Inteligência Social: Sucesso Nas Relações Sociais

Autor: Nathaly Bispo

Ao longo do tempo, temos experiências que acabam por formar o cerne de nossa personalidade. Algumas pessoas são mais comunicativas e outras são excessivamente introspectivas, mas isso não quer dizer que não saibam como devem se portar diante do seu círculo de relacionamentos. Desenvolver uma boa comunicação é fundamental e isso deve ser lapidado por todos nós. Quanto mais eficiente for nossa comunicação, mais clareza teremos do contexto que estamos inseridos.

A Inteligência Social é desenvolvida no decorrer da vida, através do contato com as pessoas e da nossa interação com o ambiente onde vivemos. Ela reúne dois ingredientes que podem ser organizados em duas categorias amplas: a consciência social – o que sentimos em relação aos outros – e a facilidade social – o que fazemos de posse dessa consciência.

Segundo Alexandre Bortoletto, instrutor da SBPNL , somos seres “biopsicossociais”, ou seja, carregamos uma herança genética (bio), administramos nossas emoções (psiquê) e convivemos com outros no mundo (social). Seria impossível existir seres humanos na ausência destes elementos. A inteligência Social se fundamenta pelas respostas adequadas e saudáveis em interação com o mundo que nos cerca.
Inteligência Social nas empresas

Cada vez mais empresas de todos os portes estão buscando por profissionais equilibrados, não só pela própria autoestima, mas também pelas relações confiáveis com os demais. Mesmo que durante o processo de trabalho se perceba algum revés, obstáculos ou qualquer dificuldade, estes profissionais conseguem naturalmente flexibilizar nas relações sociais, atravessar os obstáculos e conseguir resultados surpreendentes, não visando apenas seus méritos, mas também acreditando que os colegas fazem parte desta vitória.

Considerando que aptidão é uma série de requisitos necessários ao exercício de determinada atividade e que os fracassos de um negócio ou projeto podem ser atribuídos a diversas causas, é lícito pensar que as coisas não acontecem por acaso. As mulheres ou os homens fazem com que aconteçam ou impedem que aconteçam.

“Esses homens e mulheres estão em constante relacionamento. As organizações estão conscientes que fomos programados para a sociabilidade e que estamos constantemente envolvidos em uma espécie de ‘balé neural’ que nos conecta, cérebro a cérebro, com aqueles que estão ao nosso redor. Já perceberam que os relacionamentos positivos atuam como vitaminas – e os pouco saudáveis como verdadeiros venenos. É a qualidade desse relacionamento que mais importa quando nos dispomos a realizar algo realmente grande”, observa o pesquisador do comportamento humano, Wilson Mileris.
Como estimular o contato social?

As empresas que almejarem enfrentar os desafios, utilizando os talentos humanos, vão ter que rever suas crenças e valores para direcionar suas ações para a realização dos objetivos organizacionais.

A técnica de orientar a aprendizagem de novos modelos mentais, de formar hábitos e implantar a Inteligência Social nos ambientes corporativos, tem características bem definidas e exige uma ação continuada. Mudar a atitude das pessoas, com a missão de criar um clima mais satisfatório entre os colaboradores, aumentar-lhes a motivação e torná-los mais receptivos e alinhados com as estratégias da alta direção exigirá a compreensão de que a proposta da Inteligência Social pressupõe uma relação de ensino X aprendizagem. Ensino é a transferência de conhecimento organizado de certa atividade. Aprendizagem é a incorporação daquilo que foi instruído ao comportamento do indivíduo. Portanto, adotar a IS significa aprender uma aptidão para modificar o comportamento em direção àquilo que foi instruído. Significa mudar modelos mentais.

“O ambiente corporativo é quase como uma selva, se pensarmos em todas as empresas que adotam uma postura de competitividade interna, veremos que elas acabam não indo muito longe, só fazem com que as pessoas trabalhem apenas pelo salário, sem se importar com o seu desenvolvimento. Atualmente, já começaram a perceber que o maior e melhor capital é o humano, isso dignifica e valoriza muito o trabalho, principalmente o trabalho colaborativo e, por consequência, desempenhamos nossa função em um ambiente mais amistoso e propício para o desenvolvimento dessa chamada Inteligência Social” afirma o design de serviços da AddTech, Luiz Felipe Villar.
Benefícios de um profissional IS

Em equipes bem sucedidas, há uma predominância de pessoas inteligentes socialmente que adotam um papel sócio emocional apoiando as necessidades dos membros da equipe e ajudando a fortalecer a entidade social. Elas demonstram com frequência os seguintes comportamentos:

• Aprimoramento da compreensão – pressente os sentimentos e perspectivas dos outros e assumir um interesse ativo por suas preocupações;

• Orientação para o serviço – antevê, reconhece e satisfaz as necessidades dos clientes;

• Desenvolver os outros – prevê as necessidades de desenvolvimento dos outros e melhora sua habilitação;

• Fomentar a diversidade – cultiva oportunidades através de diferentes tipos de pessoas; Percepção política – lê as correntes emocionais e os relacionamentos de poder de um grupo.

Consequentemente:

• Encorajam – são amigáveis e receptivas às ideias dos outros; louvam e encorajam os outros para estimular as suas contribuições;

• Harmonizam – reconciliam os conflitos de grupos; ajudam as partes em divergência a chegarem a um acordo;

• Reduzem tensão - contam piadas ou amenizam as emoções de alguma outra forma quando o ambiente no grupo está tenso;

• Apoiam - acompanham a equipe; concordam e apoiam as ideias de outros membros da equipe;

• Conciliam – são flexíveis a ponto de mudarem as suas próprias opiniões para poderem manter a harmonia.

Esses benefícios congregados configuram que todos nós, seres humanos, temos um viés interno para a empatia, a cooperação e o altruísmo – para tanto, porém, precisamos desenvolver a inteligência social e estimular tais capacidades em nós mesmos e nos outros.

Fica evidente que as empresas que não valorizam a Inteligência Social não conseguem estimular os relacionamentos produtivos diminuindo a capacidade das equipes em criar sinergia de grupo para atingir metas coletivas.


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