Mostre para seus amigos

Conte para seus amigos sobre o Blog do Cabra, e curtam nossa página no Facebook!!!

Actio Consultoria e Treinamento

A ACTIO é uma consultoria empresarial que transforma grandes idéias em realidade e desenvolve projetos de acordo com as necessidades de seus clientes, traduzidos em inovação, desenvolvimento, e melhoria nos resultados da organização.

O Blog do Cabra recomenda

Ações de Motivação Dos Funcionários Necessitam de Equipe e Líder Maduros, continue lendo no Blog Administrando Você.

Destaque do Blog do Cabra

Muitos gostaram deste assunto, um assunto bastante procurado e mereceu destaque.

A disposição de todos

Nossos colunistas estão a disposição de todos para tirar dúvidas e sugestões, deseja ler sobre um assunto? Fale para nossos colunistas.

Estratégia Empresarial

Por Francisco Velez Roxo e Humberto Fernandes Gonçalves


A formulação e implementação de estratégias empresariais é um processo de gestão visando a tomada de decisão a médio e longo prazos envolvendo decisões relativas à definição de negócios (produtos, serviços, clientes alvo, posicionamento, etc.), objetivos de desenvolvimento e, muito em especial, a fatores chave de sucesso. 

A estas decisões, pelo seu caráter duradouro e pelo que representam no relacionamento futuro da empresa com o seu meio envolvente, atribui-se o caráter de decisões estratégicas. Precedem e condicionam as decisões operacionais, visando estas obter da exploração corrente, do dia a dia, o maior lucro possível através da satisfação dos clientes. 

Para um determinado mercado, as decisões estratégicas são tomadas, numa primeira fase, através do processo de formulação da estratégia. 

Tal processo envolve: 
  • uma fase prévia destinada a identificar ameaças e oportunidades que o meio envolvente pode trazer à empresa, no presente e/ou no futuro (o Diagnóstico Externo) 
  • a identificação dos pontos fortes e fracos que a empresa revela, quando comparada com a concorrência (o Diagnóstico Interno). As conclusões retiradas destes diagnósticos vão condicionar as fases seguintes do processo: 
  • segmentação do mercado; 
  • análise dos segmentos do mercado; 
  • escolha dos segmentos-alvo que a empresa pretende atacar; 
  • definição da ação comercial a implementar nesses segmentos; 
  • definição dos objetivos de desenvolvimento a atingir. 

Esta seqüência assente na lógica fundamental do processo, não invalida o caráter eminentemente iterativo deste mesmo processo. 

Estratégias genéricas 


Não obstante o esforço das empresas para selecionarem os mercados cujo sistema de oportunidades/ameaças melhor potencie os pontos fortes e minimize os pontos fracos, estas, na esmagadora maioria dos casos, vêem-se compelidas a competir num mercado onde já se encontram instaladas empresas e disponíveis produtos concorrentes. 


Neste contexto, para cada negócio/produto/serviço, as empresa dispõem, fundamentalm ente, de duas estratégias base de competição que poderá, em alternativa, implementar nesse mercado: 
  • a diferenciação; e 
  • o custo mais baixo. 


Como podem ser identificadas estas duas estratégias tipo? 


Quando os clientes reconheçam, num produto, diferenças (que não o preço) relativamente aos produtos da concorrência, pelas quais estão dispostos a pagar mais estamos muito possivelmente perante uma estratégia de diferenciação bem conseguida. 


Os fatores de diferenciação podem incidir especificamente no produto em causa ou nos seus atributos periféricos: Serviço, Credibilidade do pessoal envolvido, Inovação, Localização, Complementaridade entre negócios, Dimensão da empresa. 


Se o produto obtido - e, consequentemente, colocado no mercado - estiver a um custo inferior ao da concorrência (estratégia custos mais baixos) por força de elementos como a localização, a inovação tecnológica, as economias de escala, as economias resultantes da experiência estamos muito possivelmente perante uma estratégia de custo mais baixo bem conseguida. 

