Sem Qualidade, Não há Marketing Que dê Jeito

Nem a melhor equipe do mundo vende o que o cliente não valoriza

Por Roberto Shinyashiki

Já perdi a conta de quantos profissionais eu vi tentando fazer sucesso com produtos e serviços de segunda linha.

Nessas horas, o mais comum é uma reunião em que o empresário critica as equipes de marketing e vendas, acusando-as pelo encalhe. Pura ilusão!

Sem excelência, a decepção é praticamente inevitável. Quando o seu produto ou serviço não puder ser comparado aos melhores na sua categoria, o destino dele provavelmente estará selado: vai ficar no estoque.

Um médico pode chamar a atenção dizendo que tem um método de tratamento sensacional, mas se os pacientes não constatarem a eficácia, ele vai perder credibilidade.

Um creme de beleza que promete milagres não vai vender muito, se as consumidoras perceberem que ele não funciona tão bem quanto na propaganda.

No mundo de hoje, cheio de ofertas, o cliente sempre vai poder procurar alternativas, quando o seu produto não entregar o que ele quer.

Não é que o marketing seja desnecessário. É claro que você tem de anunciar o que tem para vender. Mas o seu sucesso só vai se manter e se consolidar se sua palavra tiver conteúdo e for corroborada pelasatisfação do cliente.

O mercado das ideias não é diferente. Recentemente, assisti a uma palestra do palestrante e autor americano Guy Kawasaki, para quase 2 mil escritores e aprendizes de escritores, e um jovem reclamou que nenhuma editora quis publicar o seu livro de negócios.

Kawasaki respondeu: não reclame, apenas vá a uma livraria e observe quantas opções os leitores têm: Jim Collins, Malcolm Gladwell , Ram Charan, os meus... Então reflita sobre por que o leitor compraria o seu livro. Se o seu livro não tiver uma mensagem muito especial, é natural que editora nenhuma queira publicá-lo, porque é provável que pouquíssimos leitores queiram lê-lo.

É claro que há exceções, editoras que não reconhecem algumas obras extraordinárias, principalmente na área de ficção. Mas, na maioria das vezes, o problema esta na origem.

Valorizar exageradamente o trabalho do departamento comercial pode ter consequências nefastas.

Repito: o pessoal de vendas é crucial para o sucesso. Mas nem a melhor equipe do mundo vende o que o cliente não valoriza.


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