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Qualidade de vida no trabalho


Qualidade de vida no trabalho De como o trabalho pode deixar de ser um meio para ser um fim em si mesmo na busca da satisfação, em que pessoal e profissional se fundem num conceito mais amplo.


Via de regra a ausência de satisfação e motivação no trabalho esteve sempre associada a fatores externos: a vontade dos dirigentes da empresa; o momento econömico, político e social; as demais idéias que se antepõem às nossas, etc. Quase ninguém se lembra de associá-las à sua forma pessoal de encarar o mundo e sua responsabilidade nos elementos positivos ou negativos incorporados à sua vida.

Uma nova compreensão do que seja qualidade de vida no trabalho começa a assumir conotação mais ampla e apresentar características bem mais delineadas que a de simples ausência de conflitos e recursos no ambiente profissional.

Ela começa introvertendo a concepção da responsabilidade sobre aqueles efeitos indesejáveis, ou seja, ao invés do profissional colocar a si mesmo no papel de paciente das ações da empresa e do seu contexto ambiental, ele adota uma postura pró-ativa, interagindo com esse contexto para adequá-lo às suas expectativas, e não apenas submetendo-se a ele.

Introverter para ampliar: embora essa expressão sugira um paradoxo, a idéia é exatamente a de incorporar uma postura de olhar para dentro antes de buscar culpados no ambiente externo, como se fôssemos apenas vítimas das pressões externas - a chamada "síndrome de Pilatos". Significa que passamos, cada qual, a ser co-responsáveis pelo efeitos sentidos no ambiente de trabalho, que irá determinar o índice de qualidade de vida a ser estabelecido em todo o seu contexto.

Na concepção anterior de busca de qualidade de vida entre chefia e subordinados, era comum encontrar-se gerentes adotando posturas destorcidas de "solidariedade" para com sua equipe, tomando suas dores contra a empresa que pela sua visão não lhes proporcionava os recursos necessários. Na maioria das vezes, porém, tal atitude era o caminho mais cômodo, uma vez que, na maioria das vezes, não se preocupavam em esgotar todas as suas possibilidades gerenciais antes de jogar "o mico" para cima.

Por seu turno, cada funcionário faz o mesmo, buscando na chefia respostas para dificuldades que ainda não exploraram por seus próprios meios.

O conceito atual de qualidade de vida no trabalho pretende promover o resgate da autoconfiança nas pessoas através da busca primeira de suas próprias potencialidades. Essa prática, com o tempo, não se manterá restrita ao ambiente profissional, incorporando-se a tudo o mais que se constituir no universo de cada um, dentro e fora das organizações por meio de ações sob controle de cada indivíduo voltadas para a obtenção de resultados pessoais e de equipes através de uma maior interação com o meio, reduzindo os desgastes na relação com as pessoas e buscando a harmonia com os recursos disponíveis, atuais e futuros.

Cabe ainda fazer uma abordagem de alguns fatores inerentes à política de pessoal das empresas, que podem igualmente contribuir sobremaneira para elevar o padrão de sua ambiência interna. Tem-se a errônea impressão de que as pessoas temem e oferecem resistência aos procesos de avaliação de desempenho. Na verdade acontece o contrário: as pessoas se desestimulam porque a falta de uma avaliação efetiva se presta a abrir grandes espaços para ócio e inibir a competência.

O que se entendia por Qualidade de Vida no Trabalho vem mudando muito nos últimos anos. Há uma década apenas as empresas achavam que promovê-la aos seus funcionários era oferecer-lhes um plano de saúde, um refeitório ou "tickets" de refeição, auxílio-transporte, subsídios em alguns gêneros de primeira necessidade e algum outro benefício que às vezes era obrigação legal, e se agia como se fossem concessões especiais.

Os empresários de hoje, a partir de referenciais internacionais, já se preocupam em tornar o ambiente de trabalho o mais atraente possível para seus funcionários, considerando todo o seu contexto de necessidades de desenvolvimento e realização profissionais, além do suprimento das outras puramente fisiológicas que já se praticava anteriormente.

O aprimoramento das teorias de administração coloca a satisfação do homem como aspecto fundamental para ativação de sua capacidade de realizar e como mola propulsora para sua realização pessoal em harmonia com os objetivos institucionais.

O homem moderno acordou para a realidade de que passa a maior parte de sua vida envolvido com aspectos produtivos e profissionais, e que precisa fazer disso algo que realmente lhe traga um retorno maior do que a pura sobrevivência. E descobriu ainda que o trabalho pode ser uma fonte - talvez uma das maiores - de realização pessoal, a partir da identificação de seus ideais com a sua carreira na organização, que lhe possibilitará torná-los realidade.

O trabalho está aos poucos deixando de ser um meio para se tornar um fim em si mesmo. Cada profissional está percebendo que é cada dia mais difícil suportar empresas que fazem com que ele passe o dia inteiro nelas esperando pelo final do expediente para poder, realmente, viver. Ele já está consciente de que ali dentro se concentra a maior parcela de sua capacidade de realização, e não quer mais desperdiçá-la para uso apenas nos seus momentos de lazer.

O trabalho pode - e deve - se constituir numa fonte de prazer e concretização de planos de vida, sem necessariamente afastar o trabalhador de sua vida externa, mas sim completando-se com ela. Essa nova mentalidade é que vem ao encontro dos atuais anseios humanos: de fazer de sua vida um manancial de bem-estar que se estenda a todos os setores de atividade e a todas as áreas do conhecimento, passíveis de se constituirem em experiências reais no seu cotidiano.