As características específicas de cada empresa e/ou dos mercados onde atua e, ainda, a fase do ciclo de vida em que se encontra o produto disponibilizado nesses mercados, implicam, frequentemente, a necessidade de introduzir adaptações específicas nestas duas estratégias empresariais base, por forma a conseguir-se que respondam, cabalmente, às questões particulares levantadas por aqueles condicionalismos. 

Os condicionalismos mais freqüentes podem sistematizar-se em aspectos: 

- Relativamente à empresa/produto: 

  • A dimensão - empresa grande ou pequena; 
  • A sua posição relativa em termos de quota de mercado - empresa líder ou não líder; 
  • A fase do ciclo de vida em que se encontra o seu produto - lançamento, crescimento, maturidade ou declínio. 

- Relativamente à estrutura da indústria/setor em função do grau de concentração do mercado: 
  • Muitas empresas com quotas de mercado pequenas - indústria/setor fragmentado ou disperso; 
  • Algumas, poucas, empresas repartem entre si a maioria do mercado; indústrias globais ou setor concentrado. 

Conjugando estas duas estratégias genéricas com as crescentes intensidade concorrencial e a globalização da economia mundial duas outras são de realçar: 

Estratégia de diversificação


Estatisticamente, o seu grau de sucesso aumenta quando se conseguem sinergias que se traduzem por redução de custos e/ou potenciam o grau de diferenciação dos produtos disponibilizados). Pode ser subdividida em: 


  • Diversificação de produtos: novos produtos nos mesmos mercados. 
  • Diversificação de mercados: os mesmos produtos em mercados diferentes. 
  • Diversificação total: novos produtos em mercados diferentes. 

Estratégia de internacionalização


Pode assumir várias formas. Considerando um critério crescente de envolvimento/comprometimento da empresa, são possíveis: 

  • A exportação indireta (vender a um intermediário que exporta em seu próprio nome); 
  • A exportação concentrada ou licença (cessão de know-how); 
  • A exportação direta; 
  • As joint-ventures; 
  • As filiais de distribuição; 
  • As filiais de produção; 
  • As filiais integrais. 


São igualmente distinguíveis, a um outro nível das estratégias de internacionalização, duas subestratégias : 


- Multidoméstica, multinacional ou plurinacional: empresa implantada num ou vários países para servir, exclusiva ou fundamentalmente, o mercado local de cada um desses países. 


- Global ou transnacional: em que o objetivo é, para além da satisfação do mercado local, a reexportação para outros países. 



No limite, os diferentes componentes de um produto podem ser fabricados em países distintos, aproveitando as vantagens específicas de cada país.


Fonte: Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, IAPMEI de Portugal
Fonte da imagem: gettyimages

6 Ferramentas Para Fazer Networking Sem Sair de Casa

Confira algumas rede sociais, aplicativos e sites que turbinam a sua agenda de contatos a partir de um clique

Por Camila Pati

Há muito tempo que o networking deixou de ser feito apenas ao vivo, com a tradicional troca de cartões. Hoje em dia qualquer pessoa pode investir na sua rede de relacionamentos profissionais mesmo estando sentada no sofá de casa, em um domingo chuvoso.

Redes sociais, sites e aplicativos têm facilitado, mudado e ampliado a maneira como se faz networking. “Hoje o profissional tem a escolha de abrir sua imagem para o mundo”, diz Winnie Welbergen, consultora da Hays.

Está precisando turbinar sua rede de relacionamentos sem sair de casa? Confira algumas ferramentas para fazer isso.

LinkedIn

Lançada em português em 2010, a rede social voltada para trabalho atingiu recentemente a marca de 10 milhões de usuários brasileiros cadastrados - no mundo inteiro são 175 milhões. Os números tornam o LinkedIn o espaço virtual mais indicado, na atualidade, para a criação de novos relacionamentos de carreira.

O principal recurso para investir no networking dentro do LinkedIn é a função "grupos". É possível conectar-se a pessoas com interesses em comum e aumentar sua rede de conexões.

Power Meeter

Criado em julho pelo britânico Shed Simove, o Power Meeter - chamado originalmente de 85by55 (85 mm x 55 mm é a medida de um cartão de visita) - é inspirado no Chatroulette, site que coloca aleatoriamente desconhecidos em contato pela webcam.

