Mostre para seus amigos

Conte para seus amigos sobre o Blog do Cabra, e curtam nossa página no Facebook!!!

Actio Consultoria e Treinamento

A ACTIO é uma consultoria empresarial que transforma grandes idéias em realidade e desenvolve projetos de acordo com as necessidades de seus clientes, traduzidos em inovação, desenvolvimento, e melhoria nos resultados da organização.

O Blog do Cabra recomenda

Ações de Motivação Dos Funcionários Necessitam de Equipe e Líder Maduros, continue lendo no Blog Administrando Você.

Destaque do Blog do Cabra

Muitos gostaram deste assunto, um assunto bastante procurado e mereceu destaque.

A disposição de todos

Nossos colunistas estão a disposição de todos para tirar dúvidas e sugestões, deseja ler sobre um assunto? Fale para nossos colunistas.

Blog como ferramenta de Marketing

Por Rafael Mauricio Menshhein

Utilizar um blog como ferramenta de Marketing é, hoje em dia, natural, mas a forma como esta ferramenta é empregada pode gerar dúvidas e questionamentos, mas quando seus objetivos são traçados claramente, esta ferramenta de comunicação torna-se imprescindível e traz vantagens para a organização.


Há pouco tempo os blogs foram inseridos como uma nova ferramenta de comunicação pelas organizações, a percepção do alcance, da troca de informações e do poder que um blog têm no mundo foram os motivadores para que inúmeras organizações criassem os seus.

Ainda assim existem organizações que colocam os blogs nas mãos dos executivos, evitando críticas nos comentários e demonstrando uma empresa infalível, que só produz o que há de melhor e nenhum consumidor ficou insatisfeito.

Logicamente os consumidores insatisfeitos criam seus blogs, debatem suas críticas e com isso atingem um público muito maior do que o blog da própria organização, por um fator muito simples, o consumidor busca informações com pessoas que já conhecem o produto e tomam a opinião de amigos para decidir adquirir ou não o produto ou serviço.

Mas também existem casos onde o blog é realmente valorizado, criando um canal de comunicação simples, direto e rápido, trazendo o consumidor para “dentro” da organização e transformando-se em uma grande fonte de informações.

Permitir que o blog seja uma grande fonte de pesquisas é um dos passos mais importantes para as organizações, imaginar que o público não quer participar do processo de desenvolvimento de novos produtos é uma utopia e aponta uma visão distorcida do mercado.

Um dos blogs que atinge seus objetivos é o blog do Pimentel, criado com o objetivo de ampliar o alcance da comunicação entre a Nextel e o seu consumidor.

No próprio blog há uma frase que indica claramente seus objetivos, passar ao consumidor as informações que a propaganda não passa, demonstrando que a maior preocupação da Nextel é informar corretamente seus consumidores e receber mensagens com a opinião correta e verdadeira, melhorando continuamente seus produtos.

Ainda existe um grande percurso a percorrer com relação aos blogs, especialmente as empresas, pois a comunicação com seus clientes é fundamental, ninguém adquire um produto que não houve falar ou enxerga em uma prateleira.

O blog traz a agilidade da internet associada a recepção de mensagens, independente de seu conteúdo, é evidente que o consumidor fiel sempre quer um produto prefeito, que lhe atenda aos desejos e satisfaça-o de forma plena, desta forma é muito sábio aceitar as opiniões de quem realmente determina o sucesso de um produto.


Fonte: http://www.portaldomarketing.com.br

COACHING: o melhor amigo do RH


por Tadeu Alvarenga



Uma pesquisa recente conduzida pela consultoria Deloitte visando detectar quais os motivos do não-comprometimento dos funcionários para com as suas organizações – o que tem sido uma reclamação constante dos setores de RH – apontou os seguintes resultados:

- Minha empresa não oferece oportunidades de aprendizado, para que eu desenvolva novos conhecimentos.
- Os líderes não estão nem aí para o bem-estar dos funcionários.
- Faltam critérios salariais justos e consistentes.
- Não tenho autonomia para realizar o meu trabalho.
- Minha opinião não é levada em conta da hora de decidir.

Esta pesquisa – que recebeu uma menção na edição de Janeiro de 2007 da Você S.A. – chama a atenção pelo fato de que o item salário só foi mencionado uma vez – e a principal reclamação não era de que este fosse insuficiente ou baixo demais, mas sim de não existirem critérios justos e transparentes que norteassem a política salarial da Empresa. Também é interessante observar que todos os itens apontados acima se encontram dentro da área de atuação do Coaching – o que o torna, sem sombra de dúvida, o Melhor Amigo do RH. Vamos examinar os itens acima rapidamente, sob a perspectiva do Coaching.

1. Minha empresa não oferece oportunidades de aprendizado, para que eu desenvolva novos conhecimentos.

A própria essência do Coaching é ser um facilitador do aprendizado dentro da organização. O Líder-Coach – ou o Gestor de RH que se utiliza das Ferramentas do Coaching – é aquele que apóia o processo de aprendizagem do colaborador/liderado contribuindo para o seu desenvolvimento como Profissional e também como pessoa. Note-se bem, no entanto, que o processo de Coaching não objetiva "ensinar", mas sim, motivar o outro a aprender, a partir de seus próprios recursos e experiências, colaborando, desta forma, para a construção de conhecimento dentro da organização, conhecimento este que, frequentemente, se traduz em lucro para a Empresa e para todos os envolvidos.

2. Os líderes não estão nem aí para o bem-estar dos funcionários.

Uma vez que o Coaching passa a ser utilizado em larga escala em uma organização, sentimentos de oposição entre Líderes e liderados – do tipo "eles contra nós" – que, invariavelmente, acarretam perdas significativas para a Empresa, tendem a diminuir significativamente, uma vez que o funcionário passa a ser integrado aos processos da Empresa.