Fonte: Luiz Roberto Bodstein
http://www.espacotalento.com.br/noticias/vernoticia.asp?NotID=292

Propaganda e Criatividade



Por Carlos Alberto de Faria

Um dos aspectos da propaganda e publicidade que mais chama a atenção é o uso da criatividade.

Nas agências de publicidade e propaganda o pessoal da criação, usualmente, é tido como "maluco", ou eles próprios se travestem desse papel-perfil, ajudando a reforçar a fama.

Mas quais as razões que conectam a área de propaganda e publicidade à criatividade?

A razão básica é porque num mundo onde há múltiplos apelos, convites, o público (você!) só dedica os minutos preciosos do aluguel ou empréstimo da sua cabeça ao que chama a sua atenção.

A idéia básica da propaganda é chamar, capturar a sua atenção e, em seguida, passar o recado. De preferência rapidamente, pois a atenção é fugidia. Pura e simplesmente isso, só isso.

Só que para chamar a atenção fica sendo cada vez mais difícil pela multiplicidade de apelos, pela "gritaria", auditiva e visual, a que somos submetidos. E quanto mais "gritam", mais somos seletivos.

Aliás, esta é uma das razões pelas quais dizem que, em pouco tempo, teremos empresas comprando a nossa atenção, pois a atenção torna-se um dos bens mais procurados pelas empresas e mais raros de serem encontrados.

A criatividade é uma excelente ferramenta para chamar a atenção.

O inesperado também. É aqui que entra o que se convencionou chamar marketing de guerrilha, e que tem suas ações mais voltadas à propaganda de guerrilha.

Uma discussão que eu não vou entrar é se as ações inesperadas são mais um produto da criatividade, portanto abarcadas pelo mesmo conceito. É bem provável que seja.

Essa busca da criatividade e do inesperado pode virar fim em si própria e acabar virando a busca do imponderável, do imensurável.

Eu recomendo que você veja este vídeo, clicando aqui, que apresenta uma campanha criativa e inesperada para uma "sex-shop", na Europa.

Primeiramente o exemplo apresentado é muito mais uma propaganda de guerrilha do que marketing de guerrilha. A propaganda e a publicidade são partes integrantes do marketing, mas que não podem ser confundidas com o marketing, pois este é muito maior. Mas isto frequentemente ocorre.

Eu gostaria de ter para analisar os resultados a curto, médio e longo prazo desta ação, pois o resultado é o que vale.

Minhas dúvidas são as seguintes, com relação a esta propaganda apresentada:

- qual o público-alvo a ser atingido?

- um fato "gritante" como este ajuda ou atrapalha na busca da atenção?

- os resultados, quais foram os resultados para a loja que bancou a propaganda?

- os resultados foram capturados pela loja que pagou a propaganda?

- houve aumento de vendas nas outras "sex-shop"?





Eu tenho dúvidas se este tipo de propaganda, que inevitavelmente chamou a atenção, deu resultados em termos de acréscimo de vendas, pois o público que associaria o "reclame" à loja de "sex-shop" seria aquele que já a freqüenta. Mas isto só é um "achismo" meu, precisaríamos de maiores dados da realidade para verificar que tipo de público foi atraído, e se foi atraído...

A veiculação paralela provocada por este tipo de exposição - geração de notícias e diz que diz - pode ter sido o maior ganho, caso tenham conseguido associar a notícia ao "sex-shop" específico que o patrocinou. Ou será que houve também aumento de vendas em outros "sex-shops"?

Meu propósito é contrapor a idéia fixa de criatividade (inesperado) versus a efetividade da campanha.

É um erro comum da propaganda encarar a criatividade pela criatividade, a criatividade como fim.

Deixe-me pensar escrevendo, a título de exemplo, ficando em um segmento esquecido para este tipo de negócio: o público da terceira idade. Este público seria bom para o "sex-shop", creio eu, pois tem os recursos financeiros mas não fazem parte do perfil de quem comparece em "sex-shops" para comprar seus brinquedinhos... Olha só o meu preconceito!

Se focarmos o público que já vai a "sex-shops", para fazer uma pesquisa com eles, continuaremos com o mesmo mercado de pessoas mais "sem-vergonha" de freqüentar um "sex-shop".

Qual é o percentual de vendas pessoais e virtuais de um "sex-shop"?

Uma simples sugestão alternativa de publicidade: uma foto de um casal de cabelos brancos que denote, insinue carinhos íntimos e uma frase, com este sentido, mas que pode e deve ser trabalhada:

"Junte brincadeira ao seu prazer.", ou

"Brinque com o seu prazer.", ou ainda

"Brinque com o seu amor"

Essa publicidade, provavelmente, não seria taxada de invasiva ou de "imoral".

Se colocarmos essa propaganda no vidro traseiro dos ônibus, virada para fora, mas em ônibus escolhidos que circulam em bairros de classe A e B. Ou seja, seria uma publicidade vista pelo pessoal que circula de carro e a pé nesses bairros.

O problema seria levar esse público à "sex-shop", pois nem todos se sentiriam bem se vistos lá.

O acesso virtual, por parte deste público, facilitaria o contato. Limitaria o mercado-alvo a quem tem e usa Internet, mas atenderia um público que jamais freqüentaria um "sex-shop" pessoalmente.

E assim vamos caminhando, dando asas à imaginação, buscando em cada enxadada encontrar meia dúzia de minhocas (sem quaisquer outros sentidos!).

A idéia, que eu quero comparar, é que o ótimo vídeo apresentado acima é mais ou menos como um grito, atinge um público heterogêneo, faz barulho.

