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As Tendências Tecnológicas Que Vão Guiar o Marketing Nos Próximos Anos


Estudo da Razorfish destacou insights que aproximarão as marcas dos consumidores

Tendências apontadas na pesquisa estarão presentes em todos os pontos de contato com os consumidores nos próximos anos

A agência Razorfish anuncia insights sobre cinco tecnologias relacionadas ao futuro digital, que estarão presentes em todos os pontos de contato com os consumidores nos próximos anos.
 “O estudo tem o objetivo de indicar caminhos para o marketing em um cenário de rápidas transformações, oferecendo às empresas um guia completo para atender às expectativas de um mercado em evolução", afirma Jose Martinez, managing director da Razorfish para a América Latina.


1 Near Field Communication (NFC)

Entre as tendências apresentadas pelo Razorfish5 está a Near Field Communication (NFC), que facilita os pagamentos utilizando tecnologia móvel e que hoje é predominante no Japão e em outros países emergentes.

Apesar de disponível há anos, a NFC atingiu o seu ponto de inflexão em 2011, com o Android e a Apple adotando a tecnologia em seus aparelhos. Além de facilitar pagamentos, essa tecnologia, por meio do Bluetooth, permite que as empresas enviem mensagens para o consumidor quando ele estiver próximo de estabelecimentos comerciais que oferecem seus produtos ou serviços.
A NFC tem potencial para adicionar bilhões de dólares à receita publicitária. O aumento deve vir a partir do número crescente de usuários móveis e do tempo que passam com seus telefones celulares.

Há mais de cinco bilhões de telefones celulares no mundo, número quatro vezes superior ao de TVs. “O celular está sempre com o consumidor, criando a possibilidade de impactá-lo com conteúdos relevantes no momento em que ele está mais receptivo à mensagem”, acrescenta Martinez.


2 Revolução da Interface

A Revolução da Interface decreta o final da hegemonia do mouse na navegação. Os consumidores já iniciaram uma migração em massa para interfaces que estejam mais próximas da experiência humana natural (Natural Human Interface - NUI), adquirindo dispositivos de condução de experiências NUI como Smartphones, tablets – principalmente o iPAD da Apple – consoles de videogame como o Microsoft Kinect, Nintendo Wii e Playstation Move, entre outros.

“As marcas deverão se adaptar e oferecer mais conteúdo interativo, em multiplataformas e multicanais”, observa Martinez. Essas tecnologias deverão ser aplicadas às ações de marketing e de relacionamento com o consumidor, tornando o contato mais amigável e atraente.


3 APIs abertas e serviços digitais

As APIs abertas (Interface de Programação de Aplicações) e os Serviços Digitais são apontadas no estudo como uma enorme oportunidade para a verdadeira inovação.

Essas tecnologias permitem que o consumidor participe e influencie as definições de produtos das empresas por meio digital. O nível de colaboração pode variar de acordo com o perfil da empresa e do consumidor, permitindo maior ou menor participação e integração nessas definições. 
Facebook, Google e Twitter foram construídos, em grande parte, por suas comunidades de usuários. “Isto comprova que não há maneira melhor de engajar a audiência do que permitir que ela opine e participe no desenvolvimento de um determinado produto ou serviço”, afirma Brian Crotty, managing director da Razorfish no Brasil. Outras empresas que adotaram as plataformas abertas foram a Amazon, a Best Buy e a Netflix.


4 Marketing na era dos grandes dados

Outra tendência indicada é o Marketing na Era dos Grandes Dados, que aponta para o grande volume de dados de consumidores teoricamente “disponíveis” na web.

Segundo Crotty, o grande problema consiste em transformar essas informações em conhecimentos práticos e ações efetivas. No entanto, com as novas ferramentas baseadas na computação em nuvem, as empresas podem finalmente traduzir trilhões de linhas de dados em uma conversa mais direcionada aos consumidores, com um ciclo de feedback quase imediato.


5 Computação em nuvem

Por fim, o Razorfish 5 destaca a Computação em Nuvem como tendência crucial. As empresas adotaram amplamente ao longo dos últimos anos esta tecnologia, que utiliza uma nova arquitetura que funciona como software, em vez dos frágeis sistemas físicos do passado.

Segundo o estudo, empresas que empregam essa tecnologia são capazes de conduzir o foco do negócio em um ritmo mais rápido, em vez de manter o dimensionamento na infraestrutura.

O desenvolvimento e implementação de estratégias de marketing de forma integrada a essas tecnologias, segundo o managing director da Razorfish Brasil, permitirá às empresas atuarem de forma inovadora e eficaz na comunicação com seus clientes.

O relatório completo pode ser visto no site da Razorfish5.
Fonte: Revista Exame
Fonte da imagem: gettyimages.com

Oportunidade = ACTIO + MRH

MRH seleciona



Vagas de Estágio


ESTÁGIO EM LICITAÇÃO

Estudante de Administração, Contabilidade, Economia, Direito a partir do 5º período; Estudante do curso tecnológico a partir do 2º período; Conhecimento em Informática.

Horário: 6 horas; Bolsa de R$ 545,00 + Vale Transporte + Vale Refeição.

Digitação e organização de documentos necessários para participação em processos de licitação; Preenchimento de Relatórios, conforme orientação do supervisor do setor.

Conferir documentação e demais solicitações.


ESTÁGIO EM CARTOGRAFIA

Estudantes a partir do 5º semestre em Geografia, Geologia ou Biologia; Disponibilidade de trabalho no período matutino ou vespertino;

Carga horária de 6 horas; Bolsa: R$545,00 + VT;

Trabalhar com cartografia, estudos socioeconômicos e levantamento de campo.


ESTÁGIO EM LOGÍSTICA

Cursando penúltimo ano de Administração ou Engenharia de Produção; Conhecimento em inglês e Pacote Office.

Horário: 6hs diárias (turno matutino); Bolsa auxílio e VT.


ESTÁGIO EM RECURSOS HUMANOS

Cursando penúltimo ano de Administração ou Psicologia; Conhecimento em inglês e Pacote Office

Horário: 6hs diárias (turno matutino); Bolsa auxílio e VT.


