se encontre em nossos sonhos, desejos e ambições que, aliados a um sentido de ação, tornam-se a visão de futuro que nos impulsiona a realizar, agir, fazer, trabalhar, namorar, crescer e, enfim, viver. Motivos não faltam; basta dar um sentido a eles.

Rogerio Martins é Psicólogo, Consultor de Empresas e Palestrante.
Fonte: Portal do Marketing

Marketing Para Consumidores

Por Rafael Mauricio Menshhein



O consumidor é vital para o Marketing, não há como elaborar estratégias, realizar uma Pesquisa de mercado sem que hajam consumidores ou mesmo vender.


Em certos casos o consumidor é a fonte principal da Pesquisa realizada por uma empresa, todos os dados coletados têm uma importância muito relevante e traz para a empresa o diferencial que a concorrência ainda busca.


Pesquisar um mercado é fundamental, entrar em mercados diferentes sem conhecê-los não é o hábito do profissional de Marketing, essencialmente quando o mercado em questão é um país, estado ou até mesmo uma cidade com uma cultura própria e muito diferente do local de origem da organização.


Compreender o consumidor e satisfazer seus desejos é uma tarefa que exige dedicação, muitos estudos e saber como disponibilizar ao mercado o produto ou serviço ideal.


Quando um profissional de Marketing cria uma nova campanha com sua equipe, têm em mãos dados filtrados e que realmente direcionem as estratégias e o foco a serem seguidos.


O mercado sempre terá espaço para novos produtos ou serviços, é de interesse do consumidor ter em suas mãos um produto diferente ou desfrutar de novos serviços.


Alguns dos pontos que devem ser entendidos nos mercados consumidores são:


Comportamentos específicos;


Necessidades e desejos;


Ciclo de vida do mercado;


Que concorrentes atuam ou podem entrar no mesmo mercado;


Quais investimentos são necessários;


Mensurar os consumidores dispostos a comprar;


Conhecer a legislação etc.


Com uma gama de variáveis muito ampla, é necessário que o profissional de Marketing tenha ao seu lado uma equipe muito bem estruturada e preparada para enfrentar esses desafios, entre as qualificações específicas, pode-se dizer que uma equipe deve ser composta por pessoas com:


Diferenças culturais;


Formação adequada;


Atentas e conectadas ao mercado;


Espírito de equipe.


Para que o profissional de Marketing possa ter condições de atuar em qualquer mercado, deve contar com pessoas melhor preparadas que ele em sua equipe, com um relacionamento muito bem desenvolvido e respeito às opiniões.


O mercado é composto por consumidores com necessidades e desejos, atendê-los é apenas uma das variáveis que um profissional de Marketing deve fazer, especialmente quando os concorrentes estão estudando constantemente a sua organização e seus passos.

Fonte: portal do marketing

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Marketing de Clusters

Por Rafael Mauricio Menshhein



O mercado global proporciona inúmeras formas de interação entre empresas, sejam produtos ou serviços, a integração gera parcerias que acabam formando blocos empresariais (clusters) que permitem, ao mercado, receber produtos com atributos e diferenciais maiores que a concorrência.

Sempre que duas ou mais empresas buscam formar parcerias por meio dos blocos, há a busca pela excelência, ou seja, as empresas especializam-se em um componente do produto e com isso melhoram o relacionamento com seu mercado.

Há casos em que os blocos acabam formando-se naturalmente, as montadoras de automóveis são um dos exemplos, pois acabam criando em torno de si uma rede que acaba entregando somente as partes ou componentes em que possuem excelência na fabricação ou mesmo no serviço.

O envolvimento entre as organizações é muito mais profundo, todas as metas e diretrizes devem estar alinhadas em um foco comum e permitir que o produto entregue ao mercado seja superior à concorrência.

Com o passar dos anos essa tendência será muito bem aproveitada em todos os setores, pois há a necessidade de encontrar o melhor para entregar ao consumidor o melhor.

Esse processo envolve um conjunto de fatores, entre os quais:


Foco: todas as empresas estão alinhadas, entregar ao consumidor o melhor produto é palavra de ordem, com isso há uma especialização que necessita investimentos e traz o conhecimento e evolução que o mercado exige constantemente;

Planejamento: toda a rede deve estar envolvida com os prazos, processos etc., permitindo que o consumidor possa adquirir os produtos imediatamente e que não faltem nos pontos de venda;

Logística: um dos principais pontos, envolvendo toda a rede e permitindo que os parceiros possam utilizar sistemas como o just-in-time para melhorar o processo de fabricação, também auxilia no desenvolvimento e envolvimento das organizações;

Valor: da mesma forma com que o consumidor percebe o Valor nos produtos e serviços, as empresas parceiras devem encontrar nos componentes a mesma percepção, gerando assim uma parceria muito mais sólida e eficaz.

