Incompetências Executivas

Saiba quais são as características imprescindíveis a um bom administrador

Por Laerte Leite Cordeiro

Os processos de seleção de executivos, nas empresas ou nas consultorias, já não mais se preocupam, como antes, em descrever funções, analisá-las e depois avaliar executivos à luz das necessidades funcionais assim estabelecidas.

Os processos mais recentes estão voltados, desde logo, para uma definição clara das competências necessárias para a eficaz performance nos cargos avaliados e selecionar, hoje em dia, significa identificar, nos profissionais avaliados, a disponibilidade das competências definidas como necessárias para cada cargo.

Cada caso é um caso e o composto de competências para cada cargo executivo em cada empresa varia, na medida em que não há duas empresas iguais. Mas também é verdade que um executivo é uma figura organizacional especial e que algumas competências são essenciais para todos os casos e que eventuais incompetências dificilmente podem ser aceitas para a admissão ou desenvolvimento de profissionais desse nível.

Quais seriam aquelas incompetências executivas para as quais não deve haver perdão nos processos de seleção? O que deveria ser eliminatório ao avaliar um executivo que já está na empresa para fins de promoção, transferência ou missões especiais?

A prática empresarial mostra que são inaceitáveis, no seu conjunto, as seguintes “incompetências”:


  • Incompetência para liderar sua equipe e fazê-la alcançar os resultados previstos;
  • Incompetência para se comunicar adequadamente, informando sua equipe sobre os fatos relevantes e motivando o time pela informação;
  • Incompetência para introduzir mudanças no seu ambiente de trabalho, evitando resistências de todo tipo;
  • Incompetência para estabelecer um clima ameno e eficaz de relacionamento com as pessoas no ambiente de trabalho;
  • Incompetência pela falta de iniciativa para o trabalho e a baixa proatividade que transforma o executivo em um mero e modesto executor;
  • Incompetência na falta de coragem decisória para fazer as coisas acontecerem, sem medo do rico de experimentar;
  • Incompetência na condição de empreendedor, demonstrando apenas ser um qualificado cumpridor de tarefas de rotina;
  • Incompetência na difícil arte de negociar, eventualmente prejudicando os resultados de sua organização;
  • Incompetência criativa, demonstrando falta de capacidade para desenvolver soluções novas e descobrir alternativas;
  • Incompetência para aplicar energia vital e vontade no trabalho, mostrando falta do “drive” executivo necessário;
  • Incompetência para mostrar confiança em si mesmo e com isso contagiar sua equipe e colegas de trabalho;
  • Incompetência para saber “ler” a cultura da sua organização e adotar medidas compatíveis com sua história e estilo.
Poderia ser maior a lista das incompetências executivas aqui oferecidas? Claro que sim. Nossa preocupação reside muito mais na falta de competência comportamental, do que na menor competência técnica. Até porque esta pode ser medida e corrigida com mais facilidade.

Mas convém não esquecer que a lista aqui mencionada certamente vale para a maioria das organizações e que um time executivo que sofra desses males de incompetência gerencial pode, sem dúvida, levar uma empresa ao desastre.

Laerte Leite Cordeiro e consultor sênior nas áreas de coaching de carreira, recrutamento e seleção de executivos, outplacement e recolocação profissional.
fonte da imagem: Clique aqui

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