Série SEU NEGÓCIO - Já Pensou em Abrir Uma Loja Própria em um "Shopping Online"?

Breno Masi, fanático por tecnologia, vende até caneta da Apple e diz ter ganhado cerca de R$ 15 mil e uma plataforma que permite a criação de lojas virtuais personalizadas

Por Michelle Ferreira

Quem não tem um celular antigo, um presente que não gostou ou um livro já lido que poderia ser vendido? Breno Masi, empresário fanático por tecnologia, acumulava bugigangas em casa até levar uma bronca da mulher. “Minha esposa disse: ‘ou você dá um jeito nisso ou eu vou jogar tudo fora’. Eu tinha várias coisas que não usava”. A solução: abriu uma loja virtual de "produtos tecnológicos" e pôs à venda desde carrinho de controle remoto até canetas da Apple. Em alguns meses, ele diz que já ganhou mais de R$ 15 mil.

Masi poderia ter vendido os objetos usados para amigos ou anunciado em um site como o Mercado Livre, mas decidiu criar, ele mesmo, uma loja virtual mais pessoal. Ele recorreu ao Loja Integrada, uma plataforma que permite que pessoas criem seus próprios e-commerce em cerca de 15 minutos, lançada em maio. O usuário pode escolher e personalizar o layout. Com a "Mac Masi", o empresário já vendeu videogame, notebook e até um iPad velho.

Adriano Caetano, diretor da Loja Integrada, explica que a plataforma foi feita para quem entende de negócio, mas não de programação. “A frustração de uma empresa pequena é ter que pagar caro para alguém fazer o site. O empreendedor se sente impotente. Hoje, não é mais preciso ter um manual ou fazer um curso. Não precisa aprender HTML. Os nossos clientes têm outros empregos, uns possuem até loja física, mas não precisam ser especialistas de internet”.

O "shopping center online" oferece cinco planos. Na versão grátis, o usuário pode colocar em sua vitrine virtual até 50 produtos e ter mil visitar por mês – depois de exceder o número de visitas, o site é colocado "em manutenção" e o cliente deve aguardar o próximo mês ou mudar de plano. “O tempo é suficiente para um teste. No plano grátis, o usuário consegue saber se o produto dele vai se dar bem no mercado”, afirma Caetano.

Masi começou com o plano gratuito e hoje pulou para o terceiro plano, de R$ 99. Ele usa o Facebook e o Twitter para divulgar os produtos e diz ter vendido mais de 35 itens. “Eu consegui vender até um palm, que eu achei que ninguém fosse comprar. Ninguém usa mais aquilo”. A vantagem da plataforma, diz ele, é a facilidade na forma de pagamento. Os clientes podem pagar de três formas: cartão (Visa ou MasterCard), boleto bancário ou transferência eletrônica.

Mas nem tudo é tão fácil. Entre as desvantagens, Masi diz que dá muito trabalho ter uma loja virtual e também cita a falta de relatórios que a plataforma oferece. “Eles poderiam informar quais são os itens mais vistos, por exemplo”, diz. Se um consumidor tiver problemas na compra de algum produto, como atraso ou até a não entrega, a Loja Integrada lava as mãos: a responsabilidade de satisfazer os clientes é inteiramente dos donos das lojas.

Do lado da startup, Caetano sente que falta conhecimento para os brasileiros. “Abrir uma loja e pensar que tudo são flores não existe. Achar que não precisa investir em marketing, também não. Não dá pra achar que vai ficar sentado em uma rede e não vai ter trabalho”.

De acordo com o diretor, a ideia fez sucesso. A startup chegou a mil contas cadastradas em apenas um mês, uma meta antes prevista para um ano inteiro. Com três meses, são mais de 11 mil lojas cadastradas, embora 85% delas estejam no plano gratuito, e uma média de 150 lojas abertas por dia. “Os 15% pagantes auxiliam a bancar as contas porque eles movimentam a maior quantidade de vendas. Outra forma de lucrar é com os intermediadores de pagamento. Nós usamos o Paypal, o PagSeguro, o Bcash e o Mercado Pago, que nos repassam de 0,5% a 1% da compra”. A meta dele é chegar a 60 mil lojas cadastradas até o final de 2013.


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