Geração Y é Mais Aberta ao Empreendedorismo

Saiba quem são esses jovens, o que eles pensam e esperam do futuro

Por Renata Leal com Marina Salles

A geração Y, também conhecida como Millennials, é aquela dos apaixonados por tecnologia e que não deixa de ser otimista mesmo diante de cenários de desigualdade social. Seus representantes são jovens entre 18 e 30 anos, que ficam em média 7 horas conectados à internet todos os dias e que acreditam que a educação é uma ferramenta capaz de mudar o mundo.

É o que aponta uma pesquisa realizada em janeiro de 2013 pela Telefônica, que contou com a participação de aproximadamente 12 mil jovens de 27 países, inclusive do Brasil. Para comentar os resultados da pesquisa na Campus Party, evento de tecnologia que vai até 2 de fevereiro, em São Paulo, a Telefônica convidou Lourenço Bustani, CEO da Mandalah. O nova-iorquino de 33 anos, filho de diplomatas brasileiros, aproveitou para compartilhar com a plateia algumas experiências que ajudam a entender porque esse grupo tem um perfil empreendedor tão marcante.

Segundo Bustani, as empresas do mercado tradicional precisam se reinventar para atrair esses jovens. Avessos a estruturas hierárquicas rígidas, eles esperam encontrar um propósito naquilo que fazem. Buscam mais que lucro ou uma vida profissional estável. Por isso se sentem motivados a criar novos modelos de negócio.

“A geração do milênio é formada por pessoas que procuram interagir com todas as esferas de uma empresa, que querem compartilhar experiências, circular no espaço em que trabalham e ter orgulho de fazer parte de uma instituição. Para elas, receber um salário já não é suficiente”, diz o empreendedor.

Em 2004, Bustani voltou ao Brasil depois de viver dez anos em Nova York e fundou a Mandalah, consultoria de inovação consciente com sede em São Paulo. A empresa atua na criação de produtos e serviços focados na melhoria das relações entre pessoas e adota uma postura sustentável.

Para o empreendedor, o mercado brasileiro parece não ter mudado durante o período em que ele esteve fora do país, pelo menos não na proporção imaginada. Bustani esperava que nesse intervalo houvesse surgido mais iniciativas contestadoras, com propostas inovadoras e capazes de alterar a relação com o consumidor, reconhecendo-o como ser humano em vez de uma fonte de lucros.


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