3. Faltam critérios salariais justos e consistentes.

A única menção a salário nos resultados levantados na pesquisa não se refere, de forma alguma, aos valores absolutos do salário, mas sim aos critérios utilizados no cálculo da remuneração de cada um. Embora o Coaching não tenha o poder de intervir diretamente na política salarial da empresa, é preciso reparar aqui que, muitas vezes, as reclamações salariais são, na realidade, manifestações de um sentimento de falta de valorização por parte dos funcionários. As reclamações sobre salário muitas das vezes servem de "símbolo" ou veículo para outras questões mais profundas – medos, insatisfações, ressentimentos, etc. – as quais permanecem a maior parte do tempo sem serem verbalizados pelos funcionários e que podem acarretar imensos prejuízos à dinâmica da organização. Neste sentido, este item apresenta grandes semelhanças com o anterior, por que se relaciona à percepção de Valor em relação à sua atividade pelo colaborador, a qual, caso insuficiente, poderá se traduzir em desmotivação, queda no desempenho, piora no clima organizacional, conflitos interpessoais e reclamações sem fim – não necessariamente apenas sobre salário. O Coaching pode aqui atuar positivamente prevenindo e/ou revertendo os indicadores de insatisfação mencionados acima, principalmente ao capacitar Líderes e Gerentes com ferramentas e técnicas próprias.

4. Não tenho autonomia para realizar o meu trabalho.

Um dos objetivos principais do Coaching na organização é promover a educação dos colaboradores em direção a uma autonomia crescente. Isto implica em substituir o antigo modelo, onde o funcionário era visto apenas como um simples "executor de tarefas" e torná-lo, de fato, um colaborador ativo da organização. O antigo modelo, o modelo do funcionário "executor de tarefas", foi firmado no início da Era Industrial e, muito embora tenha tido a sua utilidade no passado, tem se mostrado cada vez mais e mais inadequado à era da Informação que estamos vivendo. O antigo modelo tinha como principal característica o desencorajamento sistemático de qualquer manifestação de iniciativa ou criatividade por parte dos funcionários, levando, como conseqüência, a um alto grau de dependência da figura do Chefe. O Coaching como instrumento de desenvolvimento de lideranças, permite realizar a transição segura para as práticas gerenciais adequadas ao cenário atual.

5. Minha opinião não é levada em conta da hora de decidir.

O Líder-Coach é aquele que por definição, integra o liderado no processo de decisão, o que faz com que este se perceba como um colaborador ativo da organização, ao invés de um mero "executor de tarefas". Isso é claro, não só aumenta a produtividade do funcionário e o seu senso de integração em relação à organização, como também diminui a oposição em relação à liderança.

O Coaching, como ferramenta de Desenvolvimento de Lideranças e de Gestão de Pessoas, contribui, sem sombra de dúvidas, para o aumento da performance organizacional, ao mesmo tempo em que facilita a atuação do RH dentro da Empresa.

Tadeu Alvarenga
Palestrante, Consultor e Coach Empresarial.


Veja as mudanças no Imposto de Renda 2009 e saiba como declarar

por Marina Morena Costa, repórter do Último Segundo

SÃO PAULO – O prazo para declarar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2009, ano-base 2008, vai até a meia-noite do dia 30 de abril. As declarações podem ser feitas em papel, disquetes ou no site da instituição (www.receita.gov.br).

Neste ano, o IRPF tem algumas novidades, como o aumento no preço do formulário (de R$ 3,50 para R$ 4) e a extensão do prazo de entrega para a meia-noite do dia 30 de abril – antes o prazo era até as 22 horas da mesma data. O contribuinte que não enviar sua declaração neste período pagará uma multa de R$ 165,74, no mínimo.

O contribuinte também poderá optar por informar ou não o número do recibo da declaração do ano anterior. No entanto, a empresa de consultoria tributária IOB recomenda informar o número do recibo, por questões de segurança. Se algum fraudador utilizar o dado ao enviar a documentação para a Receita, a declaração sem número perderá a validade.

O pagamento do imposto devido poderá ser agendado, seja em cota única ou parcelado em até oito vezes. O acerto pode ser feito por meio de débito automático em conta corrente. Para isso é necessário enviar a declaração até o dia 31 de março.

Veja alguns aspectos importantes da declaração do Imposto de Renda:

Educação: As despesas com a educação regular (ensino infantil, fundamental, médio, superior, pós-graduação, mestrado, doutorado, ensino técnico e tecnológico) estão limitadas a abater R$ 2.592,29 por contribuinte. Cursos de idiomas não entram nas despesas com educação.

Dependentes: O abatimento com dependentes está limitado a R$ 1.655,88 por declarante.

Saúde: Podem ser abatidas integralmente da renda bruta despesas com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, exames em laboratórios, serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos, próteses dentárias e ortopédicas. Não há limite fixo para os gastos com saúde, no entanto, valores muito altos tendem a ficar na malha fina por fugirem dos parâmetros estabelecidos pelos computadores da Receita. Tenha a nota fiscal de todos os pagamentos e despesas em hospitais – gastos com remédios, fraldas e demais materiais poderão ser abatidos somente nos casos de internação.

Pensão alimentícia judicial e INSS: Pensões alimentícias registradas em cartório ou decretadas por um juiz podem ser abatidas integralmente da renda bruta, assim como a contribuição previdenciária oficial.

Contribuição à Previdência Social do empregado doméstico: O abatimento está limitado a R$ 651,40 e a um empregado doméstico. Somente os contribuintes que fizerem a declaração completa é que terão direito a esta redução.

Aposentados com mais de 65 anos: A partir do mês em que completarem esta idade, os aposentados poderão abater a parcela adicional de R$ 1.372,81 por mês.

