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3 Lições de Carreira Que Você Pode Aprender Com o Parque da Disney

Você sabia que um parque de diversões pode ensinar lições sobre a sua vida profissional? Confira 3 lições de carreira que você pode aprender com o Walt Disney World

O Walt Disney World é um dos sonhos de muitas pessoas, crianças ou adultos. O parque de diversões é repleto de atrações que envolvem os desenhos e filmes que fizeram da nossa infância um período mágico. O que quase ninguém sabe é que esse ambiente pode esconder lições importantes sobre a sua vida profissional. Não acredita?

Confira 3 lições de carreira que você pode aprender com o parque da Disney:

1. Você sempre pode melhorar algo

O parque da Disney sempre tem uma atração nova. Seja um brinquedo, uma peça de teatro ou um filme novo nos pequenos cinemas, eles estão sempre melhorando o ambiente para atrair novos visitantes. Você também deve estar constantemente preocupado com o seu desenvolvimento profissional a fim de ser o funcionário que se destaca entre todos.

2. Todas as interações importam

Uma das grandes atrações do parque são as princesas da Disney, que são sempre simpáticas e interagem com todas as crianças. A interação é uma parte importante da sua carreira. Você deverá lidar com clientes, colegas de trabalho e até os seus superiores. Para isso, é preciso ser um bom comunicador.

3. Os detalhes podem fazer a diferença

Você dificilmente vai encontrar algum grande defeito no parque. Os seus idealizadores são muito preocupados com os detalhes, o que pode ser notado nos castelos e construções do ambiente. A mesma atenção deve ser prestada com a sua carreira. Sempre revise textos, e-mails e projetos para garantir que você não vai deixar alguma falha passar.


Fonte da imagem: Clique aqui

Administração: o Grande Segredo Está no Óbvio

Entenda com Peter Drucker por que o caminho para os grandes resultados não está nas fórmulas complicadas, mas sim nas mais simples 

Por José Wanderley

Para se conhecer a essência da Administração, nada melhor do que recorrer a Peter Drucker, considerado o guru dos gurus. O que distinguia Drucker de muitos outros era a capacidade de ver o óbvio e, como já dizia Nelson Rodrigues, "só o gênio vê o óbvio". E este óbvio corresponde à identificação dos princípios universais da excelência, ou seja, aquilo que torna possível desempenhos e resultados de alto nível.

O que deve ser enfatizado é que estes princípios são universais, ou seja, válidos para todas as épocas, tempos, contextos e culturas, mas a sua aplicação não é. A aplicação é caso a caso, específica para cada contexto e situação. Assim, o que deu certo no passado, ou em outras culturas, se aplicado mecanicamente na situação atual, pode redundar em grave equívoco. Portanto, o sucesso ou o fracasso de uma empresa ou um administrador está na identificação e na dependência direta da boa ou má aplicação destes princípios.

É sempre bom ter presente o que afirma o Prêmio Nobel Ilya Prigogine: "a era da certeza acabou". Isto quer dizer que vivemos num mundo de crescente complexidade, ambiguidade, incerteza e insegurança, e o risco está sempre presente. E como não existe solução mágica, a capacidade de pensar, refletir e agir tendo como algumas das bases estes óbvios ou princípios faz a diferença entre a boa e a má Administração.

Vamos a eles:

O produto final do trabalho de um administrador são decisões e ações

Uma empresa sobrevive ou não, tem êxito ou fracassa, de acordo com as decisões, escolhas e ações que fez ou faz, de suas estratégias e foco, seus sistemas de crenças e valores, lideranças, estilo gerencial, processos, estruturas, pessoas que seleciona e o sistema de treinamento e desenvolvimento que adota.

E decidir não é nada fácil. Assim, um estudo conduzido por Paul Nutt, professor da Universidade de Ohio, abrangendo um período de 19 anos com executivos e gerentes de 365 empresas, mostrou que mais de 50% das decisões, de uma forma ou de outra, fracassaram. Reforçando este estudo há a constatação da demissão ou da aposentadoria forçada de um número razoável de CEOs. Só no ano de 2000, por exemplo, foram cerca de 40 em empresas da lista da Fortune 500, tais como Compaq, Gillette, Hewlett-Packard, Xerox e Motorola.