O networking por meio do Power Metter é imprevisível, como o próprio Shed classifica. Isso dá um tom mais divertido para as conversas que duram 2 minutos. O usuário se cadastra e escolhe, por meio de uma lista de assuntos, com quem quer conversar. Se o papo vai para frente pode até virar negócio e um nome a mais na sua agenda de contatos. Caso contrário, é só partir para o próximo.

Atlz

Criada pela brasileira Paula Guedes, a Atlz é uma rede social profissional no estilo do LinkedIn mas com foco em universitários. Por lá, também é possível conectar-se com outras pessoas interessadas em compartilhar pontos de vista e aprendizagem sobre temas em comum por meio de grupos.

O usuário também pode seguir empresas e participar de comunidades para manter contato com pessoas que tenham os mesmos interesses profissionais.

Work Simple

No Work Simple, é possível ter seguidores e seguir outros usuários, assim como fazer e receber recomendações. Você pode adicionar seus objetivos profissionais e compartilhar em tempo real, com sua rede de contatos. Também dá para criar seu portfólio e fazer um perfil individual, de equipe e de empresas.

Camcard

Se você considera que a troca de cartões ainda é a alma do networking, mas acaba perdendo aqueles pequenos pedaços de papel pode começar a usar o CamCard.

O aplicativo é um “leitor” de cartões de visita, a partir da câmera do seu celular ou tablet. Ele reconhece e decodifica as informações, automaticamente organizando a sua agenda de contatos.

Com o programa você também pode criar o seu cartão inserindo manualmente os dados. O cartão virtual pronto pode ser enviado por SMS, e-mail ou QR code (código para identificação instantânea pela câmera de smartphones).

Beknown

O aplicativo Beknown, criado pelo Monster Worldwide, especializado em recrutamento, permite aos usuários do Facebook estabelecerem uma rede profissional dentro da rede social. A proposta é ter as duas redes no mesmo site, mas separadas. Além disso, a ferramenta de networking também auxilia na busca de oportunidades profissionais.


Fonte da imagem: Clique aqui

[30.10.2012] OPORTUNIDADES = ACTIO + NÓBREGA



Vagas de disponíveis na cidade de: João Pessoa - PB


"As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam"
Bernard Shaw


VAGAS:

Informamos nossas vagas atuais para que sejam compartilhadas entre seus contatos:


1. SECRETÁRIA EXECUTIVA PARA CLÍNICA ODONTOLÓGICA E CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO
2. SECRETÁRIA TRAINEE PARA LOJA DE CALÇADOS
3. VENDEDOR EXTERNO
4. VENDEDORAS DE CONFECÇÕES INFANTIS
5. VENDEDORAS DE CONFECÇÕES
6. VENDEDORAS DE CALÇADOS
7. ESTOQUISTA/REPOSITOR
8. CONSULTOR IMOBILIÁRIO
9. ESTAGIÁRIA DE ADMINISTRAÇÃO PARA SETOR DE QUALIDADE
10. GARÇOM
11. COZINHEIRO
12. AUXILIAR DE COZINHA
13. SUPERVISOR DE PRODUÇÃO



Currículos devem ser enviados para:
vagas@nobregaeassociados.com.br

Conheça Seu Mercado

por Jeff Wuorio

Considere isto um trabalho de casa para candidatos a empreendedor. Só que a nota obtida no final da aula determinará o êxito ou fracasso do negócio. Sua tarefa é um projeto de pesquisa. Você vai pesquisar a validade do seu plano de negócio. Vou conduzi-lo pelas etapas de como adequar a pesquisa antes de iniciar um negócio.

