BYOD: Uma Batalha Perdida Pelas Empresas

Autor: Caio Lauer

Impedir os funcionários de usarem seus próprios celulares e computadores para a realização das suas tarefas profissionais já não é mais possível. Este é o resultado de uma pesquisa realizada com 4.371 trabalhadores de 19 países de companhias com no mínimo 50 funcionários, pela Ovum, empresa de análise e inteligência de mercado.

Esta tendência empresarial, mais conhecida como BYOD (Bring your own device, em português, “traga seu próprio dispositivo”), estimula os colaboradores a utilizarem seus aparelhos pessoais também para cunho profissional. A vantagem para a organização é que, muitas vezes, seu funcionário pode trazer recursos ainda mais qualificados do que a empresa oferece, como, por exemplo, um iPad ou um iPhone.

De acordo com o estudo da Ovum, quase 70% dos smartphones ou tablets pertencentes aos respondentes acessam informações profissionais. A pesquisa também perguntou aos funcionários sobre os softwares que utilizam em seus dispositivos móveis. O e-mail e o calendário são as aplicações mais utilizadas, porém outras vêm ganhando espaço, como redes sociais corporativas (25,6%), arquivos de sincronização e compartilhamento de serviços (22,1%) e mensagens instantâneas e VoIP (30,7%).

“Empresas e áreas mais ligadas a tecnologias, como as de TI, Internet, Marketing e Comercial, que pedem mais deslocamento e flexibilidade por parte do profissional, já tem essa cultura bastante enraizada”, Anderson Figueiredo, gerente de pesquisa e consultoria da IDC, empresa de inteligência de mercado e TI.
Facilidades do Bring your own device

O principal fator que impulsiona o BYOD é a mobilidade. As pessoas querem trabalhar e ter acesso a seus documentos em qualquer lugar, a qualquer hora e, de preferência, no seu próprio dispositivo. Para isso, as empresas precisam disponibilizar recursos como cloud computing e virtualização como respaldo. Atualmente esse tipo de tecnologia já não é tão custoso, e a principal missão está em definir quais são as políticas de acesso e segurança.

Existem algumas ressalvas na adaptação do BYOD, pois são inseridos dispositivos e softwares que não fazem parte da realidade e do padrão da empresa. Questões como segurança dos dados e políticas de compartilhamento devem ser bem claras para os funcionários, pois um dispositivo pessoal pode conter informações sigilosas da organização. “O BYOD passa por três ‘Ps’: processos, procedimento e políticas. Isso bem definido engaja o funcionário sem a necessidade de coibi-lo a usar um ou outro software ou máquina”, aponta Anderson Figueiredo.

De acordo com o gerente da IDC, gadgets mais complexos já permitem que os usuários criem seus próprios aplicativos. “Esta é uma preocupação para a segurança da empresa, pois assim fica difícil garantir a confidencialidade das informações, já que seria utilizado algo totalmente fora do padrão”, alerta.



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