ESTÁGIO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL

Estar cursando Comunicação Social, Relações Públicas, Publicidade ou Jornalismo. Atuar com assessoria e Divulgação dos eventos Internos, atualização da Intranet e quadros de avisos. Editar e diagramar, conforme padrões estabelecidos pela área coorporativa. Inglês básico; Conhecimento de informática, pacote Office, Softwares Gráficos com Corel Draw.

Horário: 6hs diárias (turno matutino); Bolsa auxílio e VT.


ESTÁGIO EM ENGENHARIA

Cursando entre o 7º e o 10º período de Engenharia de produção, Mecânica, Elétrica, Materiais e Engenharia Química. Horário de Estágio: 08:00h às 14:00h ( Segunda a sexta-feira). Bolsa + VT. Conhecimentos software de desenho e planejamento como o Microsoft Project ou similar + pacote Office + Inglês Básico


Interessados encaminhar o cv para andressa@mrhgestao.com.br sob o título da vaga de interesse.
MRH - Gestao de Pessoas e Serviços - Telefone: 84.3201-0705

Seu Processo Seletivo Começa Nas Redes Sociais

por Tatiane Leiser


Com a propagação do acesso a internet, o número de pessoas conectadas e usuários de redes sociais tende a aumentar, e com ele, o número de informações pessoais que passam a circular na rede também cresce. Com tantos dados disponíveis, recrutadores de empresas observaram que o monitoramento em mídias sociais é uma das mais valiosas ferramentas de pesquisa para conhecer o perfil do profissional que estão contratando, ou mesmo dos atuais colaboradores de sua empresa, e o resultado do que encontram pode mudar a opinião de muitos deles.

Estudos mostram que informações negativas ou fotos inadequadas em perfis de redes sociais podem influenciar na avaliação de um candidato, mesmo que ele seja qualificado e possua um ótimo currículo.

Muitas pessoas declaram informações em seus perfis em redes sociais que contradizem o que se espera delas profissionalmente. “Funcionários já foram demitidos por faltarem ao trabalho por alegarem que estavam doentes, e no mesmo dia postarem em seus perfis que estavam curtindo ou passeando em algum lugar”, conta Martha Gabriel, consultora em marketing digital e mídias sociais.

Usar a rede social de forma profissional e não pessoal pode ser um bom passo para não perder oportunidades de emprego por causa de informações inoportunas. “É importante ser objetivo e tratar a rede social como um espaço para divulgar seus trabalhos e as coisas que valorizam o seu perfil”, explica Mariá Giuliese, especialista em análise e aconselhamento de carreira e diretora-executiva da Lens&Minarelli.

O uso adequado das redes sociais pode alavancar uma carreira, tornando-o uma referência em sua área através da publicação de informações e dicas que possam ser interessantes para colegas de profissão ou mesmo curiosos. “No ambiente digital, as boas ideias e ações conseguem visibilidade e apoio de forma muito mais rápida e espontânea”, aponta a consultora Martha.

Para Mariá, o caminho é o mesmo. ”Os jovens devem aproveitar o espaço para colocar dados sobre onde estudaram, que projetos têm, e atividades que realizam que podem tornar seu perfil mais atraente para o recrutador”, explica a especialista em análise e aconselhamento de carreira.

Martha também ressalta que os problemas que podem ser causados pelas publicações feitas nas redes sociais não são apenas no âmbito profissional, mas também podem resultar em riscos pessoais (roubos, por exemplo) e processos legais. Para evitar estes incômodos a consultora aconselha que “antes de postar qualquer coisa, pense duas vezes e pergunte a si mesmo o motivo e o benefício que aquela informação pode trazer. Se uma informação não for verdadeira, boa e útil, pergunte-se o motivo e o benefício que ela trará ao ser divulgada e, então, decida se deve ou não divulgar”.


Fonte: Seu processo seletivo começa nas redes sociais – Destaque - Jornal Carreira e Sucesso



Série CRIATIVIDEO - Brasil - Social Media Revolution

A revolução está acontecendo e a cada instante. Antes de você terminar de ver este video muita coisa já mudou, e nos últimos anos a visão de futuro está cada vez mais rápida.

 Assista ao video e veja as últimas mudanças provenientes das mídias sociais. Aparentemente não conseguimos se quer estabelecer qual a maior revolução pós industrial, se o advento do computador ou das mídias sociais.

Agora como não consegui identificar esta tradução se é português de portugal ou o nosso português, de qualquer maneira prestem atenção aos dados, e tentem não considerar o erros ...


A única certeza que temos que as coisas continuaram mudando.

Marcelo Cabral
Consultor e Coach

Série CRIATIVIDEO - Criatividade Com um Tablet

Podemos mais que acessar a internet, ter mobilidade... podemos usar a criatividade.



Assisti este video no http://www.numero23.com.br/ do meu amigo Daniel Almeida 

Você Está Feliz no Trabalho? Saiba Quanto o Clima Organizacional Influencia na Sua Produtividade

Pesquisa mostra que bom ambiente de trabalho é mais importante para 52% dos entrevistados, ficando atrás de oportunidades de promoção e salário.



Trabalhar ao lado de pessoas positivas e animadas em um clima amistoso e tranquilo é o desejo de boa parte dos profissionais. Mais que bons salários e benefícios, o bom clima organizacional é um dos fatores que mais elevam a motivação e, por consequência, a produtividade.

Uma pesquisa realizada pela Trabalhando.com mostra que o bom ambiente de trabalho é mais importante para 52% dos entrevistados, ficando à frente de oportunidades de promoção (22%) e salário (14%). Apesar disso, dependendo do perfil do profissional, não é fácil cultivar um bom clima no trabalho. Mas, com práticas simples e persistência, é possível.

O ambiente organizacional influencia o comportamento dos profissionais, mas eles também são responsáveis pelo ritmo desse ambiente. “Os dois fatores são verdadeiros. Toda empresa tem um ambiente estabelecido, que pode gerar insatisfação se ele não se encaixar ao perfil do profissional, mas também é de responsabilidade do colaborador mudar isso”, afirma a gerente de Marketing do Monster Brasil, empresa de recrutamento on-line, Andreza Santana.

