Autoconhecimento: O Caminho Para Inteligência Emocional

Quanto mais eu me conheço, melhor eu tenho condições de me gerenciar. Este é o primeiro passo da inteligência emocional. Preciso saber por que eu ajo e reajo de forma “a” ou “b” e quais as situações, coisas e perfis de pessoas que me fazem acionar meus gatilhos

Por Renata Klingelfus

Vivemos momentos de grande pressão, imprevistos, mudanças de rota, riscos e incertezas. E fazemos planos e planejamentos, que mudam muitas vezes por conta de interferências externas ou por conta de reações que temos a acontecimentos do cotidiano.

A chuva fez mudar a rota e atrasar o inicio do trabalho. O transito está monstruoso. O metrô entrou em greve. O mau tempo fechou o aeroporto principal. Alguém faleceu. Seu melhor amigo foi demitido. O pneu do carro furou. Você tem dois compromissos no mesmo horário. Um pedido de casamento. Seu bônus foi cortado. Você está grávida de gêmeos. Seu irmão foi assaltado. Sua esposa recebeu uma proposta para trabalhar em outro país. Seu ex namorado apareceu. Você recebeu duas propostas de emprego. Acordou atrasado. Prendeu o dedo na porta. Seu filho acordou doente. O gato subiu no telhado. Seu time do coração perdeu. É segunda-feira e está todo mundo de mau humor...

O que pode fazer a diferença sobre todos os acontecimentos acima é a escolha sobre como reagir a cada um deles. A escolha é particular e sobre ela temos algum controle. Pode arruinar um dia inteiro ou ser digerida de forma mais leve e inteligente ao gosto do freguês.

Temos muitas vezes a necessidade e o desejo de ter controle sobre as coisas, sobre os fatos e sobre as pessoas com quem lidamos na vida pessoal e profissional e nos esquecemos de olhar para dentro primeiro. Controle é ilusório. A sensação de controle por vezes nos gera conforto e segurança, mas não é real. Cada pessoa age e reage conforme suas crenças, valores e personalidades e são imprevisíveis. O ser humano é complexo. Se começarmos por nós mesmos, talvez seja difícil e uma maratona diária, mas temos chance de adquirir e manter bom nível de autocontrole através do autoconhecimento.

Quanto mais eu me conheço, melhor eu tenho condições de me gerenciar. Este é o primeiro passo da inteligência emocional. Preciso saber por que eu ajo e reajo de forma “a” ou “b” e quais as situações, coisas e perfis de pessoas que me fazem acionar meus gatilhos. O que me gera irritação, stress, descontrole emocional, agressividade, insegurança ou medo. Se eu conheço e avalio os porquês eu tenho melhores condições de escolher agir ou reagir de maneira diferente. Tratam-se de escolhas conscientes que são possíveis através de ferramentas de autoconhecimento.

Processo de coaching é uma das atividades que trabalham e auxiliam bastante nisso. Os profissionais se conhecem melhor e por consequência gerenciam melhor suas emoções e a si mesmos.

Se eu conheço os outros, eu gerencio melhor meu relacionamento com os outros. Este é o segundo passo da inteligência emocional. E uma das características mais disputadas nos profissionais nos dias de hoje. Por melhor que sejam seus resultados, suas habilidades e competências, o relacionamento com as pessoas, o trabalho em equipe e a comunicação são cada vez mais importantes e podem fazer a diferença no mercado de trabalho.

Conhecer melhor os outros facilita o processo de empatia e a possibilidade de trabalhar e desenvolver projetos em conjunto. Quanto mais eu me conheço e me observo, conheço os outros e observo os outros, mais chances eu tenho de criar bons relacionamentos no ambiente pessoal e profissional.

Trabalhamos e convivemos com os mais diferentes tipos de pessoas, sendo que cada um tem a sua história, experiências, criação e conjunto de valores único. Muitas vezes estaremos envolvidos em projetos com pessoas com as quais não temos afinidade ou não somos próximos sob nenhum aspecto e para que o resultado final seja positivo o autoconhecimento e a inteligência emocional devem ser utilizados. Se eu sei como eu funciono e como o outro funciona, eu tenho mais facilidade para ouvir e para atingir o ponto de equilíbrio, evitando assim desperdício de energia, discussões intermináveis, guerra de egos ou braço de força por exemplo.

Convido você a se observar mais e também aos outros, a se conhecer melhor, a ter na cabeça e na ponta da língua quais são suas competências e seus gatilhos. Quanto mais você exercita seu autoconhecimento e o conhecimento dos outros, mais você desenvolve a sua inteligência emocional.

O melhor de si com o melhor da outra parte levam a resultados positivos, fluxo e bons relacionamentos no campo pessoal e profissional.


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