Incentivos Fiscais: Doações aos Fundos do Direito da Criança e Adolescente e incentivos à cultura, ao Audiovisual e ao Desporto poderão ser abatidos até o limite de 6% do imposto devido. Atenção: o limite de 6% é referente a todos os tipos de incentivos. Entidades filantrópicas não cadastradas nos Fundos de Direito da Criança e Adolescente não podem ser abatidas do imposto. Ao detectar uma doação que não se enquadre nesta relação, o sistema da Receita irá indicar a operação como uma tentativa de fraude.

Guarda de comprovantes: Guarde todos os documentos usados para a declaração referente a 2008 até o ano de 2014. A Receita utiliza o período como uma carência para efetuar análises sobre os dados fiscais do contribuinte.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia

Google elimina 200 vagas, no segundo corte da história da empresa

Agência Estado

O Google Inc. vai cortar quase 200 empregos da área de vendas e marketing em todo o mundo, argumentando que organizações sobrepostas tornaram sua equipe "menos efetiva e eficiente do que deveriam ser".


O Google tem sido mais resistente à crise econômica do que outras companhias de tecnologia e, até recentemente, vinha evitando demissões. Os primeiros cortes da história da empresa foram anunciados em janeiro, quando 100 posições da área de recrutamento foram eliminadas.

Os cortes representam 1% dos 20 mil empregados da empresa. A companhia também tomou outras medidas para redução de custos, como a diminuição do horário dos serviços de alimentação e a oferta de aparelhos celulares aos funcionários em vez de bônus em dinheiro no fim do ano.

A empresa vai fornecer pacotes de pagamentos e benefícios aos funcionários que deixarem a companhia e vai tentar alocar cada indivíduo em alguma outra função na empresa. O Google não divulgou os encargos que espera ter com relação aos cortes e não informou quando eles deverão ser feitos.

Em fevereiro, o Google disse que estava abandonando o negócio de venda de anúncios em rádio e, em janeiro, fechou sua unidade de venda de anúncios em jornais. A companhia também cortou custos ao desativar projetos que não eram diretamente ligados ao seu negócio principal, de anúncios em páginas de busca, que vem sustentando a empresa durante a crise.

As informações são da Dow Jones.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/economia

Aplicando 5s na Vida Pessoal

por Tom Coelho

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar, que daqui para diante vai ser diferente." (Carlos Drummond de Andrade)


Agora que você já fez a famosa contagem regressiva, bebeu champanhe, cumprimentou amigos e familiares, fez ótimas refeições e dormiu bastante, bem-vindo de volta ao cotidiano.

Para algumas pessoas, não passou de um dia como outro qualquer, uma passeadinha a mais do ponteiro nos relógios, exceção feita a uma mesa mais farta e ao final de semana prolongado.

Todavia, prefiro pensar como Drummond, aproveitando a magia do momento para refletir, sobre os últimos doze meses; repensar, sobre os objetivos e metas traçadas; e recomeçar, a luta e a caminhada.

Em Administração, utilizamos um expediente importado lá do Oriente, mais precisamente do Japão pós-guerra, chamado de “5 S”. Este nome provém de cinco palavras japonesas iniciadas pela letra S: Seiri, Seiton, Seisou, Seiketsu e Shitsuke.

Os cinco sensos constituem um sistema fundamental para harmonizar as interfaces entre os subsistemas produtivo-pessoal-comportamental, norteando-se na base para o trabalho de uma rotina diária.

Praticar os 5S significa:

- Seiri (senso de utilização): separar as coisas necessárias das desnecessárias;- Seiton (senso de organização): ordenar e identificar as coisas, facilitando encontrá-las quando desejado;
- Seisou (senso de zelo): criar e manter um ambiente físico agradável;
- Seiketsu (senso de higiene): cuidar da saúde física, mental e emocional de forma preventiva;
- Shitsuke (senso de disciplina): manter os resultados obtidos através da repetição e da prática.

A aplicação dos 5S numa empresa deve ser efetuada com critérios, inclusive com supervisão técnica dependendo do porte da empresa. Mas meu convite, neste instante, é para você praticar os 5S em sua vida pessoal.

Assim, que tal aproveitar estes primeiros dias do ano para fazer esta pequena revolução pessoal?

Aplique Seiri em sua casa e em seu escritório. Nos armários, nas gavetas, nas escrivaninhas. Tenha o senso de utilização presente em sua mente. Se lhe ocorrer a frase: “Acho que um dia vou precisar disto...”, descarte o objeto em questão. Você não o utilizará. Pode ser uma roupa que você ganhou de presente ou comprou por impulso e nunca vestiu, por não lhe agradar o suficiente, mas que poderá acalentar o frio de uma pessoa carente. Podem ser livros antigos, hoje hospedeiros do pó, que poderão contribuir com a educação de uma criança ou um jovem universitário. Seja realmente seletivo. Elimine papéis que apenas ocupam espaço em seus arquivos, incluindo revistas e jornais que você “acha” estar colecionando. Organize sua geladeira e sua despensa – você ficará impressionado com o número de itens com prazo de validade expirado.
.
Na próxima fase, passe ao Seiton. Separe itens por categorias, enumerando-os e etiquetando-os se adequado for. Agrupe suas roupas obedecendo a um critério pertinente a você, como por exemplo, dividir vestimentas para uso no lar, daquelas destinadas para trabalhar, de outras utilizadas para sair a lazer. Organize seus livros por gênero (romance, ficção, técnico, etc.) e em ordem de relevância e interesse na leitura. Separe seus documentos pessoais e profissionais em pastas suspensas, uma para cada assunto (água, luz, telefone...). Estes procedimentos lhe revelarão o que você tem e, principalmente, atuarão como “economizadores de tempo” uma vez que sua vida será facilitada quando da busca por um objeto ou informação.