Nem sempre gritar é o melhor método, pois enfraquece a próxima mídia que passará a ter que GRITAR mais alto para obter atenção. Nesta guerra a surdez é que dominará a todos, e o que todos, marketeiros e publicitários, não queremos.

A proposta apresentada da publicidade no vidro traseiro dos ônibus é mais dirigida, é suave. Esta seria uma publicidade dirigida a um segmento específico do mercado, o que nos remete ao artigo da semana passada: segmentação de mercado, foco!

Qual é a melhor propaganda ou publicidade?

É aquela que apresenta resultados, e entre diversas publicidades só a comparação de resultados obtidos poderia dizer qual a melhor.

Os resultados devem estar concentrados em quem paga a publicidade, pois a dispersão de resultados entre os participantes do mesmo ramo de atividade faz crescer também os concorrentes, o que não é, certamente, o desejo de quem as paga.

Eu me lembro de uma publicidade veiculada na televisão, em São Paulo, quando eu era jovem:

- uma mesa de tênis de mesa bem escura,

- os jogadores estão no escuro,

- só se vê a bolinha sendo atirada de lá para cá, de cá para lá,

- a câmara vai se aproximando,

- a bolinha começa a se definir,

- percebe-se que a simples bolinha é a Terra,

- entra a locução e diz algo como:

- o mundo é jogado pelos donos do poder. Para saber mais do mundo, leia o "Estado de São Paulo"."

Eu adorei este anúncio, extremamente criativo, tanto que me lembro dele até hoje. Só que eu não gostava da linha desse jornal, mas passei a comprar mais a "Folha de São Paulo".



Concluindo: uma propaganda ou publicidade extremamente criativa, e que não produza resultados concentrados no cliente que a paga, é mais insignificante do que as propagandas não veiculadas, pois estas não "gastaram" tanto o tempo de veiculação como o tempo de atenção dos possíveis clientes.

A propaganda e a publicidade precisam, preferencialmente, focar a sua vantagem competitiva, o seu diferencial, aquilo que só você oferece para o seu público-alvo, aquilo que só a sua oferta oferece.

Mostrar a necessidade que os clientes têm do que você faz ou fazer publicidade do seu ramo de atividade, pode também, e ferequentemente é isso o que acontece, incentivam a compra também nos seus concorrentes, pois, a princípio, você se coloca como uma opção, mais uma opção. Esta atividade é bem próxima de chover no molhado.

Se você precisa falar com o seu público-alvo, lembre-se que o principal é capturar a atenção do seu cliente potencial e deixar o recado. E o recado deve ser o que só você oferece, aquilo que distigue sua oferta da oferta dos concorrentes.

A sua propaganda também precisa ser segmentada, na medida em que você tem ofertas diferentes a públicos-alvos diferentes.


Carlos Alberto de Faria é sócio diretor da Merkatus -

Fonte: Merkatus / http://www.portaldomarketing.com.br

Home Office: economia para a empresa e qualidade de vida para o colaborador

Tatiana Aude


Você já pensou como seria bom acordar, tomar o café da manhã com calma, levar as crianças à escola, deixar a esposa ou o marido no trabalho e voltar a casa para trabalhar? Seria bom, não é? Mas, conjugar este verbo no passado é ultrapassado. O “home office” - ou tele trabalho, teleatividade, trabalho móvel, à distância, remoto e até telecomutaçao - como é chamado, já é uma realidade, presente na vida de muitos trabalhadores brasileiros.
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Contudo, não pense que esta modalidade de trabalho, que vêm crescendo nas metrópoles por fatores como trânsito, agilidade na informação e atendimento ao cliente, é sinônimo de moleza. Os profissionais que entram na área passam por um treinamento minucioso para aprenderem a administrar o tempo e, no caso de precisarem utilizar algum intervalo para resolver assuntos particulares, tratam de compensar as horas depois.

Dados do Instituto Market Analysis comprovam que o home office é uma tendência das empresas modernas. De acordo com a pesquisa, o sistema já é adotado, parcial ou integralmente, em 23% dos funcionários do setor privado.

As grandes corporações, geralmente da área de TI, como a gigante IBM, Dell Computers, Grupo Accor – composto pela empresa Ticket – Accenture, Serpro e Soma Agência, já estão adotando o teletrabalho. São as pioneiras no Brasil de um movimento que não é novidade em outros países, como Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, EUA e Portugal.

“Muitos destes países já estão propondo legislações específicas para a regulamentação do teletrabalho, tais como Portugal (código de trabalho, artigos 233, 236, 237 e 239) e Estados Unidos (Telework Improvements Act). A Argentina, Colômbia e Espanha também não ficaram atrás”, afirma a diretora presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividade (SOBRATT), Ana Manssour.

A diretora, que estuda a ampliação desta modalidade e sua chegada ao Brasil é enfática ao afirmar que o home office está longe de ser um modismo, pois chegou de forma tímida, por meio da internet, há cerca de 20 anos. Para ela, é mais uma tendência que acompanha o desenvolvimento acelerado – porque não, caótico – das grandes capitais.

“A gravidade da atual situação do planeta leva todas as pessoas, a sociedade e as organizações a buscarem alternativas em todas as áreas que possam reverter, ou pelo menos retardar o aquecimento global e outros problemas contemporâneos. Necessidades prementes, como a redução do trânsito congestionado, proteção contra a violência urbana, convivência maior com os filhos e familiares, melhores condições de saúde e equilíbrio do orçamento doméstico”, adiciona Manssour.

Bom para as empresas...

