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Destaque do mês de Abril de 2013

Mas uma matéria destaque, muitos gostaram deste assunto, o post mais lido no mês de abril.

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Aprenda Com o Guepardo

A maior vantagem do felino mais rápido do mundo não é sua velocidade

Por David Cohen

Num tempo em que todo o mundo quer tudo para ontem, e acha que deve atingir seus objetivos da forma mais direta possível, um estudo feito por um zoólogo britânico fornece uma ótima analogia para o mundo do trabalho.

O estudo é do professor Alan M. Wilson, do Colégio Veterinário Real da Universidade de Londres.

Ele publicou, na quarta-feira (12/06), na revista Nature, um estudo sobre os guepardos que observou na reserva de Botswana, no sul da África.

O guepardo (ou chita) é o animal terrestre mais rápido do mundo, atinge até 100 km/h. Não é essa sua principal vantagem, porém.

Wilson e seus colegas documentaram, durante seis a nove meses, as caçadas de 367 guepardos. Para fazer isso, desenvolveram durante dez anos uma coleira que funciona com energia solar e é capaz de registrar direção, aceleração e velocidade do animal.

A conclusão foi que o guepardo depende muito mais de sua habilidade de manobrar e mudar de velocidade do que da rapidez em si. “Os guepardos não correm tanto quando estão caçando”, disse Wilson ao jornal The New York Times. O que fazem de mais impressionante é mudar de direção, frear e acelerar de novo – habilidades que a gazela, sua principal presa, não tem.

E o que isso tem a ver com a vida nos escritórios?

Apenas um alerta para a possibilidade de que, mais do que a capacidade de chegar a um lugar muito rapidamente, o melhor profissional seja aquele capaz de mudar de direção, acelerar, desacelerar, saltar e mergulhar conforme mudem as condições. O guepardo é o predador mais preparado para as surpresas que acontecem em qualquer corrida.

Num mundo estável, quando você quer ir do ponto A ao ponto B, a linha reta é o melhor caminho. Num mundo instável, o ponto B muda de lugar com frequência. Chegar a ele pode exigir curvas e paradas inesperadas.

Chegar a um posto de comando pode exigir, por exemplo, experiências diversas de subir degrau a degrau – e entre essas experiências podem estar uma caminhada para o lado, uma volta para trás ou, inclusive, dar uma parada na carreira.

É bom lembrar, no entanto, que nem toda caçada do guepardo é bem-sucedida. Estudos anteriores colocam a taxa de sucesso das caçadas entre 10% e 50%. Pior: depois de atingir seu objetivo, o guepardo precisa descansar de sua estafante corrida, e o botim pode ser roubado por outros animais (leões, leopardos, hienas). Por isso, além de caçar rápido, ele tem de comer rápido.

Outra possível analogia do guepardo: assim que vê uma presa em potencial, ele inicia sua carreira. Mas, se a caçada não dá certo, ele desiste. Quer dizer, sua agilidade em mudar de direção também vale para mudar de objetivos. Não deu certo, parte para outra.


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Sua Empresa já Morreu?

Professor fala sobre o fracasso de grandes empresas por conta do baixo QI estratégico e da evolução e revolução de empresas inteligentes.

As pesquisas conduzidas pelo professor John Wells na Harvard Business School revelaram que grandes empresas fracassam porque se recusam a mudar, ainda que seus problemas comecem de cinco a dez anos antes de sua morte. Os lucros continuam a crescer por anos, por obra de engenharia financeira, antes do colapso. Daí surge a questão primordial: “Será que vocês já estão mortos?”

A inércia é a doença fatal que levou a Kodak e a Circuit City ao fracasso. “As empresas inteligentes, porém, dão forma à mudança e exploram a inércia da concorrência. O QI estratégico é crucial para o desempenho excelente”, diz Wells.

Na escada da inteligência estratégica, as empresas de menor QI estão no degrau mais baixo, agem sem pensar, não sabem para onde vão e, então, seguem o concorrente que está à frente. No nível intermediário, a empresa soluciona problemas, mas isso não a torna grandiosa.

No topo da escada, estão as empresas que criam problemas. Simultaneamente, elas realizam o contínuo aperfeiçoamento (evolução) e a destruição criativa (revolução). O sucesso vem com propósito comum, confiança, honestidade, transparência, justiça, responsabilidade, compaixão e liderança legítima, o que favorece a empresa familiar.




