Administração Não é Para Amadores

É preciso fundamentar a gestão em um grande sistema de controle, que começa no planejamento, passa pela execução do que foi planejado e segue continuadamente pelos mecanismos de ajuste 

Por Giuliano Barbato Wolf

Não é sem razão a preocupação do governo e de empresários com o elevado número de negócios malsucedidos e falências de empresas recém-abertas no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae Nacional, a taxa de quebra nos primeiros dois anos de atividade empresarial é de 26,9% no país. Desse total, cerca de 95% dos casos acontecem devido a má administração pela inexperiência de profissionais ou pela aposta em leigos para assumir a gestão empresarial.

Infelizmente, ainda são poucos os que sabem valorizar a necessidade inerente de uma administração profissional para estabelecer o bom funcionamento das organizações, com baixo risco e resultados financeiros atraentes. Dentro desse contingente, um percentual ainda menor consegue assimilar e resgatar a essência da ciência da Administração com seus princípios, enunciados e leis. Atividades importantes como a elaboração de um bom plano de negócios – apenas para citar um exemplo – às vezes são negligenciadas.

Em 30 anos de estudos das particularidades da área, estabeleci alguns conceitos a partir de uma palavra de ordem: controle. É preciso fundamentar a gestão em um grande sistema de controle, que começa no planejamento, passa pela execução do que foi planejado e segue continuadamente pelos mecanismos de ajuste. São processos para reduzir os riscos de perdas com eventos inesperados, erros, baixa produtividade e tantas outras ineficiências do processo produtivo. A construção de uma administração sólida, então, passa necessariamente por pessoas, processos e sistemas, devidamente integrados, operando em modelos de alto controle e baixo risco.

O estabelecimento dessas percepções e entendimentos a respeito do correto funcionamento das empresas facilita muito a tomada de decisões pautadas nas melhores práticas de Administração. É o que denominamos de inteligência empresarial, por vezes não valorizada, porém com seu desenvolvimento sendo essencial para a fundamentação de instituições sólidas, altamente eficazes e com reduzido risco de mortalidade.


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