Com o Seisou, você estará promovendo a harmonia em seu ambiente. Mais do que a limpeza, talvez seja o momento para efetuar pequenas mudanças de layout: alterar a posição de alguns móveis, colocar um xaxim na parede, melhorar a iluminação.

Agora, basta aplicar os últimos dois sensos já mencionados acima, o Seiketsu, que corresponde aos cuidados com seu corpo (sono reparador, alimentação balanceada e exercícios físicos), sua mente (equilíbrio entre trabalho, família e lazer) e seu espírito (cultive a fé) e o Shitsuke, tão simples quanto fundamental, e que significa controlar e manter as conquistas realizadas.

Faça isso e eu desafio você a ter pela frente doze longos e prósperos meses!

Tom Coelho
Formado em Economia pela FEA/USP

Na Crise mundial...

.
.
em momentos de crise, reduções são necessárias...


De Lavador de Pratos e Garçom a Imperador dos Rodízios


Fonte: Veja/SP
A história do empresário Arri Coser, que em parceria com o irmão Jair montou a rede Fogo de Chão. À frente de três churrascarias em São Paulo, uma em Belo Horizonte e outras oito nos Estados Unidos, ele fatura 96 milhões de dólares por ano.



Quando deixou a Serra Gaúcha trinta anos atrás, o empresário Arri Coser levava com ele apenas alguns tostões no bolso e um sonho: queria ser dono de uma lanchonete. A ambição se revelou muito pequena diante do império gastronômico que ergueria. Junto com o irmão Jair, Arri é proprietário da Fogo de Chão, a mais conhecida e premiada rede de rodízios da cidade. Além das três unidades de São Paulo, reúne hoje uma em Belo Horizonte e oito espalhadas pelos Estados Unidos. A cadeia, com um faturamento de 96 milhões de dólares no ano passado, abrirá sua quinta filial brasileira no Distrito Federal no próximo dia 2. Até o fim deste ano, deverá ter mais duas casas americanas, uma em Baltimore e outra em Austin.


"Digo sempre que parti do zero menos zero", brinca Arri. Com apenas 14 anos e a 6ª série do ensino fundamental concluída, o então adolescente veio tentar a sorte no interior de São Paulo. Rumou para Aparecida, onde já estava Jair, ex-seminarista e cinco anos mais velho do que ele. Ambos foram lavadores de pratos e garçons num rodízio de beira de estrada. "Quando percebemos a falta de oportunidade profissional, mudamos para o Rio de Janeiro", conta. Na capital fluminense, juntaram um minguado pé-de-meia e regressaram ao Rio Grande do Sul em 1980. Em Porto Alegre, arremataram a simplíssima churrascaria Fogo de Chão, que funcionava à la carte e somente de quinta a domingo. Lá, descobriram a fórmula do sucesso ao adotar nos domingos o serviço de rodízio. Esse sistema, nada nobre na época, atraiu um mundaréu de gente e acabou estendido aos demais dias da semana.


Rapidamente, as fronteiras gaúchas ficaram estreitas para os irmãos Coser. No início de 1986, eles inauguraram a primeira filial paulistana em Moema.


Um ano depois, montaram a de Santo Amaro. Nesse período, houve um boom de rodízios pela cidade. Na tentativa de se diferenciar, a concorrência inundou os bufês de peixes e frutos do mar, além de sushis de qualidade duvidosa. Arri e Jair, porém, concentraram-se no principal: a carne. Enquanto a maioria dos lugares do gênero acabou aderindo a um estilo popular ou naufragou, a Fogo de Chão continua de uma solidez inabalável entre as 140 churrascarias que existem na cidade. E é um dos rodízios mais caros do Brasil, a 65 reais por pessoa. Sua força reside justamente nos cortes de primeira, dos quais se destacam a picanha, o bife ancho, a fraldinha e a costeleta de cordeiro.


"Nossos acompanhamentos são bons, mas são secundários e não devem competir com o produto principal", diz Arri. Ele apostou também na carta de vinhos, atualmente com 350 rótulos e laureada pela revista americana Wine Spectator, assim como aprimorou as sobremesas. "Na Fogo de Chão não te enchem de coisinhas para que na hora da carne você esteja sem fome", diz o concorrente Belarmino Iglesias, dono da rede Rubaiyat. "Os outros rodízios estão longe da qualidade deles."


Recém-promovido a gerente da unidade da Avenida dos Bandeirantes, o ex-garçom Carlos de Bona conhece de cor o paladar da clientela. Homens comem em média 600 gramas de carne temperada só com sal, enquanto as mulheres se satisfazem com a metade. O desperdício é grande: 400 gramas por cliente, em especial das partes que vão esfriando. "Mas tem gente com mais apetite que chega a consumir 1 quilo", afirma Bona. Quem vai lá geralmente é fã mesmo desse universo carnívoro. Com atrações importadas como o presunto cru espanhol e ótimos azeites, o bufê de frios e saladas tem um consumo médio de 250 gramas por comensal.


Depois de conquistar o gosto exigente do paulistano, a rede deu outro grande passo expansionista ao instalar a primeira filial nos Estados Unidos dez anos atrás. "Levamos nossa bandeira a Dallas, porque era mais barato do que abrir em metrópoles como Nova York", explica Jair Coser, que, quando se radicou no Texas, há uma década, achava inglês uma língua de marcianos.