Muitos empresários já sofreram muito para apreender o real significado de "adequar". Veja então aqui uma lista de verificação com alguns elementos que qualquer pesquisa de viabilidade de negócio deverá conter:


Pesquisa de mercado

Pode parecer surpreendente, mas vários empreendedores iniciam um negócio sem jamais entender realmente o mercado que planejam atender. É fundamental conhecer o tamanho potencial do mercado e, com isso, que tipo de resposta seu serviço ou produto atrairá:

Dados demográficos. Tentar vender alguma coisa sem saber se o comprador tem dinheiro no bolso é caminho certo para o fracasso. Conheça os números por trás do mercado, incluindo níveis de renda, faixas etárias e se o mercado-alvo está se expandindo ou retraindo. As fontes de informações demográficas podem incluir várias autoridades governamentais, como IBGE ou SEBRAE.

Feedback dos clientes. Um elemento igualmente importante da pesquisa de mercado é obter uma perspectiva mais pessoal dos clientes, sejam eles clientes em potencial ou já existentes. Não deixe de perguntar o que realmente valorizam, de preços baixos a suporte ao cliente, ou um elemento específico do seu produto ou serviço. Se você estiver iniciando um novo negócio ou modificando um produto existente, pergunte se sua empresa tem condições de resolver algum tipo de problema percebido. "Uma pesquisa é realmente eficaz quando identifica problemas que não estão sendo solucionados", diz Peter Meyer, autor de "Creating and Dominating New Markets" (Criando e dominando novos mercados). "Realize regularmente entrevistas para obter informações e, se alguém não for cliente, pergunte o porquê. Que produto você poderia oferecer para torná-lo um cliente ou que problema poderia resolver para alcançar o mesmo objetivo?"

Concorrência. Um terceiro elemento de pesquisa de mercado é conhecer quem você terá que enfrentar. Sem dúvida alguma você vai estar competindo com alguém, portanto, nunca imagine ser o único em um ramo de negócio específico. Uma pesquisa no local é bastante útil. Observe a característica do movimento dos clientes, fique atento às altas e baixas, tanto no número de clientes quanto no que costumam comprar e, caso seja um varejista, não tenha vergonha de ir lá pessoalmente fazer compras. Outra opção de pesquisa inclui uma visita ao site do cliente na Web ou, se o concorrente for uma empresa de capital aberto, obter todos os documentos que esse tipo de firma deve fornecer. Por fim, embora seja tentador focar nos pontos fracos do concorrente, observe de perto o que está funcionando bem. "Entenda como ganham dinheiro", diz David Gumpert, autor de "How to Really Start Your Own Business" (Como iniciar seu próprio negócio). "Não fique só de olho nas falhas; descubra como conseguem manter o negócio".


Preços

Um elemento complementar da pesquisa de mercado é examinar bem o que será cobrado dos clientes. Naturalmente, é importante ter uma idéia dos preços praticados no mercado para ser competitivo. Nesse aspecto, avaliar os serviços e dados da concorrência a partir de associações comerciais e profissionais é extremamente útil. Porém, observa Meyer, preste atenção em cada elemento que contribui para a formação dos seus preços finais. "O preço, de fato, é muito mais uma ferramenta de marketing do que uma forma de recuperação dos custos", diz ele. "As pessoas pagarão mais por uma solução ou um produto valorizado. Certifique-se, portanto, de pesquisar o valor total".


Localização

Sim, o velho mantra "localização, localização, localização" tem seus méritos. Isso é particularmente crítico nas operações do varejo. Pergunte a todos os possíveis proprietários que lhe locarão um imóvel se têm, já pronta, uma análise do movimento de transeuntes. Novamente, a observação direta é sempre uma boa opção; verifique o entra e sai, as vagas para estacionamento e as firmas próximas que possam ajudar ou dificultar o fluxo de clientes para sua empresa. E não deixe de lado a questão da localização só por não estar vendendo jóias ou roupas. Um escritório bem localizado em um logradouro nobre pode ser uma boa vantagem para uma firma de consultoria iniciante. Em seguida, examine os dados e tendências comerciais disponíveis para as pessoas que residem na área.


Pesquise seus custos

Saber quanto sai pela porta em despesas é essencial para estimar quanto será necessário obter para se manter no negócio. Faça uma pesquisa completa dos custos previstos. Inclua tudo, de salários a aluguel e, pelo menos no primeiro ou dois primeiros anos, subdivida os custos em intervalos de três meses. Além disso, acrescenta Gumpert, é bom ser um pouco macabro ao prever gastos: "Provavelmente, os custos serão maiores do que o esperado, assim como o primeiro cliente provavelmente levará mais tempo para aparecer do que você imagina".


