Os Dez Sintomas do Endividamento

ESPECIALISTAS DÃO DICAS DE COMO SABER QUE SUA VIDA FINANCEIRA NÃO VAI BEM E DE COMO VOLTAR A FICAR NO AZUL

Por Michelle Ferreira

Descobrir que está ficando endividado pode trazer inúmeros sentimentos. Para alguns, vida normal, para outros, noites sem dormir. Com angústias ou não, ter a vida financeira prejudicada nunca é recomendável. De acordo com Wilson Justo, diretor de marketing e relacionamento com o cliente da financeira Sorocred, diagnosticar o quanto antes a origem das dívidas é importante. Segundo ele, você pode estar tranquilo e nem imaginar que está entrando no grupo dos endividados ou que já faz parte dele há algum tempo.

Se a soma das suas despesas fixas ultrapassam 70% de seu salário líquido ou se você precisa de mais de um cartão de crédito para pagar as suas contas, você já é considerado endividado, o que, segundo Justo, não significa que você tem contas em atraso ou que é um inadimplente. O endividado tem muitas dívidas programadas, como o cartão de crédito, cheque especial, carnês de lojas, empréstimos e prestações de carro, seguro ou imóveis. Veja se você é um deles:


Os 10 sintomas do endividamento

1) Você faz promessas de redução de gastos mesmo com um comportamento de compras pouco controlado

2) Pequenos deslizes no controle do orçamento deixam de ser pequenos

3) A somatória das despesas fixas ultrapassam 70% do salário líquido

4) O limite do cartão de crédito passa a ser insuficiente para as compras, pois está tomado com compras parceladas

5) Você passa a atuar com mais um cartão de crédito e utiliza linhas de crédito complementares, como o cheque especial, para passar o mês

6) Você começa a pagar dívidas com atraso e entra no rotativo do cartão de crédito

7) Inicia processos de renegociação de dívidas

8) Interrompe pagamentos de renegociações

9) Tem que privilegiar pagamentos de contas mais importantes, como aluguel, escola e contas de consumo

10) É obrigado e se desfazer de bens quitados, por valores menores que os de mercado, para saldar dívidas


Depois de perceber que o problema existe, é necessário agir. Samy Dana, professor da FGV e especialista em finanças, aconselha que para não ficar no vermelho é preciso planejar. "É necessário viver dentro do orçamento e para isso é preciso saber o quanto se gasta, muitas pessoas não sabem". Para estar de bem com a calculadora, o especialista aconselha fazer dois orçamentos: um mensal e outro anual. "Tem que levar em conta a sazonalidade das despesas". Para ele, outra maneira de não ficar endividado é usar o cartão de crédito com consciência. "Planejar é a palavra de ordem". 

Para Mary Helen Souto, superintendente da área financeira da Sorocred, além de anotar os gastos e os ganhos, é importante tentar conseguir taxas e condições melhores com os bancos. “No Brasil, não se tem o costume de pesquisar taxas de juros. O consumidor brasileiro tem o costume de pesquisar preços de produtos, mas não de melhores serviços de bancos e taxas. O brasileiro também não tem cultura de poupar e de fazer reserva em caixa, o que também prejudica muito”.

Outra dica é não comprar nada por impulso, além de evitar parcelar a fatura do cartão de crédito e não contar com o cheque especial todo o mês. “Não utilize o limite do cartão como se ele fosse o seu dinheiro. As taxas de juros são muito altas. Você usa, mas existem outras formas mais baratas. Não use o que é mais fácil e está na mão. Fale com o seu gerente”, afirma Mary.


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