Responsável pelo mercado americano, ele acabou de investir 5 milhões de dólares para montar a recém-aberta churrascaria de Minneapolis. O restaurante conta com o mesmo perfil dos de Atlanta, Beverly Hills, Chicago, Dallas, Houston, Filadélfia e Washington. Nas casas brasileiras, emprega-se uma quantia menor, de cerca de 3 milhões de dólares. Os planos de crescimento ganharam fermento extra em agosto do ano passado. Únicos proprietários da rede desde 2005, os Coser venderam 40% de suas ações ao fundo de investimentos GP. Pela transação, embolsaram a quantia de 64 milhões de dólares e planejam, agora, abrir quatro lojas por ano.


Para atingir um bom desempenho no exterior, adotou-se uma estratégia interessante. Sempre no comando, há um gerente-geral brasileiro. Os dois cargos imediatos, de gerência de atendimento, ficam com profissionais americanos. "Estão em postos-chave porque conhecem bem a cultura do país, assim como as leis locais", diz Jair. Na relação de 700 garçons da rede, porém, existe gente de 23 nacionalidades, entre as quais filipina, chinesa, canadense, mexicana, francesa... "É uma ONU lá dentro, tchê", diverte-se Arri. Qualquer empregado brasileiro pode se candidatar a uma vaga no exterior. Hoje, são 130 atuando nas unidades americanas. "Os requisitos básicos são falar bem inglês, ser exímio no serviço das carnes e entender de vinhos e bebidas", enumera o diretor de operações Jandir Dalberto, no grupo desde 1989.


O salário para um garçom em São Paulo é de 613 reais por sete horas de trabalho. "Esse valor pode chegar a 2.500 reais", diz Dalberto. O acréscimo vem das gorjetas, uma vez que o gasto mínimo dos clientes gira em torno de 95 reais (rodízio + bebida não alcoólica + sobremesa + serviço). O contracheque tem atraído muitos interessados em uma vaga. Há benefícios adicionais para a brigada. Duas vezes por semana, são dadas aulas gratuitas de inglês e, aos sábados, de formação de sommelier. "Ele não treina funcionários, busca-os prontos nas casas dos outros", espeta Ari Nedeff, dono das redes Novilho de Prata e Montana Grill. "Agora mesmo, para abrir a filial em Brasília, levou 25 pessoas dos nossos rodízios." Arri rebate. "Nunca busquei gente em outros restaurantes. Aliás, nunca entrei num rodízio que não fosse o meu."


Face oficial da Fogo de Chão no Brasil, Arri Coser, 45 anos, tem sempre um sorriso estampado no rosto. Workaholic, desliga o celular somente nas primeiras horas da manhã para dedicar-se à família. É a mulher, Andrea, com quem está casado há sete anos, que compra os bem cortados ternos Armani e Ermenegildo Zegna usados por ele. Arri também não abre mão de viagens gastronômicas para descobrir novidades mundo afora, nem de esquiar, seu maior hobby. Pelo menos duas vezes por ano vai a Zermatt, nos Alpes suíços, ou a Aspen, no Colorado. No mês passado, foi eleito o empreendedor do ano pela empresa de consultoria Ernst & Young. Desbancou finalistas como Eike Batista, do Grupo EBX, e Daniel Feffer, da Suzano Holding. "O que pesou na hora da eleição foi a coragem de investir num país como o nosso e também fora dele", diz Carlos Miranda, sócio da Ernst & Young. Outros critérios são que o eleito participe da gestão do negócio e colabore de forma efetiva para o sucesso da empresa. No início de junho, em Monte-Carlo, Arri disputará a final mundial enfrentando representantes de 39 países. Pelo que se vê, o ex-lavador de pratos, ex-garçom e atual rei dos espetos na cidade tem atributos de sobra para faturar mais um troféu.


Arnaldo Lorençato
Fonte:
http://vejasaopaulo.abril.com.br

Kaizen Marketing

Por Rafael Mauricio Menshhein

Com a intenção de aprimorar constantemente o ambiente de trabalho, bem como a sua produção, há sempre a necessidade de estudar cada vez mais profundamente o mercado, suas variáveis e todos os processos envolvidos em estratégias de Marketing, é natural que os profissionais de Marketing mergulhem profundamente em seus estudos, aprendam e entendam o consumidor para ofertar-lhes o produto ou serviço ideal.


Desde o início, o Marketing vêm em uma evolução constante, a complexidade das estratégias, do mercado e da diferenciação tomam muito mais tempo dos estudos, causando um impacto em todas as variáveis e permitindo que produtos sejam “copiados” pela concorrência em um tempo muito menor, tornando a metodologia Kaizen muito bem-vinda ao Marketing.

É por meio de uma aplicação como o Kaizen que muitas organizações conseguem obter Vantagem competitiva, criação de Valor e diferenciais suficientes para suplantar seus concorrentes diretos no mercado.

Com uma Filosofia de “hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”, o Kaizen pode agregar muito mais dentro do Marketing do que se imagina, retornam-se as teorias clássicas da Administração e percebem-se fontes, até antes inimagináveis, de aplicação de algumas ferramentas que algumas organizações já abandonaram, mas essa prática (exprimindo uma forte Filosofia de vida oriental e sendo, por sua vez também, uma Filosofia, uma cultura) visa o bem não somente da empresa como do homem que trabalha nela. As empresas são municiadas com ferramentas para se organizarem e buscarem sempre resultados melhores. Partindo do princípio de que o tempo é o melhor indicador isolado de competitividade, atua de forma ampla para reconhecer e eliminar os desperdícios existentes na empresa, sejam em processos produtivos já existentes ou em fase de projeto, produtos novos, manutenção de máquinas ou, ainda, processos administrativos.

Utilizando-se do Kaizen, o Marketing pode tornar-se, muito mais do que já é, uma ciência onde a melhoria contínua pode gerar muitos diferenciais para as organizações, trazendo para todos os colaboradores uma das bases do Marketing, o estudo e a melhoria exigida pelo mercado para disponibilizar ao consumidor produtos cada vez melhores.