E o que vale para empresas, também vale para nações e pessoas. Assim, o que cada um de nós é hoje, pessoal ou profissionalmente, é consequência destas escolhas e das ações adotadas para efetivá-las. Algumas escolhas são essenciais e importam em decisões sobre nossa religião, profissão ou papel social. Outras são operacionais, como a roupa que vamos vestir hoje para ir trabalhar.

O que deve ficar registrado é que, por um lado, de uma forma ou de outra, estamos sempre decidindo, pois não decidir já é uma decisão, e pode se constituir na chamada decisão por omissão. Por outro, que toda decisão é uma escolha entre alternativas e que tudo o que se faz na vida é uma alternativa, pois sempre é possível estar fazendo alguma coisa diferente. Mais ainda, a sua decisão é tão boa quanto a melhor alternativa que você conseguiu criar ou encontrar. Também considere que, na pior das hipóteses, "você pode não controlar o vento, mas pode controlar a vela".

Você pode decidir sozinho ou junto com outras pessoas. Quando você está decidindo com outras pessoas, você está negociando. Negociação não é nada mais do que comunicação e processo decisório compartilhado.

O administrador deve ser eficaz e eficiente ao mesmo tempo

O administrador eficaz é aquele que sabe o que é importante, agrega valor e contribui significativamente para se chegar à excelência de resultados. Em última instância, compreende as situações de acordo com o Princípio de Pareto, que reza que existem algumas poucas coisas relevantes em relação a muitas coisas triviais, inúteis e até mesmo perniciosas. E o que é fundamental para se ser eficaz? É a capacidade de avaliar. O megabilionário Warren Buffet quando perguntado pela razão do seu sucesso, respondeu: "É a minha capacidade de avaliar". Assim, quem não souber avaliar, jamais será eficaz. E mais ainda: a forma como uma pessoa avalia uma situação revela muito do que ela é, dos seus padrões de funcionamento e modelos mentais.

Já a eficiência está ligada à ação. Eficiente é aquela pessoa que faz muito bem o que se propõe a fazer ou o que lhe é pedido para fazer. E a eficiência começa por uma boa preparação. Benjamin Franklin já dizia por volta de 1750: "Quem não leva a sério a preparação de algo, está se preparando para o fracasso". Portanto, quem quiser fracassar já sabe a receita. É só não levar a sério a preparação.

Existem 4 situações, como se segue:
  • Alta eficácia e eficiência. Estes são os administradores excelentes, que sabem o que deve ser feito e fazem bem o que deve ser feito;
  • Alta eficácia, mas baixa eficiência. São aqueles que sabem o que deve ser feito mas não fazem. Muitas vezes por falta de iniciativa, procrastinação ou medo do fracasso. Também podem ser aqueles da turma do "eu não disse que não ia dar certo?";
  • Baixa eficácia e alta eficiência. Estes são administradores perigosos, pois são cheios de iniciativa e ação. São os "fazedores", mas que por não terem uma compreensão mais profunda do que estão fazendo, podem provocar muitos estragos. E se ainda por cima, tem influência e poder, vão culpar todo mundo pelos seus erros e estragos;
  • Baixa eficácia e eficiência. Estes nem mesmo podem ser chamados de administradores. São os chamados desistentes ou com desamparo adquirido.

O objetivo da Administração

Mas para que possamos decidir e agir com eficácia e eficiência, é preciso ainda continuar com Drucker. "O objetivo da Administração é levar as pessoas a atuarem juntas, tornando sua força eficiente e sua fraqueza irrelevante. Para tanto, a Administração lida com a integração de pessoas dando a elas objetivos e valores comuns. Também é trabalho da Administração tornar viáveis à empresa e a cada um de seus membros o crescimento e o desenvolvimento que precisam para fazer face às mudanças, enfrentar adversidades e aproveitar oportunidades. Isto significa que cada empresa é uma instituição de ensino e aprendizagem".