A Ticket, empresa do Grupo Accor Services, implantou o home office em 2006 com 42 colaboradores. Em pouco mais de dois anos resolveu fechar 17 filiais, e com a verba proveniente da venda, aumentou o número de colaboradores da modalidade para 110, tanto da área comercial (maior foco no momento) quanto para alguns setores administrativos.

“Com a medida, tivemos uma ampliação de 40% no volume de vendas e economizamos R$ 3 milhões em estrutura física”, afirma,Edna Bedani, gerente de desenvolvimento de RH da Accor Services.

Na empresa, todos os colaboradores que entram no ‘novo esquema’ precisam, antes de mais nada, participar de três etapas, que possibilitam – ao funcionário e à família dele – a adaptação: treinamentos e orientações sobre administração do tempo, respeito ao trabalho e respeito ao ambiente familiar; centralização da operação, pois independente de onde esteja, a operação é feita para um setor específico no RH para isso – nesta fase, participam de reuniões, feedbacks, coaching e recebem ferramentas via web para se informarem sobre os acontecimentos na empresa; e, por último, ganham estrutura para trabalhar: celular corporativo, notebook, impressora, internet banda larga e mobiliário mais adequado ao ambiente.

“Para a empresa essa medida só tem prós, nenhum fator contra. E deu tão certo que 99% dos colaboradores de home office não voltariam para o escritório. Além disso, os clientes também elogiam porque, por estarem mais próximos deles [cada um fica em uma cidade] o retorno é bem mais rápido”, Edna ressalta.

...e melhor ainda para eles

Marcelo Soldado, gerente de negócios da Ticket, está na empresa há 18 anos e trabalha em casa desde outubro de 2007. Ele atende pessoas jurídicas de grande porte, efetuando os pedidos de depósito de benefícios aos colaboradores. Quando soube que trabalharia em casa, recebeu a notícia muito bem, pois já tinha compartilhado experiências muito boas de quem trabalhava da mesma forma.

“Recebi a notícia muito bem e gostei da mudança. É evidente que você ganha qualidade de vida e tempo, não pega trânsito e o tempo perdido de antes se reverte em outras atividades que você agiliza em casa”, explica.

A rotina familiar dele, que mora em São Paulo, melhorou, e todos respeitam o espaço de trabalho como se ele realmente estivesse no escritório da empresa. Além disso, faz questão de, frequentemente, manter o convívio com os colegas do trabalho “minha esposa adorou, minha filha já tem 15 anos e entende perfeitamente, os clientes saem satisfeitos, e quando sinto necessidade, marco um almoço com minha chefe e colegas para trocar idéias e manter contato”, diz.

Outro exemplo é o do empresário Fábio Elias Miquelin, de 31 anos, proprietário da empresa Reale Treinamento e Eventos. Ele trabalha em home office há quatro anos e ressalta que a iniciativa em fazer tudo dentro da própria casa partiu da necessidade em cortar custos. “Qualquer locação hoje é muito cara e impacta significativamente nos custos repassados aos clientes. Além disso, como tenho um filho pequeno, de 3 anos, que está numa fase muito difícil, é uma forma de equilibrar as duas coisas: trabalho e família”, declara.

Fonte: http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=10518

Identificando o Seu Perfil Como Administrador(a) Financeiro


Conhecer a si mesmos permitirá que um ajude o outro a superar suas fraquezas, para que o relacionamento com o dinheiro seja de multiplica­ções e realizações de sonhos.

Qual é o perfil de vocês?
Há basicamente cinco estilos de como lidar com o dinheiro. Vejam em qual vocês se enquadram.

POUPADORES: sabem que é importante guardar e, por isso, não se importam nem um pouco em restringir ao máximo os gastos atuais, para poupar o que for possível e conquistar a independência com muito dinheiro. Nem sempre suas intenções são compreendidas; freqüentemente recebem críticas por serem mesquinhos ou avarentos, verdadeiros "Tios Patinhas".
Pontos fortes: disciplina e capacidade de economizar.
Pontos fracos: conformismo com um padrão de vida simples, restrições a novas experiências.
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GASTADORES: para estes, a vida é medida pela largura, não pelo comprimento. É importante viver bem hoje, pois o amanhã pode não existir. Gas­tam toda a renda, às vezes um pouco mais. Gostam de ostentar, destacam-se pelas roupas caras, não se sentem incomodados em encarar um financia­mento se o objetivo é ser feliz. A poupança acumulada, quando existe, é só para a próxima viagem. Seu estilo de vida faz sucesso entre os amigos.
Pontos fortes: hábitos pouco rotineiros, abertura a novas tendências, muitos hobbies.
Pontos fracos: insegurança em relação ao futuro, depen­dência extrema da estabilidade no emprego, aversão a controles, orçamen­tos e contas.

DESCONTROLADOS: não sabem quanto dinheiro entra nem percebem quando sai da conta. A cada mês, parece que o dinheiro dura menos. Estão sempre cortando gastos, mas nunca é o suficiente. Usam com freqüência o cheque especial ou pagam a conta do cartão de crédito apenas parcialmente, por falta de fundos. Em casa, não há a menor chance de se sentarem e se organizarem, pois têm coisas mais importantes para fazer.
Pontos for­tes: é possível identificar algum?
Pontos fracos: indisciplina, propensão a conflitos, pagamento desnecessário de juros, desorientação.