As organizações tendem a trabalhar com seus colaboradores mais focados, ao envolver-se na formação dos blocos, a empresa consegue melhorar em todas as áreas e possibilita um ganho na fatia de mercado perante a concorrência.

Fonte: portal do marketing



Direto ao Ponto


por Moacir Moura




Ouvir é fundamental na venda, sabemos disso desde sempre. Mas falar aquele detalhe importante sobre o produto tornou-se uma atitude de vital importância para fechar a venda com clientes seletivos que valorizam cada vez mais o conteúdo da informação certa na hora certa.

A venda é uma relação de confiança que se concretiza a partir da interatividade entre comprador e vendedor. E para se estabelecer um diálogo crescente e produtivo rumo ao fechamento, o vendedor-consultor precisa dominar os seguintes conhecimentos:

- necessidades do consumidor



- benefícios impactantes



- diferenciais competitivos



- desempenho do produto



Quanto mais caro e sofisticado o produto, mais atendimento profissional é exigido. Trabalho direcionado e certeiro, algo que transforma um simples vendedor em consultor esportivo, no caso de tênis de alta performance, como são alguns modelos da Adidas, Nike e Mizuno, por exemplo. Adote isso com os produtos que você trabalha.



O atendimento no ponto de venda ganha outra dimensão, um relacionamento entre especialistas e verdadeiros apaixonados pela marca que gostam de esmiuçar detalhes. Tênis, cara? Muito bem, qual é o esporte e para que terreno? Poderia levantar o pé para vermos sua pisada?



Sim, porque a mercadoria é de alta tecnologia e requer conhecimentos aprofundados sobre o produto, a finalidade, o cliente e seus sonhos. Pés normais, cavos e planos. Pisada neutra, supinada (para fora) e pronada (para dentro); terreno plano, acidentado, peso do atleta, detalhes da marca e por aí afora. Se o vendedor conhecer tudo isso, sai negócio numa boa. Se não, o cliente salta para outra loja. E com os seus clientes, o que acontece quando faltam informações vitais sobre o produto?



Detalhes decisivos que a propaganda tradicional não consegue passar. O atendimento personalizado faz a diferença na hora h da venda. Um trabalho para o super “Ekin” (Nike ao contrário, apelido de quem conhece o produto de trás pra frente), como é chamado no varejo esse “consultor” em tênis de alta performance, cujo preço varia de R$ 100,00 a R$ 1.000,00.

Para trabalhar com esses produtos inteligentes é preciso treinamento e muita dedicação. A versão Adidas 1, vendido por R$ mil reais nas lojas especializadas vem com um processador que “lê” a pisada do corredor e ajusta o nível de amortecimento, como faz a suspensão inteligente dos automóveis.

Há nesse nicho de mercado uma venda anual de 18 milhões de pares de tênis especiais (*) no Brasil. Um detalhe: 85% dos clientes não são corredores profissionais, mas apaixonados pela marca e tão ou mais exigentes do que aqueles que fazem do esporte sua profissão. Lojistas e fornecedores descobriram que não há estratégia de crescimento melhor do que um cliente satisfeito. Seja lá o que você vende, móveis, automóveis ou imóveis, faça um trabalho personalizado, não se limite a falar o que está escrito no catálogo dos produtos.

Vários componentes se entrelaçam nesse competitivo universo. Tecnologia, emoção, comprometimento com a marca, fixação pela corrida da inovação travada entre as empresas, e a sensibilidade do vendedor-consultor. Diante de tudo isso, este segmento dá exemplo para o varejo que precisa valorizar muito mais o treinamento da sua equipe. Essa corrida não tem linha de chegada e quem não se preparar estará fora. O cliente quer muito mais do que você vem oferecendo atualmente em termos de atendimento personalizado. Nada mais desagradável do que um vendedor despreparado.

A Mizuno saiu na frente com o “pedígrafo”, equipamento eletrônico com monitor, scanner, computador e esteira elétrica. A partir da imagem digitalizada dos pés do cliente e da análise da sua corrida, é possível selecionar qual o tipo de tênis mais indicado para ele. Sucesso de venda por onde passa, a parafernália tecnológica faz rodízio entre as lojas de alto desempenho.


Moacir Moura
Escritor, palestrante especialista em gestão e motivação de pessoas.
moacirmoura@terra.com.br



(*) Mercado brasileiro de tênis, em milhares de pares, segundo dados da CouroModa e Ablac:



50 milhões – Uso casual;



22 milhões – Indicados para alguma prática esportiva;



18 milhões – Alta performance.

Fonte: empreender para todos

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