Mas o que deve ficar claro, por um lado, é que os verdadeiros valores de uma empresa são expressos pelos exemplos e comportamentos de seus líderes e não por jargões e slogans dependurados nas paredes. E por outro, que cada empresa é uma estrutura dinâmica em constante transformação para fazer face aos desafios, adversidades e demandas do meio ambiente. E, como disse Jack Welch, "Se o nível de mudança interno está abaixo do nível de mudança externo, o colapso é iminente". É por isto que uma pesquisa constatou que um terço das empresas que um dia foram as maiores do mundo e figuraram na lista da Fortune 500, não existia mais.

Mas para concluir, e entendermos ainda mais a questão, podemos recorrer ao que disse, Adam Smith, considerado o pai da economia, em meados do século XVIII: "A riqueza de uma nação está, em última análise, no conhecimento e no talento de seu povo, bem como na sua capacidade para organizar e aplicar o conhecimento, utilizar e desenvolver com eficiência os recursos humanos".

Em última instância, a essência da Administração, bem como o papel dos administradores, é contribuir de maneira fundamental para a construção da riqueza e prosperidade da sua nação e para o desenvolvimento do talento do seu povo, seu recurso mais importante.


Fábula do Cachorro Velho

Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho vira-latas com ela. 

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. 

Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço .. 

O cachorro velho pensa: 

-'Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ... 

Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: -Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ? 

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores. 

- Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega! 

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum.. . 

E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa : 

- Aí tem coisa! 

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -'Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!' 

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa: 

- E agora, o que é que eu posso fazer ? 

Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doloridas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz : 

- Cadê o filha da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! 
Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca! 

Imediatamente o leopardo se esquiva, sai para longe do cachorro e devora o macaco. 



Moral da história: 

- Não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. 

- Sabedoria só vem com idade e experiência. 

Dicas Para Achar um Bom Emprego Usando as Redes Sociais

Especialista ensina quatro dicas essenciais que podem gerar excelentes resultados para quem está a procura de trabalho 

O CEO e co-fundador da empresa de investimentos Venturocket, Marc Hoag, decidiu, há cerca de dez anos, que se dedicaria a ser alguém voltado a transformar o mundo em um lugar mais produtivo. Desde então, o executivo tem criado teses e dicas voltadas a ajudar os profissionais nos mais diversos momentos de carreira.

Em um artigo no Mashable, Hoag deu conselhos para uma situação que, segundo ele, tende a tornar-se cada vez mais comum: a busca por um emprego a partir da internet. Hoag cita que estudos recentes indicam que a maioria das companhias já acessa alguma rede social para buscar informações sobre possíveis candidatos a uma vaga de emprego e quase 80% delas dão uma olhada no perfil online dos profissionais, antes de chamá-los para uma entrevista pessoal.

A partir dessa constatação de que os profissionais são cada vez mais vigiados na internet, o especialista dá quatro dicas para quem quer ter sucesso na hora de procurar um emprego - ou ser procurado por um possível recrutador -, utilizando as redes sociais.

1. Ajuste sua imagem real às redes sociais

Para Hoag, as pessoas costumam esquecer que o perfil que elas mantêm no LinkedIn, Facebook, ou em qualquer outra rede social representa uma espécie de cartão de visitas. Assim, não adianta imaginar que um potencial recrutador não vá desclassificá-lo para o cargo, por conta de um comentário racista ou por uma postura inadequada na hora de escrever uma mensagem no Twitter sobre seu atual empregador.

"Tudo o que você posta, tuita ou comenta está sendo gravado e será usado contra você", brinca o CEO da Venturocket.

2. Mas mostre alguma personalidade

Ser cuidadoso demais nas redes sociais também pode ser algo negativo. Não é porque as pessoas devem evitar colocar fotos comprometedoras ou comentários inadequados que um recrutador espera que elas fiquem completamente caladas nas redes sociais. "Um empregador estará buscando um candidato que seja social e extrovertido, que demonstre capacidade de relacionamento e de comunicação", pontua. Ainda segundo ele, as empresas priorizam pessoas que demonstrem caráter e algum tipo de liderança. "Seja forte, opinativo, seja único", acrescenta.