DESLIGADOS: gastam menos do que ganham, mas não sabem exatamente quanto. Poupam o que sobra, quando sobra. Viajam ou trocam de carro quando atingem um valor mais alto nos investimentos. Se não têm dinheiro na conta, parcelam a compra. Quando os extratos do banco chegam, vão para a gaveta sem ao menos ser abertos. A fatura do cartão de crédito é uma surpresa todo mês. Sempre acham que ainda é cedo para pensar em aposentadoria.
Pontos fortes: folgas financeiras, espaço para reduzir gastos, se necessário.
Pontos fracos: incapacidade de estipular e atingir objetivos, resistência a planos que exijam disciplina.
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FINANCISTAS: são rigorosos com o controle de gastos, com o propósito de economizar. Nem sempre o objetivo é poupar; às vezes pretendem acumular para poder comprar mais pagando menos. Elaboram planilhas, an­dam com calculadora e lista de compras nos supermercados e shoppings, fazem estatísticas e projeções com quantidades e freqüência impressionantes. Entendem de investimentos, juros e inflação e são procurados por amigos e parentes para orientações.
Pontos fortes: facilidade de desenvolver planos e colocá-los em prática, seleção crítica de investimentos, capa­cidade de empregar melhor o dinheiro.
Pontos fracos: em geral são boicotados pela família, que não se conforma com tantas minúcias; se não souberem se fazer entender, tornam-se uns chatos.

Horóscopo financeiro dos casais

Vejam o que esperar de seu futuro financeiro, de acordo com a combinação desses perfis:

POUPADOR X GASTADOR: os números estarão sempre contra seu relacionamento. Se nada for feito, a união de vocês será repleta de crises e brigas. A sugestão é que ambos se inscrevam juntos em um curso de planejamento financeiro pessoal, para que o poupador da dupla encontre os verdadeiros porquês de guardar dinheiro e para que o gastador aprenda a refrear seus impulsos. Perfil de casais desse tipo: um tropeçando no outro.

POUPADOR X DESCONTROLADO: o esforço do poupador permitirá um futuro seguro que o descontrolado jamais conquistaria, porém ele vai remar sozinho para realizar os sonhos comuns. Tudo indica que o poupador não terá sucesso em acumular mais do que o necessário, pois sempre terá o descontrolado a seu lado para frustrar grande parte de seus objetivos. Esse relacionamento tende a um equilíbrio, mesmo que ambos não saibam exatamente para onde estão indo ou por que acumulam recursos. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro.

POUPADOR X DESLIGADO: discussões relacionadas a dinheiro, jamais! Os desligados tendem a concordar com a necessidade de poupança para o futuro e são excelentes colaboradores desse objetivo. É importante que o poupador busque aprender mais sobre planejamento pessoal, pois esse modelo de casal chega à velhice com duas coisas acumuladas: dinheiro e frustração. Quando é mulher nunca saberão ao certo quando é a hora de gastar um pouco. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro, porém com o risco de envelhecerem com a sensação de que um tropeçou no outro.

POUPADOR X FINANCISTA: se o financista souber controlar os impulsos conservadores do poupador, será a união do sucesso financeiro. O financista tem os argumentos de que o poupador precisa para se "desligar" um pouco. Já o poupador terá a missão de tirar seu parceiro dos detalhes e pôr o foco no principal, o longo prazo. Perfil de casais desse tipo: tendência de começar com "um puxando o outro" e evoluir para "a todo o vapor".

GASTADOR X DESCONTROLADO: esse é o tipo de relacionamento que não vai durar muito para contar a história. O gastador tende a usufruir sem formar reservas, mas o descontrolado faz mais que isso, gastando além da conta. Com o tempo, o gastador perceberá que não consegue mais atingir seus desejos materiais de consumo porque o parceiro não colabora. E essa dificuldade de colaboração muitas vezes é entendida como abuso ou individualismo. Não há amor que sustente tal situação. Perfil de casais desse tipo: a todo o vapor para a separação.

GASTADOR X DESLIGADO: a tranqüilidade reinará ao longo do relacionamento. Como o gastador se apega ao consumo e o desligado não, ambos se orgulharão do espaço concedido ao outro. Se essa harmonia for bem administrada e o gastador aprender a disciplinar seu consumo, ainda sobrarão recursos para construir, ao longo dos anos, uma aposentadoria com razoável padrão de vida. Provavelmente, eles precisarão de um consultor financeiro ou de um plano de previdência privada para conquistar seus sonhos. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro.

GASTADOR X FINANCISTA: como na união do poupador com o financista, é o casamento da razão com a emoção. Tudo depende da capacidade do financista de provar que eles podem juntos garantir muito mais conquistas se agirem de forma planejada. O equilíbrio deve ser buscado permanente e conscientemente; quando obtido, será à base de um casal que saberá curtir a vida com segurança. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro.

DESCONTROLADO X DESLIGADO: o relacionamento será uma navegação rumo ao infinito, sem nunca saber onde aportar. Tempestades e problemas chegarão de surpresa, como o iceberg que afundou o Titanic. O descontrolado estará sempre levando o extrato bancário para o vermelho, mas terá o desligado ao seu lado para culpar a todo mundo menos eles próprios: bancos, inflação, juros, governo, financeiras etc. Nunca conseguirão acumular riqueza, pois acreditam que isso não depende deles. Perfil de casais desse tipo: a todo o vapor, mas no caminho contrário ao dos sonhos.

DESCONTROLADO X FINANCISTA: tempestades à vista! Um financista até conseguirá convencer seu parceiro descontrolado da importância da organização, mas, por mais que tente, jamais conseguirá persuadi-lo de praticá-la. O sucesso do relacionamento dependerá de o financista assumir as rédeas das finanças e ser criativo na hora de limitar gastos. Perfil de casais desse tipo: um tropeçando no outro.