Para a consultora em etiqueta corporativa, marketing pessoal e comportamento em mídias sociais, Ligia Marques, em um bom ambiente de trabalho os profissionais têm a capacidade de lidar com os contratempos de forma a não sobrecarregar o clima. Esse é o primeiro passo para cultivar um bom ambiente de trabalho.


Ambiente favorável

Ter a percepção de que também se é responsável pelo clima da área na qual atua pode ajudar a melhorar o ambiente organizacional. Adotando comportamentos positivos (e realistas) e reduzindo aqueles que minam o bom clima, os profissionais conseguem tapar alguns pontos escuros e opressores no trabalho. “Sempre tem aquele profissional que parece que gosta de cultivar um clima negativo”, alerta Andreza. Afastar-se desse ponto pode ser a medida imediata a ser adotada. Por isso, evite entrar em fofocas e em movimentos de boicote seja ao líder seja a algum colega.

Outros comportamentos que ajudam a manter um clima pesado advêm da insatisfação. “O funcionário que não está satisfeito tende a ter um rendimento ruim no trabalho e isso impacta no ambiente organizacional”, considera Andreza. Dessa forma, tente equilibrar o seu perfil com o da empresa, para que não haja problemas depois. Se essa identificação não for possível antes de iniciar o trabalho, preste atenção em você.

As especialistas ressaltam que os profissionais tendem a culpar a empresa, o chefe e os colegas pelo clima pesado e estressante. Mas não é bem assim. A mudança deve partir de cada um. E a partir daí, tudo em volta tende a mudar. “O problema muitas vezes está no próprio funcionário. Nessa hora, é preciso parar e pensar qual é o problema”, afirma Andreza.

“Lembrando que suas atitudes formam a sua boa imagem profissional e que hoje 85% das suas chances são pautadas nessa boa qualidade de relacionamento com colegas, colocar-se no lugar dos outros e não exagerar nas atitudes são dicas gerais que funcionam sempre”, afirma Ligia. Ela explica que o bom humor, a honestidade, o respeito à hierarquia, a educação e a ética são as bases para um bom clima.


O líder como semeador

Quem conduz a equipe não pode ficar alheio a essas questões. As especialistas afirmam que embora não seja o único fator que favorece ou desfavorece um clima agradável, é o comportamento do líder que muitas vezes condiciona o clima organizacional. “A primeira pessoa que dita o comportamento da equipe é o líder. Ele tem essa responsabilidade”, ressalta Andreza, da Monster.

Por isso, um gestor que cultiva comportamentos negativos só piora o ambiente. E ainda que ele cultive atitudes positivas, alguns pontos específicos ajudam a minar o bom clima. “O gestor tem de ter o bom senso de entender o que é prioridade e qual é o talento de cada um. Se um profissional é subaproveitado, ele tende a ter atitudes negativas, que podem se espalhar para os demais colegas”, afirma a especialista.

Claro que, como em qualquer empresa, momentos ruins aparecerão, seja pelos resultados baixos, seja pelo fim de algum contrato importante, seja pela meta não cumprida. Cultivar atitudes positivas não é tentar criar um “mar de rosas” no mundo corporativo. É entender que problemas existem e vão existir sempre, mas é possível não ser engolido por eles. E ainda que no fim os projetos não saiam do jeito que se planejava, aprender com os erros e dar um passo mais eficiente é a melhor maneira de manter um clima agradável e sustentar uma carreira crescente, segundo Ligia. “Aqueles que conseguem enxergar alguma deficiência em termos comportamentais e buscam ajuda e se aperfeiçoam estão investindo na carreira de uma maneira eficiente”.


Fonte: infomoney
fonte das imagens: gettyimages

O Pato e a Esponja

Email enviado pela aluna Rafaela Sabino.

É preciso que aprendamos a nos tornar impermeáveis


Por acaso você já observou o que acontece com os patos quando dão seus mergulhos na lagoa? Eles simplesmente não se molham. Suas penas são cobertas com uma camada de óleo, tornando a ave impermeável. Ele retira cuidadosamente o óleo, da glândula uropigial, com o bico e o espalha por todo o corpo. Se você lavar um pato com detergente, ele se afogará no primeiro mergulho. Mas o pato não é a única ave privilegiada com esta proteção. Praticamente metade das aves possuem a tal glândula.

Ao liderar pessoas difíceis é fundamental desenvolver um mecanismo de proteção parecido com o do pato. De alguma maneira, é preciso que fiquemos “impermeáveis”. O grande erro é deixar que o temperamento difícil de uma pessoa se torne referência para você e para todos ao redor.

Se alguém fala alto demais em seu ambiente de trabalho, não vai demorar muito para que todos comecem a se comunicar aos berros. Será a vitória do erro. É preciso que aprendamos a nos tornar um pouco surdos, mantendo um jeito sereno de falar. Impermeáveis. O silêncio falará mais alto que os gritos, e a serenidade será a referência determinante para aquele ambiente.

O problema é que, além de não sermos "patos", muitas vezes, nos comportamos como verdadeiras "esponjas".

Temos a trágica capacidade de absorver tudo. Se alguém vomita num lugar público, logo buscamos um balde d'água para limpar o lugar. Porque não fazemos o mesmo com as pessoas que vomitam mau humor, inveja e raiva?

Absorver estes sentimentos como uma esponja é tão asqueroso e prejudicial quanto absorver o vômito alheio.

Se pensássemos desta maneira, não ficaríamos com tanta facilidade nos remoendo em ressentimentos. Prestou atenção nesta palavra? Vou repetir "re-sentimento". É sentir de novo o que já fez mal da primeira vez. Recebemos uma ofensa, basta a dor uma vez só. Mas preferimos comentar sobre o fato ressentidamente com alguém, depois com outro e mais outro... Ao final do dia já "re-sentimos" a mesma dor várias vezes. Jogue um balde d'água nessa sujeira! O perdão é o melhor remédio. Seja pato.. não seja esponja.


(Artigo extraído do livro "Como liderar pessoas difíceis")

Adapte-se aos Tempos Modernos

por Cleverson Uliana


— Aumente a velocidade!

— Verifique o aumento da produção!

— Atenção para a perda, capataz!

— Pare de matar tempo! Volte ao trabalho!