Ampliar as expectativas é algo muito comum, saber como alcançar os objetivos requer muitos estudos, Pesquisa e aplicação, cada ciência possui ferramentas específicas, traz consigo conceitos praticamente inalteráveis ao longo dos anos, mas com o Marketing não há espaço para parar no tempo, desde a elaboração de um planejamento, coleta de dados etc, pode-se perceber que seus conceitos podem estar sempre ligados ao princípio, mas evoluem como em nenhuma outra área, possibilitando a aplicação de conceitos como o Kaizen, oriundo da década de 1950 e que afirma que é sempre possível fazer melhor, nenhum dia deve passar sem que alguma melhoria tenha sido implantada, seja na estrutura da empresa ou no indivíduo.

Sua metodologia traz resultados concretos, tanto qualitativamente, quanto quantitativamente, em um curto espaço de tempo e a um baixo custo (que, conseqüentemente, aumenta a lucratividade), apoiados na sinergia gerada por uma equipe reunida para alcançar metas estabelecidas pela direção da empresa.

Marketing é muito mais do que uma ciência, é uma Filosofia que deve ser tratada da maneira certa por seus profissionais, pois o mercado exige a melhoria contínua todos os dias e não há tempo para ser perdido com “achismos”.

Kaizen (改善) vêm do japonês e significa literalmente “melhoria contínua, gradual, na vida geral (pessoal, familiar, social e no trabalho)”.

Rafael Mauricio Menshhein
Fonte: http://www.portaldomarketing.com.br

Empreendedores das Praias Cariocas

por Fabiana Ribeiro

À beira do mar, lá estão os empreendedores da areia do Rio. São barraqueiros, ambulantes, terapeutas corporais e professores de esportes que fazem da praia um negócio que movimenta R$ 50 milhões por mês no verão — quase o dobro das cifras do inverno, calcula o Sebrae-RJ. É gente que trabalha de olho no bolso dos cerca de dois milhões de banhistas que lotam as praias cariocas num típico dia de sol.


Do Leme ao Leblon, existem cerca de 400 barraqueiros. Entre eles, o veterano Pelé — há 26 anos no mesmo ponto da praia de Ipanema, em frente à Rua Garcia D’Ávila. Ao longo de duas décadas, deixou de ser mais um na areia: apostou em serviços e formação (graduou-se em educação física). Com isso, tem 11 mil clientes cadastrados. Cadastrados, sim. Pois a clientela tem carteirinha, que dá acesso, por R$ 10 por ano (o valor não muda desde 1996), a serviços como boy para pegar lanche fora da praia, frescobol, piscina para criança, bola e descontos em lojas. Detalhe: na barraca, nada de cerveja — bebida que é o carro-chefe de muitas outras.


— Não queria ser mais um e investi num conceito de clube. Essa é uma maneira de manter o cliente fiel — ensina um simpático Pelé, que hoje tem, além da barraca, seis quadras de vôlei, onde dá aulas e participa do treino do jogador Tande.


200 mil pessoas vivem da economia da praia no verão


Como empreendedor, gera empregos. São quatro vendedores, dois professores de educação física e três estagiários. Mas Pelé vai além da areia. Dá palestras em universidades e já participou de treinamentos do Sebrae. Parou por aí?


— Meu projeto deste ano é abrir uma loja fora da praia. Como se fosse a continuação do meu trabalho aqui na areia — conta Pelé, que deixou São João de Meriti para morar bem pertinho do trabalho, em Ipanema. Para quem não sabe, Pelé se chama Robenildo Alves.


Uma nova geração de empreendedores se formou a exemplo de Pelé. Um deles é Wesley Cesar, que, na barraca do Marquinhos, na altura da Rua Farme de Amoedo, vende seus Drinks Tropicais — um resultado de anos como bartender . Hoje, três anos depois de começar como ambulante, chega a fazer 200 drinks por dia, de caipirinha a bloody mary , que custam entre R$ 5 e R$ 16. Isso lhe garante, num mês de verão, um faturamento de R$ 5 mil. Além da praia, ele participa de eventos e festas.


— Comecei como ambulante, trazendo uma idéia de drinks saborosos e bonitos. Hoje, tenho até concorrência. Tudo bem, eu não tenho como atender a praia toda mesmo — vibra um empreendedor que sabe como cativar os clientes. — Dou de brinde poesias, que vêm numa garrafinha chamada Dose Poética.


Segundo Sergio Malta, diretor-superintendente do Sebrae-RJ, nem todos que vivem da praia — 200 mil pessoas no Rio num fim de semana — conseguem se destacar como Wesley e Pelé. Pensando nisso, a instituição vai desenvolver um projeto para capacitar cerca de 300 empreendedores, entre formais e informais.


— A economia da praia tem um potencial enorme. Mostraremos a importância de o empreendedor se associar, por exemplo. Assim, esperamos melhorar a renda dos envolvidos, no primeiro ano de atividade, em 20% — diz Malta, lembrando que a média de ganhos diários na praia é de R$ 30.


O economista Francisco Barone, coordenador do Small, Programa de Pequenos Negócios, Empreendedorismo e Microfinanças da Fundação Getulio Vargas (FGV), lembra que a escassez de vagas no mercado de trabalho levou muita gente a apostar nesse tipo de empreendedorismo:


— Acredito que 99% dos vendedores da praia são empreendedores por necessidade de sobrevivência.


E lidam basicamente com os mesmos produtos. Quem se destaca é quem conseguiu encontrar um algo a mais, um espaço novo. Há aqueles que têm o gene do empreendedorismo; há os que não têm.


