Naming: Como Dar Nome à Uma Nova Marca?


Por Leonardo Bermudez

Sabe-se que uma marca é mais do que um nome e um logotipo. Uma marca é um espírito que traduz valores, benefícios, atitudes e estilo. O nome, logo, preço, design de produto, embalagem, atendimento e todos os pontos de contato com o consumidor, combinados, são extremamente importantes para criar valor de mercado para uma iniciativa.

Um dos maiores fatores de sucesso para novas marcas, porém, é o seu nome. Por isso, vamos listar quais são os pilares de sucesso, para a criação de um nome realmente eficaz no processo de Brand Building:

1 – Ser Memorável
O nome de uma marca precisa ser facilmente lembrado pelos seus compradores e consumidores. Se o nome da marca é fácil de lembrar, haverá mais chances que seu produto seja buscado nas lojas, encontrado na internet, recomendado entre conhecidos (o famoso marketing boca-a-boca), escolhido em relação a uma nova marca concorrente. Já se o nome da marca é difícil de ser lembrado, ela deverá ser identificada pelas suas cores, design, e outros atributos, que dificultarão que ela seja realmente considerada como um bem único.

2- Ser Realmente Diferente
O nome de uma marca precisa ser realmente diferente dos demais concorrentes, dentro de uma categoria. Se o nome da nova marca for muito parecido com outro produto da mesma categoria já existente, ela certamente será conhecida pelos seus compradores como uma “cópia barata” do original.

É claro, que dentro da mesma Casa de Marcas, este problema não ocorre, pois as submarcas estão debaixo de um guarda-chuva de atributos maior. Por exemplo: A “Danone” é uma Casa de Marcas e alguns dos produtos que estão debaixo do seu guarda-chuva tem um nome iniciado com “Dan”- Dânio, Danette, Danoninho. Neste caso, as marcas se fortalecem pelos atributos do nome da marca mãe.

3 – Chamar Atenção
É importante que o nome chame a atenção do consumidor. Assim ele se destaca dos demais concorrentes de sua categoria, é considerado único na mente de seus compradores e ainda será mais facilmente lembrado durante o processo decisório de compra e recomendação.

4- Combinar com o Produto e Conceito de marca
É necessário que haja um “casamento” entre o nome, o produto e o conceito da marca. Não significa que um sabão para lavar roupas deva obrigatoriamente se chamar “Sabãozinho” ou “Brancura”. A sua comunicação, porém, deve combinar com o produto e o nome.

Por exemplo, nos casos de OMO, Ariel e Ace, que são marcas de sabão para lavagem de roupas, o nome não tem ligação direta com a categoria de produto, porém seus nomes (apesar dessas palavras não terem significado real) combinam e identificam bem suas marcas. Já no caso de Brilhante, também um sabão de lavagem de roupas, o nome indica um de seus atributos (a brancura) e conversa perfeitamente com o produto e espírito da marca.

5- Ser Fácil de pronunciar
Nomes de marcas como Google, Heinz, Hunter Douglas e Schweppes são hoje um sucesso no Brasil. Seus nomes, no entanto, foram uma barreira para o aumento de seu consumo e conhecimento, no inicio de sua história no país. Quando um nome não é claramente objetivo e pronunciável pelo seu comprador, as chances de que ele opte por uma “Soda Antártica” ao invés de uma “Schweppes”, em um restaurante, são bem grandes, pois existe o medo de pronunciar o nome errado e expor o comprador a um certo “vexame”.

Além disso, nomes difíceis de serem pronunciados são dificilmente lembrados e assim não podem ser recomendados facilmente. Um nome difícil de pronunciar exige que a marca seja extremamente relevante e traga um benefício acima das expectativas para que o consumidor se possa realmente identificá-la e guardar seu nome.


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