As ordens são dadas pelo presidente, do conforto de sua sala, para os operários de sua fábrica. Eles, sem ter muita opção, apenas obedecem, quase como se fossem mais uma das engrenagens em meio à produção. Objetivo? Produzir mais em menos tempo, a qualquer preço.

Esse era o pano de fundo de um dos mais brilhantes filmes de Charles Chaplin. A pressão por resultados nada mais era que uma forte crítica social à Revolução Industrial, na qual homens tiveram de se adaptar às máquinas – mesmo que muitas delas estivessem roubando seus postos de trabalho.

Mais de 70 anos após o lançamento do filme, esse panorama mudou ou será que os nossos tempos modernos não são muito diferentes daqueles mostrados por Chaplin? Uma coisa é certa: as mudanças continuam revolucionando o mercado de trabalho, exigindo que empresas e profissionais se adaptem a elas. Objetivo? Sobrevivência.

“Nunca o mundo dos negócios sofreu tamanha metamorfose como nos últimos anos. Nosso grande problema é que tecnologia e negócios mudam rápido, mas pessoas não”. A afirmação é de Walter Longo, que esteve em Curitiba, no mês de outubro, na ExpoVendaMais 2010, o maior evento de gestão em vendas da América Latina.

Walter Longo é mentor de estratégia e inovação do Grupo Newcomm – holding formada pela associação de Roberto Justus e pelo Grupo WPP. Foi eleito quatro vezes o Profissional do Ano pelo Prêmio Caboré nas categorias de Planejamento e Atendimento e Profissional de Veículo de Comunicação. Foi também premiado com o título de Personalidade do Marketing Direto pela Abemd, entidade líder no setor. É membro de vários conselhos de empresas de telecomunicações, articulista de múltiplas publicações, além de autor dos livros Tudo que você queria saber sobre propaganda e ninguém teve paciência de explicar e O marketing na era do nexo.

Em suas palestras, Walter costuma alertar pessoas e empresas para a necessidade do que Darwin chamava de adaptabilidade: quanto mais rápida for a mudança, mais rápida deverá ser nossa adaptação. Mas o que, afinal, vem mudando no mundo dos negócios? Walter destaca as transformações mais radicais, acompanhe:

O cliente não tem sempre razão – Aquela premissa antiga da área de vendas de que “o cliente tem sempre razão” hoje deve ser contestada. “O cliente não quer que eu faça o que ele quer, e sim que eu diga o que ele deve querer. O volume de mudanças é tão grande que a insegurança tomou conta do mercado. Então, os vendedores precisam passar a ter uma atitude não apenas vendedora, mas consultora. Na verdade, costumo dizer que os vendedores têm que se transformar em compradores para adquirir as necessidades dos clientes e ajudá-los a resolvê-las”, garante Walter.

Tamanho não é documento – Antigamente, ser grande era sinônimo de segurança dentro do mercado. Hoje é quase o contrário: quanto maior, menor é a capacidade de adaptação. Portanto, mais vulnerável fica a empresa. “Atualmente, o tamanho da visão é mais importante que o tamanho da empresa. Tanto que companhias pequenas, mas com visão grandiosa, acabam ultrapassando as com grandes estruturas. É o modelo de negócio que vai determinar o sucesso ou o fracasso das organizações”, explica Walter.

Seu negócio não é o que você pensa – Hoje achamos que vendemos uma coisa, mas as pessoas compram outra. “A Fedex acha que trabalha no setor de transporte de pacotes quando, na verdade, trabalha no setor de gerar paz de espírito para as pessoas com seu sistema de tracking. O que eu compro da Fedex não é a entrega – porque empresas muito mais baratas fariam o mesmo serviço –, mas a tranquilidade em me manter informado durante todo o processo. E é isso o que as pessoas compram lá”, exemplifica Walter.

O futuro não é mais dos especialistas – Passamos por uma fase em que éramos generalistas, na qual sabíamos de tudo um pouco. Depois, passamos pela fase dos especialistas, em que sabíamos cada vez mais de cada vez menos. Hoje, buscam-se os chamados “nexialistas”, aqueles que não conhecem as respostas para tudo, mas sabem aonde ir buscá-las. “Esses profissionais têm uma visão gestáltica e abrangente, mas, quando há um assunto mais específico, vão fundo nele. Possuímos acesso a toda informação do mundo ao toque de um botão de computador – o que permite que tenhamos uma visão genérica e, quando necessário, possamos ir fundo em uma determinada informação”, comenta Walter.

O bom não é inimigo do ótimo – Hoje já não precisamos buscar o ótimo sempre, mas o suficientemente bom – esse é o conceito das empresas de sucesso. Isso porque, num mercado competitivo em que agilidade e adaptabilidade são fundamentais, agora se institui a noção de upgrade. “O conceito de terminar e lançar um produto mudou muito no mundo digital. Existem empresas hoje que estão muito adaptadas a fazer upgrades em seus produtos. A Apple, por exemplo, vai lançar um iPad que com certeza não é o que o Steve Jobs gostaria de lançar – falta USB e uma série de coisas. Mas ele é suficientemente bom para ganhar da concorrência.

Mudanças nos profissionais – Todas as transformações citadas ajudaram a mudar a forma como os profissionais veem as empresas. “Os colaboradores de repente notaram que as organizações não são fiéis a si próprias como imaginavam e passaram então a não ser fiéis a elas na mesma proporção. Ficou escancarado que há uma troca absolutamente honesta na relação em que eu entrego à companhia o meu trabalho e ela me paga por isso”, reconhece Walter, que complementa: “Ficou uma relação mais sincera. Hoje, a empresa tem que se preocupar em pagar bem o capital intelectual e o funcionário em ter conhecimento suficiente para continuar interessando àquela empresa”.

Mudanças nos líderes – Walter garante que o brasileiro é o profissional mais bem preparado no mundo para esse novo momento, tanto que estamos começando a exportar talentos de gestão em grande quantidade. Ele comenta, até mesmo, que o Brasil não foi tão afetado durante a crise mundial justamente porque somos treinados para a instabilidade. “Quando o mundo entrou num processo de redemoinho de mudanças, o executivo brasileiro estava mais preparado que qualquer outro por estar acostumado a trabalhar nesse regime de instabilidade, em que a intuição e a adaptabilidade eram nossas tarefas do dia a dia. De forma geral, eu diria que o gestor brasileiro é um super-homem dentro do mundo atual dos negócios. E o mundo está valorizando isso cada vez mais”, afirma Walter.