Paulo Roberto Santos Sodré, ou melhor, Baiano, entende o que quer dizer o especialista. Apenas com a quinta série do ensino fundamental no currículo, ele montou o Point do Baiano, em frente à Rua Prado Junior, em Copacabana. No verão, dá trabalho para 11 pessoas, com ganhos médios mensais de R$ 600 cada uma. Em sua barraca, ele criou um sistema de comanda, nos mesmos moldes de um restaurante. E, com apoio de uma cozinha industrial fora da areia, tem como servir batata frita, bolinho de bacalhau, frango à passarinho e lingüiça calabresa. Tudo pedido por sistema de rádio.


Para não perder o controle do negócio, Baiano acompanha de perto o trabalho de seus auxiliares e tem à sombra de sua barraca um mini-escritório, onde exibe, com orgulho, suas planilhas.


— Existem barraqueiros e comerciantes. Eu sou comerciante. Do tipo empresário da areia. Agora, vou colocar pulseiras em crianças, para que elas saibam em que barraca estão e, assim, não se percam dos pais — conta Baiano, que oferece chuveiro e piscina para as crianças.


Paulo Juarez Vargas, presidente da Associação do Comércio Legalizado de Praia (Ascolpra), ressalta que os empreendedores da areia enfrentam dificuldades que vão de dias de chuva a arrastões. Além disso, o trabalho exige esforço físico — no leva e traz de artigos para o ponto de venda — e preparo financeiro para arcar com a Tarifa de Uso de Área Pública (Tuap), tributo anual cobrado pela Prefeitura do Rio, que varia, em média, de R$ 40 a R$ 140.


— Trabalhar na praia requer empenho: não é só sentar na areia. Existe toda uma estrutura por trás.


Sem trabalho no mercado formal, oportunidade na areia


Cinco vezes por semana, a terapeuta corporal Eder Passiko Teodoro monta e desmonta sua tenda — com direito a maca e tudo — nas areias em frente ao Sol de Ipanema. Faz shiatsu e ainda cromoacupuntura (que usa cores), pulsação tibetana e cura prânica (ambos usam meditação e técnicas de autoconhecimento). No verão, chega a faturar R$ 4 mil por mês. E, após a temporada, R$ 3 mil. De fala mansa, ela sabe como vender suas massagens: cobra mais de turistas e negocia preços mais camaradas com brasileiros. O jeitinho zen revela suas passagens pela Índia.


— Comecei a atender na praia por falta de oportunidade no mercado de trabalho. Estou feliz. A massagem é um intercâmbio de energia entre pessoas e lugares. E a praia é um ótimo cenário para exercitar esse conhecimento — diz Passiko, sorridente.

Fabiana Ribeiro
fonte: Jornal O Globo – 12/02/06

Mudanças na CLT

por Washington Sorio

Para que possamos ter uma reflexão sobre este texto, faz-se necessário entendermos um pouco o aspecto histórico. Desde os anos 30, as iniciativas do governo Vargas, com a criação do Ministério do Trabalho e, em seguida, no campo da legislação trabalhista, tinham nítida vocação corporativista, cuja característica essencial era o controle sobre a ação dos trabalhadores e suas organizações. No auge do Estado Novo, em 1943, foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que define as características básicas do sistema legal e oficial de relações de trabalho.

As peças básicas que compõem a CLT são: Normas Gerais e Especiais de Tutela do Trabalho, Contrato Individual de Trabalho, Organização Sindical, Convenções Coletivas de Trabalho, Processos de Multas, Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e Processo Judiciário do Trabalho.

Ao longo das décadas de 50 e 60, muitas outras iniciativas, na forma de decretos e medidas legais, foram acrescentando e adequando a legislação. E particularmente, nos anos 60, a criação do sistema único de previdência pública (o INPS e depois INSS) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) completou a organização do sistema. Portanto, foi criado um sistema único federal, centralizado e formal em um meio muito heterogêneo. Atentamos para o seguinte: com a criação do FGTS introduziu-se no sistema um fator de total flexibilidade à medida que a partir de então, os “optantes” do FGTS (a maioria absoluta dos trabalhadores formais) não contavam com qualquer instrumento efetivo de inibição da demissão do trabalho.

O fato é que a CLT e esses outros estatutos representavam ao mesmo tempo atraso e modernização de acordo com a diversidade de situações de trabalho no Brasil. Um sistema ambíguo, que reconhecia e regulamentava os direitos sociais do trabalho, mas que inibia as lutas trabalhistas e sindicais por melhores condições salariais e de trabalho.

Por outro lado, protegia os empregadores do conflito, mas gerava a falta de cumprimento da legislação por parte dos mesmos (os motivos iam desde o alto custo da contratação do trabalho até uma cultura de desprezo e desrespeito ao trabalho alheio, cujas raízes são históricas), o que acionava permanentemente a função fiscalizadora e judiciária do aparato estatal do trabalho.

É possível verificar o funcionamento do sistema oficial de relações de trabalho baseado na CLT, observando-se o início e o fim de um contrato formal e individual de trabalho. A previdência social, fundo de garantia por tempo de serviço, férias, décimo terceiro salário, cobertura por acidentes e etc., estabelece uma relação de dependência com o vínculo empregatício.

O controle e a proteção do trabalhador individual estendem-se à esfera coletiva de uma categoria ou setor econômico, cuja atualização das condições de trabalho depende dos arranjos negociais, por meio dos acordos e convenções coletivas de trabalho, cujo processo, definido em lei, nunca poderia subtrair direitos já definidos na lei maior, ou seja, na CLT.

Eis aqui o caráter rígido do sistema: corporativista, fiscalizador, estrutura sindical vertical dependente do Estado, ausência de liberdade e autonomia de organização para os sindicatos, ausência de livre contratação e negociação entre as partes, proteção social vinculada à relação formal de trabalho e etc. Ou seja, a CLT determina e a Justiça do Trabalho processa, julga e delibera sobre os problemas individuais e coletivos do trabalho.

