Amizade no Trabalho: Mocinha ou Vilã?

Autor: Nathaly Bispo

O mundo corporativo, naturalmente, incentiva a competição. Logo, as pessoas criam laços de amizade, mas muitas reclamam que eles não conseguem ser tão intensos devido a estes atropelos gerados pelo cotidiano turbulento. No entanto, quando se tem um ambiente favorável à cooperação dentro das equipes, as relações são facilitadas e a possibilidade de construção de amizades verdadeiras é maior.

Parcerias, coleguismo e amizade, ou seja, as relações informais, sempre foram e serão importantes para sensação de segurança das pessoas: mas, qual é o limite saudável para alimentá-las?

“Até o ponto em que você tenha condições de cobrar, criticar e, se for preciso, demitir a pessoa próxima a você. Isso é maturidade. Quando a imaturidade toma o lugar do profissionalismo, a amizade torna-se um fator perigoso, pois prejudica não apenas as relações, mas os resultados e, consequentemente, a carreira de quem não souber separar bem as coisas” explica Alexandre Prates, especialista em desenvolvimento humano.

Outra reclamação muito constante dos profissionais é a de que existe um perfil que usa a amizade como forma de ‘puxar o tapete’ dos outros, “essa pessoa gosta de se fazer de amiga para conhecer as qualidades e defeitos de todo mundo, independente do nível hierárquico, e a partir disso, criar intrigas para desestabilizar os colegas. Dessa forma, ela quer se passar de amigável para seu superior e subir na carreira” afirma Prates.

Dicas para manter-se sempre atento!

As pessoas passam tanto tempo no trabalho que é normal que criem uma relação de coleguismo e que esta venha a se tornar uma boa amizade, inclusive, em alguns segmentos isso pode ser sinal de engajamento e resultados positivos. Conforme já mencionado, essa amizade ajuda uma equipe a ficar ainda mais próxima e compreensível entre si.

Porém, esse elo deve ser de fraternidade, transparência, admiração e, sobretudo, apoio e troca de ideias produtivas, pois quando, em prol da amizade, a incompetência é velada e a desonestidade é ocultada, um grande profissional pode ver sua carreira ser prejudicada por não saber colocar as coisas no seu devido lugar, isso pode chegar ao ponto de atrapalhar a produtividade e a tomada de decisões.

“Além disso, é importante que a pessoa esteja segura de que o conceito de amizade verdadeira para cada um é diferente. Acredito que seja possível uma amizade entre profissionais da mesma empresa, mas desde que não ocupem cargos de subordinação ou concorrência entre si. Isso porque, em tais casos, os interesses profissionais e o racionalismo da relação interpessoal confrontam com a espontaneidade da relação entre amigos” ressalta José Carlos Ignácio, diretor da JCI Acquisition.

E você, acha que a fluência da amizade não conflita com a forma de relacionamento profissional? Confira as dicas dos especialistas Prates e Ignácio para saber se sua amizade está equilibrada:

· Seja visto como uma pessoa de fácil relacionamento, assertiva, confiável e profissional, que coloca os interesses da empresa acima dos interesses individuais Deixe as coisas claras.

· É importante que as pessoas compreendam que vocês podem se desentender no calor do trabalho e saírem para almoçar juntos.

· Não jogue a sujeira para debaixo do tapete. Crie o hábito de resolver tudo sempre. Não deixe as conversar difíceis para depois.

· Esteja pronto para perder algumas amizades. Infelizmente, quando crescemos na empresa, vamos perdendo algumas pessoas pelo caminho.


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