Mudanças na gestão – Mas nem tudo são flores em meio a esse “redemoinho de mudanças”. A busca das empresas por resultados em prazos cada vez mais curtos fez com que elas colocassem no poder, no lugar dos profissionais estratégicos, os táticos. “Os táticos assumindo a frente das organizações é algo muito ruim, pois nenhuma empresa sobrevive sem uma visão estratégica. Ela até pode dar resultado a curto prazo, mas não tem sobrevivência assegurada a médio e longo prazos”, garante Walter, que completa: “As pessoas não entendem que o resultado a curto prazo muitas vezes acontece em detrimento da sobrevivência a longo prazo. Por outro lado, precisamos dar resultados rápidos. Mas essa visão ‘curto prazista’ que tomou conta é, sem dúvida, um enorme problema, pois pensar apenas de forma tática e não estratégica é muito prejudicial para as empresas no futuro”.

Mudanças na equipe – Walter sinaliza ainda que hoje temos tantas pessoas preocupadas em trabalhar em grupo que acabamos perdendo a coragem e a ousadia desses indivíduos: “Se pensarmos num país, ele não evolui apenas por disseminar cultura, mas por nutrir seus rebeldes. Nas organizações é a mesma coisa. São esses rebeldes – aquelas pessoas difíceis, que contestam a autoridade – que criam diferenciais e fazem a empresa ir para frente”.

A verdade é que a maioria dos líderes não tem ideia do quanto esses rebeldes são importantes para a organização e, na maioria dos casos, acham que essas pessoas contaminam o ambiente organizacional e atrapalham a gestão do todo. “Mas são esses rebeldes que revolucionam tudo e acabam virando os donos das empresas. Os mais certinhos, simpáticos e que trabalham em equipe são bons como formiga num formigueiro – fundamentais para a organização, mas não são eles que fazem a diferença”, analisa Walter.

Para não cair nessa armadilha, os líderes devem criar um ambiente organizacional em que esses rebeldes sejam bem-aceitos. “Claro que isso não quer dizer que você vai gerar uma zona na empresa. Fui presidente do canal de televisão MTV e ninguém melhor que eu sabe como é difícil gerir rebeldes. Mas é isso que faz uma empresa ir para frente. Claro que você precisa colocar parâmetros para essas pessoas, porém precisa ouvi-las. É difícil, mas compensador”, reforça.

Atenção! O que Walter chama de rebelde não é o profissional contra tudo, mas aquele que tem ênfase, faz as coisas com paixão e acredita no impossível. São os sonhadores e idealistas. “Os agentes inovadores dentro das organizações, que estão abertos à inovação e à quebra de paradigmas, têm um pouco desses rebeldes, mas também das pessoas otimistas e felizes, que possuem visão e são capazes tanto de trabalhar em grupo quanto individualmente”, conclui.

Adapte-se – Se as ordens dadas pelo presidente no filme de Chaplin e mencionadas no início desta matéria ainda aparecem no cotidiano de sua empresa, mesmo que timidamente, cuidado! É sinal de que você está muito aquém dos tempos modernos, que amanhã pode já estar ultrapassado, tamanha é a velocidade das transformações citadas por Walter Longo, e que empresas, pessoas e negócios passam todos os dias. Adapte-se a elas! Mais que uma opção, isso é uma questão de sobrevivência.


11 dicas de Walter Longo para sobreviver nos tempos modernos

1. Esteja aberto às mudanças e adapte-se a elas.

2. O cliente não tem sempre razão. Ele quer que você diga o que ele deve querer.

3. Tamanho não é documento. O mais importante é o tamanho da visão da empresa.

4. Seu negócio não é o que você pensa, mas o que os clientes compram.
5. O futuro não é mais dos especialistas, e sim daqueles que sabem procurar as respostas do que não sabem.

6. Não busque o ótimo, mas o suficientemente bom e esteja aberto a atualizações.

7. Empresas têm de se preocupar em pagar bem o capital intelectual dos colaboradores.

8. Funcionários devem ter capital intelectual suficiente para continuar interessando às empresas.

9. Esteja preparado para sobreviver em momentos de instabilidade e indefinição.

10. Não permita que os táticos tomem o lugar dos estratégicos na empresa.

11. Estimule o trabalho em equipe, mas não se esqueça dos profissionais rebeldes, fundamentais para o negócio.


Cleverson Uliana é graduado em Jornalismo e Rádio e Televisão. É editor-executivo da revista Liderança.
Fonte: Revista VendaMais

Com Estratégia Nada Está Perdido...

Um pai na tentativa de melhorar a vida do filho, cria uma estratégia e decide seu futuro.

PAI - Filho, escolhi uma ótima moça para você casar.

FILHO - Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher.
PAI - Meu filho, ela é filha do Bill Gates...
FILHO - Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.

PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES - Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI - Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial.
BILL GATES - Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial.

PAI - Sr. Presidente, eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
PRES. BANCO MUNDIAL - Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário.
PAI - Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.
PRES. BANCO MUNDIAL - Neste caso ele pode começar amanhã mesmo!


Moral da estória:

Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.

Em busca do SIM, aprendendo a dizer NÃO

por L. A. Costacurta Junqueira


O SIM e o NÃO são conceitos interligados e permanentes em nossa vida. Um depende do outro, um ajuda ou prejudica o outro. Ambos têm a ver com os temas negociação e administração do tempo.

Para efeito de simples exercício mental, tente responder, o mais rápido possível, as três questões a seguir:

1. O que pode ser feito ou já ocorreu antes do contato com meu interlocutor e que pode tornar o NÃO mais fácil de ser aceito por ele e/ou ajudar na obtenção de um SIM?

2. Qual foi o NÃO que aceitei com mais facilidade, que me causou menos trauma e que não prejudicou meu relacionamento com a outra parte (até me aproximou mais dela)?