Desde a introdução do Plano Real em 1994 novas questões que antes não figuravam no cenário entram em pauta no cotidiano das organizações, muitas vezes sem o concurso das negociações efetivas, o que, além da novidade, demonstra o predomínio dos interesses do capital sobre o trabalho. Essas questões referem-se à competitividade global, à qualidade dos processos, à produtividade e à reestruturação produtiva, bem como à flexibilização das relações de trabalho, com a adoção da jornada flexível, o banco de horas com redução e aumento da jornada de trabalho, a participação nos lucros, os programas de demissões voluntárias, a terceirização e a subcontratação de serviços.

É dentro deste contexto que surge o projeto de mudança na CLT. Importante registrar que dentro desse contexto já temos: banco de horas; suspensão do contrato de trabalho; extinção dos juízes classistas; piso estadual de salário; isenção de benefícios de contribuições sociais; apoio para deficientes físicos; trabalho por prazo determinado; Comissão de conciliação prévia; rito sumaríssimo; Condomínio de empregadores; Lei de aprendizagem e Fortalecimento do poder de negociação dos sindicatos.

Os “fundamentalistas da CLT” acreditam que a lei é a única forma de proteção do trabalhador. Eles querem deixar tudo como está, sem nenhuma alteração, julgando que a “classe operária já chegou ao paraíso”. Não percebem que a realidade se voltou contra a CLT. Não enxergam o mercado informal que institui a pior das flexibilidades, que é a flexibilidade selvagem à margem da lei. Não se interessam pelos desempregados certamente, que ao lado dos sem-teto e dos sem-terra, são os sem CLT, aqueles que estão à margem do mercado formal: só cuidam dos empregados com carteira assinada.

A geração de empregos formais é um objetivo a ser perseguido. É um problema da sociedade. Manter a CLT como está é manter a premissa de que o mercado de trabalho é homogêneo. Esse é um modelo sobre o qual se assentou a CLT. Hoje há um mercado heterogêneo, um mercado onde os salários são cada vez mais variáveis, onde não há mais perspectiva de jornadas fixas, e sim banco de horas, sistemas modernos de alocação do estoque de horas.

A CLT trata igualmente os desiguais; não conhece a heterogeneidade do mercado de trabalho. Ou seja, ela impõe uma igualdade abstrata, gerando uma desigualdade concreta. Então, evidentemente, ela se revela inadequada para o que nós estamos vendo.

O Brasil não pode mais deixar esse assunto de lado. As empresas, sindicatos, governo e trabalhadores não devem parar no tempo e deixar a oportunidade de realizar as mudanças necessárias para que possamos gerir pessoas e ter uma causa de trabalho voltada para a qualidade de seres humanos.

Washington Sorio
Graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de RH.

Paraíba premia mulheres que comandam pequenos negócios


A Paraíba já esteve três vezes no pódio nacional do Prêmio Mulher de Negócios - nas edições de 2004, 2005 e 2006
Érica Chianca


João Pessoa - O Sebrae na Paraíba realizou, nesta terça-feira (3), em João Pessoa, a cerimônia de entrega do Prêmio Mulher de Negócios, etapa estadual. Foram vencedoras a empresária Mônica Pimentel, dona da Xamego Moda Paria, na categoria empresa, e Maísa Gadelha, presidente da CoopNatural, na categoria negócios coletivos. O segundo lugar ficou com Juliana Borges, dona da Higieniza Soluções, e o terceiro com Gilclean Alves, proprietária da Mix Tonner.

As duas paraibanas vitoriosas concorrem agora na etapa regional Nordeste. Se forem selecionadas, disputam a final que reúne empreendedoras de todo o País. A Paraíba já esteve três vezes no pódio nacional do Prêmio Mulher de Negócios - nas edições de 2004, 2005 e 2006.

O superintendente do Sebrae/PB, Júlio Rafael, destacou a necessidade de valorizar a representação feminina em todos os níveis da sociedade e lembrou que "o Prêmio Mulher de Negócios é uma contribuição do Sebrae nesse sentido”.

Cerca de 30 mulheres de diferentes regiões da Paraíba concorreram à edição 2008 do Prêmio, que tem como eixo o relato das histórias de empreendedorismo de cada uma delas. No ato da inscrição as candidatas apresentaram em 100 linhas um resumo de suas vidas e lutas. As empreendedoras também receberam a visita de fiscais do concurso para avaliar o dia-a-dia dos negócios e a comprovar os dados apresentados.

As vencedoras ganharão, na etapa estadual, cursos cursos de sua escolha entre os oferecidos pelo Sebrae. Os cursos podem ser nas áreas de administração geral, produção e processos, recursos humanos, empreendedorismo, finanças, liderança e mercado. As ganhadoras da etapa final, onde estarão competindo as vencedoras de todas regiões do País, ganharão viagens internacionais para conhecer um centro de excelência em empreendedorismo.

Além disso, a história das vencedoras serão contadas em livros e vídeos educacionais da Instituição. Um exemplo é a empreendedora Karla Rocha, presidente da Cooperativa dos Floricultores do Estado da Paraíba, vencedora de uma das edições do prêmio, que ilustrou uma das últimas campanhas do Governo Federal sobre mulheres que trilham com determinação seu próprio caminho.

“Para o Sebrae não importa a colocação no concurso, todas as mulheres que participaram já são vencedoras, elas fazem com que empreendedoras de todo o País se espelhem em suas experiências de sucesso. O nosso objetivo mesmo é valorizar e estimular o empreendedorismo feminino no Brasil", disse Maria José Menezes, gestora do prêmio na Paraíba.


Serviço:Sebrae na Paraíba - (83) 2108-1100
http://www.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?canal=289

Related Posts with Thumbnails

Envie para sua rede

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More