Série SEU NEGÓCIO - Como Fazer Sua Marca se Destacar no Mercado

Por Camila Lam

O sonho de muitos empreendedores é de que a sua marca esteja sempre em alta no mercado. “O consumidor é bem informado e está faminto por novidades, mas ao mesmo tempo está saturado de escolhas e opções”, afirma Grazielle Mendes Rangel, consultora de inovação digital e coordenadora do curso de Inovação Digital, Planejamento e Estratégia em Redes Sociais do Ibmec/MG.

Guilherme Athia, professor de marketing e gestão estratégica de marcas do Insper, explica que anunciar uma novidade ou divulgar promoções por meio do mailing, por exemplo, é uma maneira de promover a empresa. Entretanto, ele enfatiza que é preciso monitorar essas ações. “Dê a opção de a pessoa querer continuar recebendo, de forma clara, para que a pessoa se sinta prestigiada”, explica. 

Com a ajuda de Grazielle, Athia e Adriano Gomes, professor do curso de Administração da ESPM, Exame.com listou cinco recomendações para pequenos empresários.

1. Foque no consumidor

Os seus clientes atuais são os melhores porta-vozes do seu produto ou serviço. “Eles comunicam a sua marca. Entregando aquilo que você se propôs a entregar, você já vai estar fazendo o seu branding”, afirma Athia.

Para Grazielle, o consumidor está preferindo marcas que descompliquem a vida dele. “Ele quer gastar muito mais tempo com experiências prazerosas de consumo”, diz. Por isso, ela afirma que a venda de qualquer produto ou serviço tem que ser ágil, investir em tecnologias e treinamento pode ser uma solução.

2. Esteja sempre atento

Hoje, as reclamações dos consumidores podem não chegar diretamente ao empresário ou responsável pelo marketing do negócio. Para Gomes, o ideal é que uma pessoa faça uma busca no site do Procon ou do Reclame Aqui para verificar se há alguma mensagem sobre a marca.

Nesses casos, a instrução é responder com informações precisas, e se for o caso, providenciar a devolução do produto ou oferecer novamente o serviço. “Isso é muito bom para a marca. Agrega valor e qualquer pessoa que navegar nesses sites lerá a resposta da empresa”, explica Gomes.

3. Inove

Uma maneira de chamar a atenção do seu público-alvo é fazer com que o cliente possa participar de eventos diferentes como oferecer uma participação na criação de um novo produto. “É trazer o consumidor para ajudar a produzir o que vai oferecer depois”, explica Grazielle.

Um restaurante pode oferecer um curso de gastronomia ou uma degustação de um novo prato, por exemplo. “É levar a a experiência do cliente para outros caminhos”, resume Athia.

4. Invista nas redes sociais

A presença das marcas nas redes sociais é fundamental porque os consumidores estão conversando sobre os produtos ou serviços nas páginas. A decisão de contratar ou não uma agência para monitorar essas informações depende do objetivo do empreendedor.

“Existem agências especializadas nas redes sociais, existem empresas que cobram muito e há outras que estão se especializando em atender PMEs”, afirma Gomes. Para Athia, é possível que o empresário cuide da gestão da marca nas redes, mas é preciso bom senso para que as mensagens não se tornem excessivas e repetitivas. 

5. Olhe para dentro

Para que a empresa e a sua marca sejam referências no mercado é importante avaliar como os funcionários avaliam o negócio. Para Grazielle, uma cultura colaborativa pode agregar novas soluções na organização. 

“O endomarketing é uma das formas de marketing mais baratas. Oferecer condições especiais dos serviços e produtos para funcionários e até uma extensão para familiares, por exemplo”, explica Gomes. 


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Saiba Como Perder a Timidez ao Falar em Público

Não consegue expressar suas ideias no trabalho? Confira maneiras de como perder a timidez ao falar em público

Algumas vezes nos sentimos envergonhados e perdemos nossa habilidade de falar sobre nossas ideias ou vontades. Isso pode ocorrer quando estamos no colégio ou quando já estamos em algum emprego. No mercado de trabalho, porém, não conseguir falar em público pode ser uma grande desvantagem à sua carreira . Veja como mudar isso:

1. Não subestime o valor de suas ideias

Quando você estiver em uma situação na qual precisa falar sobre qual a sua opinião em relação a um determinado assunto, a primeira coisa que passará por sua mente provavelmente será que suas ideias não são boas o suficiente e que é melhor mantê-las apenas para você. Se esse pensamento surgir, afaste-o. Lembre-se que você tem muito com o que contribuir e a sua ideia pode ser o que fará a empresa conquistar o objetivo que deseja.

2. Seja um dos primeiros a falar

Tomar a atitude de se pronunciar na primeira chance que tiver é uma ótima maneira de ajudar você a não pensar muitas vezes e acabar desistindo de falar. Além disso, ser um dos primeiros a falar fará com que sua presença seja mais notada durante as reuniões.