DESLIGADO X FINANCISTA: se não houver muita conversa em relações desse tipo, o financista tende a assumir o controle das finanças sem a colaboração do desligado, que achará o excesso de controles um verdadeiro exagero. Porém, se ambos souberem lidar com o comportamento do parceiro, esse relacionamento tenderá a resultar em um verdadeiro sucesso financeiro, pois o desligado não criará empecilhos à construção de planos e saberá desfrutar cada conquista há seu tempo. Perfil de casais desse tipo: um puxando o outro.

Todo relacionamento entre pessoas de mesmo perfil é do tipo "a todo o vapor". Dificilmente surgirão conflitos ligados ao dinheiro, pois os dois pensam da mesma forma. É preciso, porém, evitar os riscos típicos de cada perfil.

POUPADOR X POUPADOR: terão sucesso se esforçarem no sentido de encontrar um sentido para o dinheiro e desenvolverem metas de poupança. Se não mudarem, o perfil do casal se encaminhará a todo o vapor para um futuro cheio de dinheiro, mas pobre de sentimentos.

GASTADOR X GASTADOR: o cuidado a tomar é evitar consumir 100% da renda. Gastadores sabem viver muito bem, mas exageram na dose. Se conseguirem conciliar os hábitos de bon-vivants com investimentos no futuro, deixarão de ter um perfil de casal que se dirige a todo o vapor para problemas financeiros na velhice.

DESCONTROLADO X DESCONTROLADO: diferentemente do casal de gastadores, os descontrolados não esperarão a velhice para se atolar em problemas. É o tipo de relacionamento que, se sobreviver, será a custo de muito sofrimento e privação. Não se trata de caso perdido, desde que com acompanhamento de uma boa terapia de casal. Na maioria dos casos, os parceiros estarão a todo o vapor ao encontro de eternos problemas, não só financeiros.

DESLIGADO X DESLIGADO: esse casal pode ou não atingir suas metas. A questão é que não sabe como fazê-lo - e talvez nem identifique os objetivos. Como suas preocupações não estão centradas no dinheiro nem no con­sumo, será muito fácil construir riqueza com a orientação de um especialista ou a aquisição de planos de previdência. Com tal conduta, eles estariam a todo o vapor direcionados para uma vida sem problemas financeiros.

FINANCISTA X FINANCISTA: o que falta para a maioria, esse casal tem demais. Organização financeira é bom, mas não pode ser o assunto de todas as conversas, da pizza com os amigos ao momento a dois na cama. O planejamento financeiro bem-feito requer a criação de limites aproximados de gastos. Se os parceiros saírem do limite, pequenos ajustes em seguida resolvem a questão. Aproveitar resultados e não bitolar é fundamental; caso contrário, estarão a todo o vapor rumo a uma vida de números, e não de sentimentos.

Texto extraído do livro: Casais Inteligentes enriquecem juntos
Autor Gustavo Cerbasi - Editora Gente

Guia para investir na bolsa

Aprenda em 12 passos como tirar o máximo proveito de suas operações de compra e venda de ações este ano
Por MARTA BARBOSA

Hélio Salema, 28 anos: criou um fundo de investimento junto com os amigos

As oscilações no preço das ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) no ano passado foram um teste de resistência para 17 000 brasileiros que estrearam no mercado acionário. Eles nem bem investiram pela primeira vez e já se defrontaram com um período de alta volatilidade. Altos e baixos, aliás, que prometem continuar movimentando este ano, segundo expectativa de analistas. Alguns especialistas consideram que esse pode ser um motivo de preocupação, mas há também quem enxergue boas oportunidades de ganhos nessa fase exatamente por isso. Para que você se sinta seguro e aproveite o que 2008 reserva de melhor para os investidores, apresentamos a seguir 12 passos para ter sucesso na Bovespa. Eles resumem as recomendações de 25 entendidos no assunto, entre consultores, analistas e aplicadores que já ficaram ricos.

PASSO 1 - Entre no mercado de forma gradual

O melhor jeito de participar do mercado de ações é começar de maneira gradual, principalmente este ano em que a expectativa é de altos e baixos nos pregões. Então, nada de transferir todo o dinheiro que você tem na poupança ou na renda fixa para ações. Faça operações com quantias menores. E, à medida que for acertando, aumente o valor da aplicação. Lembre-se de aproveitar os momentos de baixa dos papéis, que caíram porque o mercado entrou numa crise, não porque a empresa vai muito mal nos negócios, e compre a ação, aproveitando um desconto no preço. Assim, você reduz a sua exposição ao risco.

PASSO 2 - Mantenha a disciplina

A melhor maneira de disciplinar seus investimentos é, sem dúvida, obedecer a uma periodicidade nas aplicações. Estabeleça um valor que você possa dispor facilmente todos os meses, mesmo que seja uma quantia pequena, e adote-a como meta mínima por um período, tipo seis meses, um ano, dois anos. Em épocas de maior renda, aumente os investimentos, mas nunca, nunquinha, diminua. Foi com isso na cabeça que o músico carioca Hélio Salema, de 28 anos, convenceu dois amigos a abrir um clube de investimento.

Os investidores têm em comum o gosto pela música e montaram, com a assessoria de uma corretora de São Paulo, uma carteira de ações enxuta e concentrada. São apenas cinco papéis: Vale (representa 50% das aplicações), Porto Seguro, Itaú, Sadia e Bovespa. Hoje, o clube já tem 25 cotistas. Todos seguem o compromisso de fazer um depósito mensal de, no mínimo, 200 reais. O bom é que sempre depositamos mais que isso, diz. O clube hoje acumula 115 000 reais de patrimônio e tem conseguido rentabilidade média de 81% ao ano. Nesse ritmo, a meta de dobrar os investimentos será alcançada antes de cinco anos.