3. Multiplique as chances de ser encontrado

Não adianta só ter um perfil adequado nas redes sociais. Quem busca um emprego precisa ser encontrado na internet. Para isso, o profissional deve inscrever-se no máximo possível de redes sociais e, de preferência, participar delas para que suas opiniões possam ser vistas na hora em que um recrutador buscar um assunto na web.

4. Conecte-se às empresas nas quais gostaria de trabalhar

"Não tenha medo de, forma pró-ativa, tentar fazer contato com a empresa que você está cortejando", afirma o especialista. Para isso, o profissional deve seguir a companhia no Twitter, virar fã dela no Facebook, entre outros. A única ressalva, segundo Hoag, é em relação ao LinkedIn, pois ele considera que as pessoas não costumam gostar de ser contactadas por profissionais que não conhecem, por meio dessa rede social. 

"Mas ninguém disse que você não pode participar de comunidades e grupos no LinkedIn no qual terá a chance de se conectar com essas pessoas [que o interessam profissionalmente]", complementa.

Quer contribuir com a matéria? Se você já foi contratado por meio das redes sociais, deixe suas dicas abaixo. 

Fonte: Olhar Digital
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Por Que Sucesso Alheio Dói, e Mais Ainda Com Redes Sociais

Com as redes sociais, os profissionais passam mais tempo se comparando com outros e se frustrando. Saiba o que fazer para relaxar e viver melhor

Por Lucas Rossi

Você tem um bom salário, oportunidades de desenvolvimento, desafios e espaço para crescer. Tudo vai bem até o dia em que um colega é promovido. Aparentemente não há problema algum, afinal você tem tudo o que precisa. Mas você se sente incomodado, como se algo não estivesse certo.

Trata-se de uma sensação de perda, provocada pela comparação com o sucesso alheio. "Achamos que sempre estamos perdendo algo e que, na disputa do dia a dia, não podemos deixar de ganhar nada", diz o professor Anderson de Souza Sant’anna, da Fundação Dom Cabral (FDC), de Minas Gerais.

O sucesso alheio dói. A cientista Sarah Brosnan, do departamento de psicologia da Universidade do Estado da Georgia, nos Estados Unidos, pesquisou nos últimos anos como reagimos quando recebemos recompensas diferentes. Um dos estudos, feito com macacos, ficou famoso em um vídeo que tem circulado pela internet nos últimos meses.

No experimento, dois macacos em gaiolas diferentes têm de fazer uma tarefa simples: entregar uma pedra para a cientista. Como recompensa, um deles ganha uma uva e o outro um pedaço de pepino.

Na escala de valores da macacada, uva vale mais que pepino (as bananas foram deixadas de lado porque faziam parte da dieta diária dos símios). Após executar a tarefa algumas vezes, o macaco que recebe pepino se revolta. "As pessoas reagem igual quando recebem recompensas diferentes", diz Sarah.

"Elas se comparam e percebem que estão perdendo. Não importa se você tem o bastante, se outros ganham mais, achamos injusto e ficamos revoltados como os macacos, mas tentamos nos conter, porque socialmente é melhor."

Um profissional faz comparações para saber se está ou não perto de ter aquela recompensa — e se ela foi justa. A forma mais primária acontece quando se reconhece uma qualidade em outra pessoa e passa-se a imitá-la. Na adolescência, isso ocorre quando todo um grupo adota o mesmo corte de cabelo, por exemplo.

Na vida adulta, esse mesmo comportamento pode ser verifcado entre profissionais recém-contratados que observam os códigos informais da empresa e depois de um tempo passam a mimetizá-los. "Isso é importante para sobreviver e crescer", diz o economista e filósofo Jean Bartoli, de São Paulo.