3. Qual foi o SIM mais importante que consegui? Que métodos e cuidados usei? Como e por que ele foi conseguido?

Ao examinarmos o SIM e o NÃO é fundamental que comecemos pelas causas, pelo que aconteceu anteriormente ao contato entre as partes. Evidentemente, a forma e o momento da comunicação também são importantes, mas não há como abordar esse assunto se não analisar o que pode estar por trás do SIM e do NÃO. O que poderia então facilitar a obtenção do SIM, ou, se desconsiderado, levar ao NÃO?

O momento: momentos de alegria, quando o interlocutor está de bom humor, por exemplo.

Flexibilidade e empatia: se a outra parte reconhecer a capacidade de você colocar-se no lugar dela.

Confiança: se você cumpre o que promete, diz o que pensa, divide informações, convive com diferenças individuais.

Histórico: se nas interações anteriores foi tudo tranquilo e não houve conflitos.

Se você é uma pessoa orientada para soluções e não para problemas, tem uma postura facilitadora.

Vistas algumas das causas e comportamentos que podem facilitar a obtenção do SIM, vamos às formas de dizer NÃO.

Evitar o uso da palavra NÃO, pois isso causa a chamada “compulsão” do SIM. “Que tal amanhã às 10 horas”, seria uma alternativa a ser utilizada.

Justificar primeiro sua decisão depois negar (a pessoa precisa primeiramente entender o motivo).

Não dizer nada. A omissão é muito pior do que dizer NÃO.

O silêncio é uma forma polida de dizer NÃO.

Ouvir a outra parte, toda sua argumentação e, se for o caso, dizer NÃO.

Evitar dizer NÃO com o corpo se você ainda não estiver pronto para assumir o NÃO. Cruzar os braços por exemplo.

Dizer NÃO cria certeza nas relações, seu interlocutor pode não gostar, mas respeitará você porque o NÃO (tal como o SIM) faz parte da vida.


Como facilitar a obtenção do SIM?

Só propor algo depois de caracterizar bem as necessidades e as expectativas da outra parte. A ideia do sob medida facilita o SIM.

Citar os fatos primeiro e as opiniões depois (fatos aproximam as pessoas e facilitam as concordâncias).

Habitue-se a gastar mais tempo ouvindo do que falando.

NÃO e a objeção podem ser sintomas de interesse. Não desista ao primeiro NÃO.

Demonstre conhecimento técnico sobre o assunto. As pessoas dizem SIM a quem reconhecem competência técnica.

Separe o interesse (mais amplo) de sua posição (mais específica). Assim, haverá mais possibilidade de se obter o SIM.

Respeite a lógica da outra parte. Algumas pessoas têm uma lógica matemática, outras são mais intuitivas. Não há certo ou errado, mas se você não aceitar que o outro pense diferente, o SIM ficará mais distante.

SIM pode ser verbalizado ou mostrado pela linguagem corporal.

Inicie suas negociações e relacionamentos pelos pontos coincidentes, isso facilitará o SIM nos itens discordantes.

Separe a pessoa do problema. Você pode não gostar dela, mas não a trate como inimiga, mantenha seu foco na solução do problema.

Para terminar, algumas sugestões para melhorar a administração de seu tempo, objetivo principal para aprendermos a dizer NÃO.

A primeira atividade do dia deve ser aquela mais importante (do ponto de vista de resultados e consequências). Executá-la no início é a garantia de que ela não será atropelada por coisas urgentes e não tão importantes.

Qualquer atividade deve ter hora para começar e terminar, e todos os envolvidos devem saber disso.

Não programe todo seu dia. Deixe uma folga para os imprevistos (que podem ser mais importantes do que o planejado com antecedência).

Cada vez mais o tempo funciona como diferencial competitivo. Fazer e atender mais rápido são atitudes valorizadas por clientes e fornecedores.

Mais importante do que ganhar tempo é usar bem o tempo que se ganha. Qualquer programa de mudança deve começar pela identificação do que vai ser feito quando se economizar tempo.

Quer ouvir mais sobre o assunto? Compre o disco da SIMONE e ouça a música entre o SIM e o NÃO.


L.A. Costacurta Junqueira é vice-presidente do Instituto MVC. Administrador pela FGV, Coordenador dos projetos de Educação Corporativa, E-Learnin Consultoria em Desenvolvimento de Talentos Humanos.
Fonte: Revista Liderança

É Preciso Liderar Com o Coração

Por Tom Coelho


Dale Moss foi executivo da British Airways por mais de 20 anos, liderando cerca de 12 mil colaboradores. Sua experiência o ensinou que construir uma boa equipe é responsabilidade do líder que deve inspirar as pessoas – mas inspirando-se primeiro. Além disso, a performance é uma atribuição direta da liderança organizacional. Por isso, se uma empresa não estiver se saindo bem, vá direto ao topo!

Sua concepção de liderança envolve cinco atributos básicos:

1. Caráter. Contempla integridade, coragem e confiabilidade. A expressão-chave é: liderar pelo exemplo.

2. Compromisso. Compreende desejo, foco e impulso. Trata-se de comprometimento com as metas estabelecidas.

3. Competência. Baseia-se no conhecimento e, mais do que isso, na habilidade de processá-lo alcançando a sabedoria. O desejo de aprender deve transformar líderes em eternos estudantes da vida.

4. Comunicação. Deve ser frequente, ou seja, é preferível pecar pelo excesso. Também precisa ser verdadeira, transparente e sensível com as pessoas e as circunstâncias.

5. Interesse. Resumido em uma única palavra: empatia. Seja duro nas questões, ao lidar com problemas, porém brando e flexível ao lidar com as pessoas.

Além destes aspectos, Moss alerta os líderes para a importância da cultura e dos valores corporativos. Transparência, responsabilidade e confiança são bens supremos, assim como a integridade e a honra.

O mau hábito de usar da honestidade apenas quando se acredita que alguém esteja olhando produziu empresas dignas de um “hall da vergonha”.

Deve-se jogar para ganhar. Ir até onde for possível usando todos os recursos de que se dispõe. Porém, liderança é um jogo de estilo. Não é o que você faz que conta, mas como você faz.

Antes que você possa realmente liderar, tenha um código capaz de orientá-lo pela vida. E lembre-se de que as pessoas não estarão lá para atender você, mas você deverá estar a postos para atendê-las. Afinal, liderar é servir.


Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 15 países. É autor de “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional”, pela Editora Saraiva, e coautor de outros quatro livros.

Fonte: É preciso liderar com o coração – Tom Coelho - Jornal Carreira e Sucesso



Cinco Opções de Negócios Para Abrir em Casa

Por Lorena Vicini


Tradução técnica

Com o grande número de multinacionais que o Brasil sedia, é considerável também o volume de material a ser traduzido pelas suas filiais. Assim, a tradução técnica, como é chamada quando especializada em algum segmento, ganha volume e requer colaboradores qualificados.

Formada em letras, depois de trabalhar por algum tempo em um escritório de tradução em São Paulo, a tradutora Chrystal Caratta percebeu que poderia tranquilamente transferir todo o serviço para o esquema home office. “Como todo o fluxo do trabalho funcionava on-line, eu precisava cada vez menos ir ao escritório”, conta. Chrystal presta serviço para agências de tradução, que normalmente fazem o primeiro contato com o cliente e usam o serviço de profissionais autônomos para absorver o grande fluxo de trabalho.

Para atuar na área da tradução, ao contrário do que costuma se pensar, não basta conhecer bem outro idioma: é necessário também ter domínio sobre do português. Chrystal reforça a importância de uma cultura geral bem ampla para ser um bom tradutor. “É preciso se informar diariamente sobre os mais diversos assuntos, porque nunca se sabe o tipo de material que vai cair na sua mão para ser traduzido. Quanto maior familiaridade com o jargão de várias áreas o profissional tiver, melhor vai ser o resultado do seu trabalho”, diz.

Além disso, são necessários bons dicionários bilíngues, monolíngues e de língua portuguesa. É imprescindível ainda o domínio de programas de tradução, que agilizam e profissionalizam a atividade. As agências costumam oferecer descontos nas licenças desses programas para seus tradutores colaboradores. Chrystal conta ainda que as agências esperam autonomia e independência do tradutor: após o envio do material, o profissional deve desenvolver o projeto por si, sem ficar ligando para tirar dúvidas ou pedir opinião.

Negócio Tradução de material técnico

Investimento inicial R$ 3.000 (licença do programa de tradução, dicionários e montagem de um mini-escritório)
Faturamento médio mensal R$ 5.000
Média mensal de vendas 90.000 palavras
Preço médio de venda R$ 0,10 a palavra


A participação da mulher no mercado de trabalho como fato consolidado e, com isso, um incremento na sua renda, faz com que os negócios voltados para o público feminino configurem um nicho bastante promissor. Entre eles, a confecção de bijuterias. Com uma diversidade de apetrechos, materiais e preços, a atividade conquista empreendedores que veem no negócio uma chance de obter uma boa renda trabalhando de casa.

Confecção de bijuterias

A artista plástica Camila Rahal, embora seja daquelas que nunca pensou em trabalhar em empresa, começou no ramo por acaso. Quando ficou grávida e se viu obrigada a trancar provisoriamente a faculdade, para não enlouquecer com tanto tempo livre em casa fazia bijuterias para si mesma, sem a pretensão de vendê-las. Mas bastou as amigas verem as peças para que os pedidos começassem, logo gerando uma rede de clientes. Frente às crescentes encomendas, a artista viu ali uma oportunidade de negócios realista com a sua futura condição de mãe e passou a investir na ideia. “Fazia peças, tirava fotos e enviava para as conhecidas por e-mail. Hoje com as redes sociais, ficou ainda mais fácil atualizar as clientes das minhas criações”, diz. A internet se mostra uma grande aliada nesse segmento já que, além da propaganda on-line gratuita (por blogs, fotologs e redes sociais), é possível se cadastrar em sites de vendas especializados em artesanato, como o Elo7.

Há seis anos no ramo, Camila ressalta a importância da participação em feiras. “Dá visibilidade e aumenta a clientela, que às vezes não pode comprar naquela hora, mas entra em contato depois”, comenta. Para esses eventos, ela ressalta que possuir uma máquina de cartão de crédito e débito é imprescindível. Outra frente de negócio, além das feiras e da internet, são as lojas que compram as peças dos artesãos e as revendem.

A artista lembra ainda de órgãos do governo que têm como objetivo auxiliar os artesãos, a Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (SUTACO), que oferece vantagens em impostos e crédito na compra de material.

Negócio Confecção de bijuterias

Investimento inicial R$ 800 (ferramentas, peças para a montagem das bijuterias, cola, expositores, espelho e montagem de uma mini-oficina)
Faturamento médio mensal R$ 800
Média mensal de vendas 15 peças
Preço médio de venda R$ 65


Consultoria de imagem

Em tempos de “imagem é tudo”, a roupa que se veste e a maneira como se porta passam a contar de maneira decisiva em todas as esferas da vida. Com esse novo espírito em vigor, uma profissão antes operada de maneira informal - pela opinião dos amigos - ganha espaço e legitimação no mercado: a consultora de imagem.

Mara Push, que é psicóloga de formação, conta que decidiu se dedicar à consultoria de imagem depois do nascimento dos filhos. “De alguma maneira, não se deixa de ser psicóloga como consultora de imagem, já que é necessário ouvir as pessoas, gostar de se relacionar e entender o que elas querem quando contratam esse serviço”, diz.

Ao contrário do que se costuma pensar, não basta só entender de moda para trabalhar como consultora de imagem: é feito um trabalho minucioso e personalizado, com base nas medidas, nos gostos, história e estilo de vida de cada pessoa. Depois de uma longa entrevista e um questionário sobre as preferências do cliente, as consultoras montam o que chamam de painel de referência, que contém desde cores e tonalidades que combinam com a pessoa até indicações de livros, pintura e arquitetura. Só então, depois de todas essas etapas, o armário do cliente é analisado e recomenda-se a doação de algumas peças, ajustes de outras e compras de roupas novas. Monta-se então alguns looks, como são chamados os visuais com combinações de peças, e tiradas fotos. Se o cliente optar, pode ainda ser feito um dossiê, com imagens de todo esse processo.