PASSO 3 - Prefira as empresas com as quais tenha afinidade

Na hora de montar sua carteira, dê preferência às empresas que você conhece ou porque é cliente ou porque faz parte do mercado em que trabalha ou ainda porque tem afinidade com elas. É natural que um médico saiba analisar com mais propriedade um hospital do que uma siderúrgica, por exemplo. Assim como um engenheiro naturalmente acompanha mais as informações do setor de construção civil do que o de comunicação. Em resumo, fica mais fácil se manter informado se na sua carteira estiverem empresas que você já acompanha o desempenho, independentemente de ser acionista.

PASSO 4 - Entenda o que é caro

O papel da Petrobras é tido como caro. No dia 10 de novembro do ano passado, a ação PN da empresa, a mais negociada na bolsa nessa época, estava cotada a 79 reais. Caro? Não se você considerar que o preço-alvo médio, ou seja, quanto o mercado espera valer em um ano, é de 98 reais. Não há nenhum analista financeiro que não esteja de acordo com as boas perspectivas da companhia no longo prazo. A Petrobras tem uma magnitude não apenas em função de suas novas descobertas, mas, principalmente, pela sua importância estratégica no cenário mundial de alta demanda de petróleo e escassez de novos poços para explorar, diz Martha Dubugras, sócia da Paraty Investimentos, do Rio de Janeiro. Ou seja, é caro, contudo, vai continuar se valorizando. Então, vale a pena.

O exemplo da Petrobras serve para mostrar que, na bolsa, a lógica do caro e barato é diferente da que usamos no nosso dia-a-dia. Não dá para concluir que uma empresa está cara sem antes se debruçar com atenção nas avaliações a seu respeito, principalmente no preço-alvo traçado pelos analistas para os próximos 12 meses. Se seu objetivo está lá na frente, e é bom que os planos do investidor de bolsa estejam sempre no longo prazo, algumas ações não são tão caras como podem parecer.

PASSO 5 - Escolha entre as ações com valorização contínua

O que conta mais pontos na hora de eleger uma boa ação: valorizações recordes que ela tenha obtido desde o ano passado ou a rentabilidade acumulada nos últimos cinco anos? O acumulado, diriam os analistas. Em mercados voláteis como o brasileiro, é preciso analisar o desempenho de um papel no longo prazo. A regra, então, é sempre considerar a média de rentabilidade do maior tempo possível. Não há garantias de que esse retorno passado ocorra no mesmo nível no futuro. Mas, ao observar o comportamento da ação ao longo do tempo, pode-se verificar tendências de preço e, sobretudo, analisar se ela sofre com picos de altas e de baixas constantemente, o que pode causar aflição a investidores menos experientes.

PASSO 6 - Saiba esperar

Nos últimos cinco anos, o Ibovespa acumulou alta de 521%. Mas, no ano passado, como agora, a bolsa viveu ciclos de baixa. Ciclos concentrados, que não chegam a ser longos, mas suficientes para causar estrago nas contas de investidores que precisaram sacar os recursos no curto prazo, durante ou logo depois das crises. Quem agüenta firme e não mexe na carteira consegue mais do que recuperar a queda, consegue lucrar, diz Eduardo Roche, gerente de análise da Modal Asset Management. A velha recomendação de que bolsa é para longo prazo pode soar repetitiva, porém faz todo sentido. Você até pode ter uma ação, entre as cinco ou seis de sua carteira, para esperar retorno em um mês ou seis meses. Mas o recomendável é ter mais papéis que permitam a você viver como acionista das empresas, ou seja, ganhando dinheiro com a valorização das ações e o pagamento de dividendos.

PASSO 7 - Pondere antes de operar sozinho no homebroker

As vantagens do homebroker são inúmeras. O investidor faz compras e vendas no computador de casa e pode acompanhar o mercado de ações em tempo real. As aplicações se tornaram mais ágeis e seguras. Na mesma estrutura de compra e venda de papéis, o usuário pode ter acesso a notícias, gráfi cos e análises sobre as empresas e fundos de investimentos. Mesmo assim, o primeiro-tenente Holdymar Júnior, de 29 anos, prefere manter a gestão da carteira do clube que coordena com a corretora de valores. Eu poderia interferir nas alocações, mas, como não quero essa responsabilidade, nunca sequer sugeri uma mudança na carteira, diz Holdymar.

A opção do militar não é motivada por falta de preparo. Antes de investir, ele foi junto com a mulher fazer um curso sobre mercado de ações, promovido pela Bovespa. Hoje, o casal mantém um plano arrojado, com 80% do patrimônio investido em ações. Não temos filhos, somos jovens e acho que esse é o momento de arriscar, diz Holdymar. Foi por isso que ele se aproximou do Clube de Investimentos Duque de Caxias, formado apenas por ofi ciais das Forças Armadas. Na carteira, estão nove empresas: Gerdau, Guararapes (Riachuelo), Petrobras, Weg, Randon, Plascar, Usiminas, Votorantim Celulose e Taurus.
Holdymar Júnior, 29 anos: é um investidor que não gosta de opiniar sobre sua carteira

Em julho do ano passado, Holdymar tomou um susto quando a rentabilidade da carteira caiu 11,8%. Nem nesta situação ele interferiu na gestão do clube. Acho que cada profissional tem sua área de atuação, diz. Confio muito na corretora que escolhi e não me preocupo quando acontecem esses momentos de baixa. De fato, nos meses seguintes, a carteira recuperou a queda e subiu 28%. É essa tranqüilidade que faz Holdymar continuar distante do homebroker.