O mesmo mecanismo de comparação é usado quando um profssional recebe um aumento e o colega percebe que trabalha tanto quanto o primeiro, mas não ganhou a mesma recompensa. O risco maior é comparar-se com a pessoa errada. Isso ocorre quando se admira alguém.

"Somos incentivados, no mundo corporativo, a ser narcisistas e a nos comparar com as outras pessoas”, afrma Jean. Você vê um diretor e quer chegar àquele cargo, mas sabe que alguns degraus o distanciam. Para chegar lá, começa a imitar as atitudes e a usar o mesmo roteiro.

"Você copia a pessoa, mas muitas vezes não tem as mesmas características dela", diz Jean. A consequência é um sentimento de fracasso, pois, como o contexto é outro, a mesma história não se repetirá. Talvez até chegue ao cargo, mas os caminhos serão diferentes. 

Olhar distorcido

Grande parte desse descompasso ocorre porque raramente leva-se em consideração que as pessoas admiradas tiveram dificuldades no caminho. o que se vê é a imagem projetada. 

"A pessoa vende a imagem ideal para ela, afinal quer ser o centro das atenções", diz o psicólogo Paul Harvey, da Universidade de new Hampshire, nos estados Unidos, que estudou por que as pessoas criam expectativas acima do comum. "Na maioria das vezes, a comparação se dá com pessoas que têm um nível de entrega e que estão em um estágio muito diferente na vida."

Para agravar a situação, quando você coloca como referencial a história de uma ou várias pessoas, será obrigado a incluir na sua estrada algumas coisas que não fazem parte de seus valores. "Passamos a levar em consideração não o que desejamos de fato, mas o ambiente externo", diz Anderson Sant’Anna, da FDC. "A pessoa embarca na trajetória dos outros e se esquece dela própria."

A imagem que as pessoas retratam nem sempre é inteiramente verdadeira. Todos fazem uma edição dos melhores momentos. Quando um colega conta, em um momento descontraído, uma história de sucesso, ele omite os problemas que teve.

Quem vê de fora desconhece o que deu errado. Na hora de comparar, ignora a parte ruim e faz uma análise distorcida. “O ser humano é feito de problemas reais, não de imagens projetadas”, diz Jean Bartoli.

Com as redes sociais, isso fcou mais agudo. Todo mundo passou a ter uma história de sucesso. Mas, se antes a notícia da promoção de um amigo levava um tempo para chegar, agora ocorre em segundos. E nas redes sociais todo mundo aparece bem.

Até há pouco tempo, os modelos de sucesso eram políticos, empresários e celebridades. Comparar- se com eles era mais fácil. Estavam distantes. As pessoas apenas se inspiravam naquela história. Hoje, com as redes sociais, passamos a ter várias referências. E o pior: com pessoas próximas, o que faz com que sua frustração aumente.

A comparação é um ato instintivo. "Usamos as histórias por segurança, porque não queremos arriscar e pensamos que, imitando aquele caminho, chegaremos ao mesmo lugar", diz Anderson Sant’Anna. Deixar de se comparar é impossível. Precisamos disso para crescer, é inevitável. O importante é ter bons parâmetros para não cair na paranoia de achar que é pior que os outros ou poderia ser melhor.

"Você não pode criar um conflito entre quem você é e a imagem que cria dos outros", diz Jean. A melhor saída é entender que as pessoas têm seus defeitos e lembrar que a sua régua talvez as esteja medindo de maneira errada. É claro que existem injustiças. Algumas pessoas vão receber promoções e serão reconhecidas em seu lugar.

Nesses casos, se você usar a comparação com os parâmetros certos, vai conseguir apresentar argumentos e, talvez, ter a premiação desejada. "Sempre desejamos o que falta", diz Anderson Sant’Anna.

Mas o mais importante a levar em consideração é que você não é tão ruim quanto pensa. E também não precisa ser tão bom como as pessoas se mostram ser. Lembre-se de que elas também olham para você e têm o mesmo sentimento. No final, todo mundo acha que poderia ser melhor. Mas será que realmente precisamos sempre ter histórias magníficas de sucesso para contar?

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