Perder o Emprego é o Fim do Mundo?

Por Carlos Faccina

Se o mundo não acabou e você está lendo este post, serviu pelo menos para você medir o que lhe aflige quando recebe aquela mensagem que não estava esperando: uma aposentadoria forçada ou uma demissão, por exemplo.

Esse é o fim do mundo?

Nessas circunstâncias, como acontece com o diagnóstico de doenças graves, a pessoa vai da negação, passando pela aceitação parcial, sofrimento, depressão até chegar a aceitação definitiva da nova situação. Passagens sempre difíceis que dragam a energia vital e dificultam a transição.

O fim é um conceito que traduz a inevitabilidade de determinada situação. Não há como estar preparado para o fim desde que ele não represente um novo começo logo em seguida. Aliás, o conceito de finito como um muro é muito difícil de aceitar. Precisamos construir elos de continuidade que projetam perspectivas pelo menos metafísicas de nossa existência.

Perder o emprego ou ser lançado a uma aposentadoria não é o fim do mundo. Primeiro porque nos lança verdadeiramente para uma nova fase. E podemos e devemos estar preparados para essa transição porque esta sim é inevitável.

No post “Primeira lição: a demissão“, destaquei que muitos profissionais reconstruíram de forma bem-sucedida suas carreiras após um episódio como este. A demissão expõe a pessoa a uma nova realidade, tirando-a de uma suposta zona de conforto. Muitas vezes é a oportunidade forçada de testar coisas e vivenciar experiência que só o cenário instável permite.

Olhar a demissão como uma experiência positiva não é fácil, mas é principal passo para que os ensinamentos possam ser aplicados no desenvolvimento futuro da carreira. A demissão inesperada é a oportunidade para uma reavaliação da vida profissional e deve ser encarada como uma passagem.

Estamos todos submetidos a limites (alguns positivos e outros negativos) em nossa carreira, na nossa vida e na nossa saúde. Prazo de validade, aqui em nossas páginas eletrônicas, está casado com o conceito de reformulação, de sustentabilidade, de reciclagem, de revisão, de redefinição, de revitalização e de correção de rota. Aqui temos uma oportunidade para refletir sobre a validade do nosso conhecimento, das nossas atitudes, da forma de encarar a vida e, porque não, da nossa felicidade. 


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