Como Sua Empresa Avalia Candidatos a Uma Vaga?

Em pesquisa realizada pelo Nube, 35% dos internautas apontaram que o desempenho nas disciplinas escolares deveria ser um dos itens levados em consideração na hora de avaliar um candidato

Por Redação

Identificar o perfil adequado de um candidato é uma das mais importantes habilidades para quem é responsável pela contratação de novos colaboradores. Técnicas foram desenvolvidas por recrutadores para observar a conduta dos estudantes. A dúvida é: como os jovens pensam ser analisados? Uma pesquisa realizada pelo Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios, entre os dias 3 e 14 de fevereiro, propôs essa inversão de papéis. “Se pudesse alterar um processo de seleção, qual destes itens você usaria para avaliar um candidato a uma vaga?”.

No total, 8.572 internautas deram sua opinião. A disputa pelo primeiro lugar foi acirrada, mas ganhou o tópico “O desempenho nas disciplinas escolares”, com 35,07% (3.006 pontos). Para Erick Sperduti, coordenador de recrutamento e seleção do Nube, “quanto mais empenho, maior a probabilidade de ter sucesso dentro de uma organização, além de mostrar comprometimento e responsabilidade”. Sperduti também acha válido ressaltar: “o mercado está cada vez mais exigente e há uma preocupação do aspirante à vaga em ser competitivo e se destacar no ambiente escolar. É mais uma vantagem sobre os demais concorrentes”, afirma.

A percepção dos candidatos em dinâmicas também está relacionada a demonstrar noções sobre assuntos polêmicos. Para eles, é essencial possuir conhecimentos gerais em uma dinâmica. Desse modo, “Sua opinião sobre assuntos polêmicos” ficou em segundo lugar na pesquisa, com 34,39%, ou seja, 2.948 votos. “Podemos perceber um maior engajamento do jovem perante questões ligadas à política e assuntos relevantes de nossa sociedade, como foi visto nas recentes manifestações. É uma nova geração reivindicando seus direitos, aliada à tecnologia para manterem-se por dentro dos assuntos da atualidade”, explica o especialista.

A interação por notícias do cotidiano costuma ser um item de peso durante os processos seletivos. “Assim, notamos se ele costuma ler revistas, jornais e assistir noticiários. Traçamos então seu perfil, se possui interesse por futilidades ou se busca temas relevantes para seu amadurecimento”, esclarece Sperduti.

A linguagem utilizada na web, por sua vez, também foi destacada como uma possível forma de selecionar candidatos. Em terceira posição, ficou “A forma como se comunica nas redes sociais”, com 1.928 cliques, 22,49% do total. Na visão do especialista, cada tópico possui determinado valor em uma entrevista, mas “as redes sociais são uma "válvula de escape" para alguns usuários, podendo transmitir uma impressão equivocada ao recrutador”.

E quando se trata da aparência? Antigamente, piercings e tatuagens eram tabus e motivo de desclassificação em dinâmicas de grupo. Hoje, é notável o espaço conquistado por candidatos alternativos, embora dificuldades ainda existam em alguns setores. “O mundo corporativo está se adaptando com essa nova tendência e sendo mais flexível com a forma como as pessoas se apresentam”, observa o coordenador. Por essa razão, “Sua aparência: tatuagens, brincos e piercings” não se mostrou algo decisório e essencial na visão dos participantes, com apenas 690 votos, 8,05%.

Entretanto, vestimentas sociais e trajes adequados são solicitados, além de barba alinhada para os homens e maquiagem discreta para as mulheres. “Acaba sendo um fator fundamental, pois até o momento, o candidato desconhece a política da empresa e dessa forma, assegurará uma boa impressão”, finaliza Sperduti.


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