Carreira – o “Patinho Feio”

Por Carlos Faccina

Não há como negar que sobre carreira muito se fala, analisa e recomenda, incluindo a mim.

Publicações especificas sobre o assunto vicejam nas bancas de jornais, livrarias e demais pontos de venda. Uma quantidade respeitável de seminários, congressos e Workshop tratam do assunto.

Não é, portanto, um problema de divulgação, análise e esclarecimento, mas carreira continua sendo o “Patinho Feio” dos quesitos importantes nas principais publicações que destacam as Melhores Empresas, quer por resultados, quer por ambiente de trabalho.

Se o critério da publicação é a nota atribuída pelos próprios funcionários, carreira aparece como uma das mais baixas, se não a mais baixa, entre as que possibilitam que a empresa seja considerada um lugar bom para se trabalhar.

Quando a classificação ocorre por resultados, as questões de recursos humanos e carreira, em especifico, raramente ocupam um lugar de destaque.

Por essas razões, veio-me à cabeça a fábula de Hans Christian Andersen, onde o patinho feio, que serve de exemplo como se fosse uma roupa que se veste de forma justa, deselegante, prejudicando a performance do seu portador para a vida.

O patinho feio,como sabemos, era, na realidade, um belo cisne,(como muitos, nasceu ou estava no lugar errado) correu risco de não ter sobrevida.

Abandonado, espezinhado pelos seus irmãos “patos”, sobreviveu e demonstrou toda a sua elegância, beleza e poesia para o mundo. Mas sofreu, quase pereceu e teve que ser muito forte para consolidar seu papel e posição na sociedade.

Assim ocorre com a carreira - fundamental para as pessoas e principalmente para as empresas, continua a ser tratada como patinhos feios (aqui não vai nenhuma rejeição aos patos). Quaisquer dúvidas sobre a questão carreira, não tratada como deve ser, importante e estratégica , pode ser esclarecida nesse sentido, ao se analisarem as principais publicações sobre as melhores empresas, quer por resultados, quer por ambiente de trabalho. Coincidentemente, as empresas, que obtêm os melhores resultados, apresentam as melhores notas sobre carreira.

Se carreira é importante, por que as empresas não dão o devido valor? Porque não a tratam como um belo cisne? listo a seguir, pontos que podem esclarecer a questão:

Carreira é ainda tratada de forma burocrática (no questionário sobre gestão de desempenho, existe um espaço para o gestor e avaliado preencherem as alternativas futuras,( normalmente permanecem no papel).

Carreira é promessa e raros são os gestores que se atrevem a fazer promessa com receio de não poderem cumprir com o prometido. Torna-se secundária, o objetivo é sobreviver (os assuntos não considerados “urgentes” são relegados a planos inferiores).

Receio de ser superado pelo subordinado (uma boa parte dos gestores teme promover e incentivar,( visto erradamente recearem perder no futuro sua posição).

Poucas empresas têm um plano realmente objetivo e definido de carreira – é difícil pela natureza do imponderado (mas não é impossível de ter um plano básico, pelo menos).

Assim, o ideal seria que a fábula de Andersen se tornasse realidade no quesito CARREIRA. Os patinhos feios são, na realidade, os belos cisnes do futuro.


Fonte da imagem: clique aqui

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