3. Escolha um assunto previamente

Pense sobre coisas que você gostaria de esclarecer. Anote alguns tópicos e decida parte do que você poderia falar. Isso facilitará a tarefa quando chegar o momento de se pronunciar e você saberá melhor o que dizer.

4. Pergunte

Uma boa maneira de se sentir mais seguro com o que você tem a dizer é perguntar para as outras pessoas presentes sobre o que elas pensam sobre um determinado assunto que esteja em discussão. Você aumentará sua participação e saberá como se comunicar melhor.

5. Não censure você mesmo

Passe a não restringir suas ideias. Expresse pelo menos uma delas em cada reunião, sem pausas para decidir se você deveria mesmo continuar a dizer aquilo ou não. Dessa maneira, você começará a se acostumar a falar em público.

6. Entenda que críticas são inevitáveis e úteis

Deixar de se expressar por receio de ouvir críticas negativas ao que você tem a dizer é algo que não pode acontecer. Saber o que outras pessoas pensam sobre suas ideias é importante para entender se há algo de errado no que você pensa que pode estar correto e, então, você terá a chance de criar melhores soluções em grupo.

7. Não deixe seu poder ir embora

Quando nos sentimos inseguros é comum que outras pessoas usem nossas ideias como se fossem delas, tirando nossa credibilidade. Não permita que isso ocorra com você: expresse suas ideias claramente.


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Para Onde Vai o Marketing?

O futuro é um lugar onde todo mundo gostaria de ter uma boa cadeira. A questão é: quanto custa

Por Flávio Ferrari

Alguém me perguntou no Klout (o site que mede sua “influência social”) sobre o futuro das redes sociais. O espaço oferecido para reposta não era muito maior do que o do Twitter, e respondi que esperava um crescimento no compartilhamento de mensagens curtas de vídeo (como os 6 segundos do Vine) e a proliferação de “comunidades fechadas” (ou “confrarias”). Foi uma “educatedguess”, baseada na minha observação pessoal das tendências nas principais redes sociais.

Depois disso, um aluno perguntou qual seria o futuro do marketing. Bem mais difícil de responder... Minhas primeiras palavras, para ganhar tempo enquanto pensava em uma resposta mais inteligente, foram: “Marketing é o nome que damos a uma determinada área de conhecimento e, portanto, não muda nunca. As práticas de marketing, entretanto, estão em permanente mudança.”

Desafiei o grupo de estudantes a apontar as mudanças visíveis e essas foram as respostas mais relevantes:

- as redes sociais estão se tornando mais importante para as marcas

- a comunicação tradicional já não é tão efetiva como costumava ser

- os departamentos de marketing estão se tornando mais operacionais e menos estratégicos

- resultados de curto prazo são prioridade e “promoção” vem ganhando espaço do “branding”

- existe muita informação sobre tudo e pouco tempo/pessoal disponível para fazer sua gestão

- as decisões de marketing parecem ser mais táticas e reativas

Obviamente, concordei com o grupo.

E o que poderíamos dizer sobre o futuro das práticas de marketing?

O futuro é um lugar onde todo mundo gostaria de ter uma boa cadeira. A questão é: quanto custa? Analisando as principais tendências sociais, encorajo-me a fazer uma estimativa do que precisaremos pagar para garantir nosso lugar especial:

- teremos que ser honestos: falsas promessas serão prontamente reveladas nas redes sociais e “confiança” será o bem mais valioso para uma marca

- teremos que respeitar os consumidores e convidá-los para serem nossos “sócios” – precisamos que eles tenham um legítimo interesse em nosso sucesso , inspirados por nossos produtos e a certeza de que estamos trabalhando para eles

- teremos que cuidar da privacidade dos consumidores – nunca compartilhar suas informações pessoais, nunca acessar sua “lista de amigos”, nunca interromper seus momentos pessoais e assim por diante

- resultados financeiros deverão ser uma consequência de nossa “missão” de ser relevante para o consumidor, e não a missão em si mesmo – cada um de nossos colaboradores (funcionários e parceiros de negócio) deverá estar consciente, preparado, comprometido e motivado a cumprir a missão

Como se pode ver, nossa cadeira especial no futuro não é tão cara assim.

Basta resgatar algumas das ideias básicas do marketing que se perderam nos últimos 20 anos, desde que as empresas passaram a ser comandadas por acionistas “financeiros”.

Difícil mesmo será convencer esses acionistas de que para ganharem um “camarote” terão que compartilhar com os clientes.

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