Silvia Beraldo, que abriu uma empresa do ramo com a sócia Alice Ciampolini há três anos, trabalhou no esquema home office desde o começo. Apenas agora, com uma cartela de clientes mais considerável, abriu um escritório. Ainda assim, as duas trabalham muito de casa. “O escritório tem uma função de profissionalizar mais as reuniões, mas passamos mais tempo trabalhando em casa, na residência dos clientes ou em lojas”, conta Silvia.

Tanto Silvia como Mara ressaltam que, nesse ramo, o negócio cresce mesmo é com a indicação. Mas Mara, quando começou, não teve dúvidas: mandou um e-mail para a toda rede de contatos avisando que passaria a se dedicar à consultoria de imagem.

Para quem quer começar nesse ramo, Silvia recomenda fazer um bom curso especializado. Como o público que requisita esses serviços possui, geralmente, uma renda mais elevada, cursos no exterior também são valorizados. “Quanto mais referência, melhor”, aconselha a consultora. Outra dica é ser membro da Associação Internacional de Consultoria de Imagem (AICI), que demonstra um diferencial de profissionalização na área, além de oferecer palestras e proporcionar encontros periódicos com outros profissionais da área.

Mara atua ainda em outra frente de negócios: a parceria com lojas e empresas. “Há empresas que contratam o consultor para readequar o uniforme de seus funcionários e também para vesti-los para um evento especial, como uma premiação”, conta Mara. Para as lojas de roupa ela oferece o serviço de palestras e consultoria, tanto para funcionários como para clientes.

Negócio Consultoria de imagem

Investimento inicial De R$ 2.500 a R$ 10.000 (curso especializado em consultoria de imagem)
Faturamento médio mensal R$ 1.800
Média mensal de vendas 1 trabalho
Preço médio de venda R$ 2.000


Design gráfico

Com uma ampla gama de atuação - desenvolvimento de embalagens, material para divulgação, websites e projetos gráficos para livros, entre outros -, o artista gráfico, também chamado de designer, tem a oportunidade de trabalhar de casa e circular mais livremente entre os diversos segmentos.

Claudia Hein, depois de trabalhar alguns anos na empresa onde aprendeu o ofício, viu as oito horas a serem cumpridas diariamente como um obstáculo. “Eu tinha várias ideias e o desejo de ser mais livre. Então decidi largar o emprego e começar do zero, mesmo sem ter nada em vista”, conta.

A primeira medida a ser tomada, segundo Claudia, é criar um bom portfólio on-line, para que as pessoas possam ver seu trabalho. Nesse primeiro momento, ela colocou ainda anúncios na internet, o que gerou bons projetos. Depois do portfólio pronto, a recomendação é ativar toda a sua rede de conhecidos, deixando-os cientes de sua nova situação de autônomo e da disponibilidade para pegar novos trabalhos. A designer aconselha que, depois desse primeiro momento, o profissional refine a sua área de atuação, dedicando-se em um nicho específico. “Justamente porque é muito amplo, há o perigo de não se especializar em nada, tornando-se um profissional genérico”, diz. Fazer contato com editoras e agências de publicidade também é um bom caminho, já que essas empresas possuem um grande volume de material a ser tratado.

Depois de dois anos atuando como autônoma, a profissional adverte que esse nicho também tem como característica períodos de altos e baixos. “É preciso ter autoconfiança e não se deixar abalar. Eu aproveito quando estou com pouco trabalho para me atualizar, buscar novas referências, pesquisar, desenvolver novas técnicas. Profissional autônomo não para nunca.” Outra tática que utiliza nos períodos mais críticos é acionar a rede de contatos. “Aviso para quem costumo trabalhar que estou disponível para pegar serviço. Não tenho vergonha nenhuma, às vezes a pessoa não está pensando em você e é só dar um toque que o trabalho vem”, aconselha.

Negócio Design gráfico

Investimento inicial R$ 3.000 (montagem de um mini-escritório com um bom computador para mexer com arquivos de imagens, boa conexão com a internet para envio de arquivos pesados)
Faturamento médio mensal R$ 4.000
Média mensal de vendas De 2 a 3 trabalhos
Preço médio de venda R$ 1.500


Brigadeiro Gourmet

O doce caracteristicamente brasileiro ganhou roupa de gala, com novos sabores e embalagens sofisticadas que deixam as tradicionais forminhas como coisa do passado. A guloseima ganhou status de presente e, com isso, atiçou as colheres de pau de todo o país.

Quando Fernanda Silveira começou no ramo, há três anos, o brigadeiro gourmet ainda não fazia parte do vocabulário das doceiras. Apesar de ser formada em letras e direito e de já ter atuado profissionalmente como professora e advogada, foi trabalhando em casa que ela se encontrou. Bem afamada por seus dotes de cozinheira em Uberlândia (MG), onde reside, começou a ganhar clientela quando sua irmã a contratou para fazer os doces do seu casamento. A então advogada viu a chance de conciliar o novo ofício com a sua recém condição de mãe e começou informalmente. Fernanda conta que no início fazia todos os tipos de doce, o que, em Minas Gerais, a tornava apenas mais uma entre tantas. Como sua receita de brigadeiro era bem elogiada, fez uma pesquisa na internet e conclui que se especializar apenas em um doce poderia ser um diferencial. Abriu então a Amor de Brigadeiro.

Desde o início da ideia, a doceira quis profissionalizar o produto e por isso investiu em logomarca, site e embalagem. “Tem gente que pensa que eu tenho loja, só por conta do visual do site”, conta. Fernanda lembra, no entanto, que usar produtos de boa qualidade é o cerne da venda “Embalagem é importante, mas o mais importante mesmo é o gosto.”

Uma boa dica é fazer parcerias com lojas locais para a revenda dos doces. A Amor de Brigadeiro também vende pela internet para diversos estados do Brasil. “Desenvolvemos uma embalagem apropriada. Só tivemos dois casos que chegou com avarias. Até para Belém já enviamos”, diz Fernanda. Além de fornecer muito para casamentos e festas de toda a região, outra frente de trabalho detectada foi o fornecimento de brigadeiros com embalagens personalizadas com a logomarca de empresas.

Negócio Brigadeiro Gourmet

Investimento inicial R$ 1.000 (ingredientes, embalagens, utensílios, construção do site)
Faturamento médio mensal R$ 600
Média mensal de vendas 700 brigadeiros
Preço médio de venda R$ 0,90


Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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