PASSO 8 - Tire proveito do sobe-e-desce

Ninguém duvida que 2008 será um ano de volatilidade. Antes de se assustar, saiba tirar proveito da situação. Se houver uma valorização expressiva de um papel, venda, porque é muito provável que depois de uma forte alta venha uma queda, diz Marcelo Canguçu de Almeida, diretor da corretora Concórdia, de São Paulo. Aproveite as baixas para comprar ações e, nas altas, realize o lucro, de preferência reinvestindo esse ganho no próxima baixa.

PASSO 9 - Saiba diferenciar mudança de tendência e correção de preços

Quando ouvir a primeira notícia de queda na cotação dos papéis que compõem a sua carteira, tente analisar se é uma correção de preços ou uma mudança de tendência. Correção é quando o mercado está inflado, a ação está supervalorizada e há uma oscilação natural, causada pela realização de lucro de alguns investidores. Não é motivo para se preocupar. Já uma mudança de tendência significa que os rumos foram alterados e as previsões já não são as mesmas para aquela companhia. Aí você deve se preocupar. Se não se sentir seguro sobre qual das duas mudanças de preços está influenciando a desvalorização da sua ação, siga o que os analistas sugerem a respeito daquela ação: acione sua corretora.

Como se calcula o preço de uma ação?

Para se chegar ao valor de um papel, os analistas utilizam um método contábil baseado nos aspectos financeiro, econômico e de performance da empresa. Trata-se de um cálculo do fluxo de caixa futuro da companhia. Ou seja, o que sobrará no caixa quando descontadas as despesas do faturamento. Esse número é trazido para os dias de hoje aplicando uma taxa conhecida como taxa de desconto, que é composta considerando dívidas contraídas pela companhia e a expectativa de retorno financeiro dos acionistas. Esse valor os especialistas dividem pelo número de ações e então chegam ao famoso preço justo, que, no entanto, nem sempre é o dos pregões. E o motivo é que sobre esse preço justo incidem para o bem ou para o mal dois indicadores bem difíceis de prever com exatidão: a volatilidade e a liquidez.

PASSO 10 - Não se julgue um profissional

Estima-se que o investidor pessoa física represente 20% do volume negociado na Bovespa chegando a 25% em alguns meses. Quem dita o mercado não é o pequeno aplicador, e sim o investidor institucional, em especial o estrangeiro, que responde pela maior parte do volume negociado na bolsa. Por isso, enquanto você é um pequeno aplicador, não tente competir com os gigantes. Aproxime-se deles para tirar proveito de suas apostas. Como? Um bom exemplo é o da Bovespa Holding, que abriu capital no fim do ano passado sob os olhares atentos de investidores institucionais. A alta demanda de estrangeiros fez as cotações subirem e os menos de 10% de pequenos investidores que compraram ações no dia da estréia na bolsa conseguiram ganhar mais de 50% em 24 horas. Desconfie se achar que você é o único que teve uma grande sacada. Dificilmente, mas dificilmente mesmo, essa sacada vai resultar em mais dinheiro.

PASSO 11 - Vença as tentações do acúmulo

Os consultores dizem que o grande teste para quem tem um plano de investimento é quando se chega à metade dele. Nesse momento, olhar o saldo é uma tentação. O dentista carioca Olímpio Pinto, de 74 anos, sabe bem o que é isso. No final dos anos 1970, Olímpio conseguiu quase quadruplicar o investimento com um único papel, o do Banco do Brasil. Ele aplicou seu dinheiro em uma ação que, em apenas três anos, passou de 14 reais para 55 reais.
Paulo Gil, 42 anos: perdeu dinheiro por não ler as instruções

Ver seu dinheiro valorizar tanto em plena época de inflação foi tentação demais para Olímpio, que se desfez da carteira e comprou uma praia em Angra dos Reis hoje a famosa Praia do Dentista. Mas se eu tivesse mantido o dinheiro ali mais alguns anos eu seria um homem milionário, diz. Talvez eu não fosse dono dessa praia que é conhecida nacionalmente, porém, certamente, teria comprado outras.

PASSO 12 - Fique atento ao momento de vender

O empresário paulistano Paulo Gil, de 42 anos, pensou estar diante de um grande negócio no ano passado. Ele aproveitou um raro momento de queda nas cotações da CPFL e comprou, no dia 21 de agosto, os papéis da companhia por 32 reais. Um mês depois, a ação tinha se valorizado 22,5%. Paulo só esqueceu de uma coisa: não leu o prospecto e não sabia que em uma semana a empresa estaria distribuindo dividendos. Vendeu com lucro, mas podia ganhar mais. Não só o papel continuou se valorizando, como perdi ótimos dividendos.

Lição apreendida, Paulo não cometeu mais erros assim. Dono de uma carteira diversificada tem ações de 14 empresas de oito setores, ele conseguiu se livrar de um mico. Percebeu a trajetória de desvalorização da Cosan que em novembro de 2007 acumulava queda de 51% no ano a tempo de recuperar o que perdeu. Paulo comprou ações da Cosan por 33 reais, em 30 de junho. Dois meses depois, e com queda acentuada, ele vendeu por 25 reais. O papel continuou caindo, mas isso já não preocupa o empresário. Paulo usou o dinheiro para comprar ações da WEG Motores, que acumula alta de 24,5% desde o dia da compra. Mandou bem! Agora é a sua vez.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/financas

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