Cuidado com o excesso de informações

Embora uma boa pesquisa seja vital para o crescimento e sucesso de qualquer negócio, há um ponto em que o bom pode se tornar demasiado. Não se deixe ficar preso às pesquisas a ponto de permitir que o excesso de informações torne o processo de tomada de decisões um trabalho cansativo. Observe se sua pesquisa se confirma na realidade. Se, por exemplo, você estiver atingindo suas metas de receita ou de conquista de clientes, a pesquisa terá atingido a marca pretendida. E, acrescenta Meyer, observe os aspectos repetitivos: "Se estiver fazendo perguntas e continuar obtendo as mesmas respostas seguidamente, você sabe que está no lugar certo".


Jeff Wuorio
Fonte : empreender para todos
Fonte da imagem: gettyimage



Os 7 Pecados Capitais do Dinheiro

Todo mundo comete algum pecado quando se trata de administrar a própria grana. Confira as recomendações de especialistas para amenizar pequenas transgressões

Por Chrystiane Silva

Atire a primeira pedra quem nunca cometeu um pecado quando o assunto é dinheiro. Pode ser a inveja de alguém que tem um investimento que rende mais do que o seu ou a vontade de comprar muito, mas muito mesmo, sem conseguir se controlar. Os sete pecados capitais — gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e vaidade — fazem parte do cotidiano e todo mundo pode pecar em algum momento da vida. 

A origem deles é antiga, surgiram no século 6, quando o papa Gregório Magno (540-604 d.c.) deu origem à lista dos sete pecados capitais, usando como referência as cartas do apóstolo Paulo, escritas durante suas visitas religiosas às comunidades coríntia e romana. No século 13, a igreja católica reconheceu oficialmente esses pecados como infrações de caráter do homem. no mundo das finanças, os problemas começam quando esses pecados prejudicam sua relação com o dinheiro. 

Com a ajuda de nove especialistas em finanças pessoais, você vai aprender como fugir dos deslizes que podem comprometer seu planejamento financeiro e a realização dos seus sonhos.

Gula por tecnologia

Quando a Apple anunciou a abertura de sua loja de músicas e filmes no Brasil, a iTunes Store, o engenheiro civil Luiz Augusto Pacheco, de 30 anos, pressentiu que teria problemas. Entre os sete pecados capitais, ele sempre comete o da gula. Nesse caso, a gula é a sua voracidade por comprar produtos tecnológicos. 

"Na primeira semana, gastei 300 dólares comprando músicas." O sócio da Inva Capital, empresa de investimentos, em Curitiba, Paraná, sempre foi aficionado de tecnologia. Quando era adolescente teve mais de 100 jogos para videogame. Hoje, ele tem todos os produtos da Apple e já comprou a recém-lançada Apple TV. Sabendo que sua tentação são produtos eletrônicos, Luiz faz um orçamento mensal que prevê a compra desses produtos.

1. Gula

Quando o assunto é finanças pessoais, o pecado da gula pode ser comparado ao consumo em excesso. Quem tem gula por compras, provavelmente, é mais suscetível a cair no endividamento para adquirir imediatamente o que deseja. "Antes de cometer esse pecado é preciso perguntar: eu realmente preciso comprar isso agora?", diz Ricardo Fairbanks, consultor da Dinheiro em Foco, em São Paulo. 

Quem decide que quer comprar um carro zero-quilômetro sem ter dinheiro vai pagar juros altos. É o custo da gula. Um automóvel que vale 35 000 reais, parcelado em 60 prestações, com juros de 1,5% ao mês, vai custar 46 208 reais quando você terminar de pagá-lo. Sendo que 11 208 reais serão gastos apenas com juros. Mas o pecado da gula também pode se manifestar na hora dos investimentos financeiros. 

O guloso sempre pensa nos ganhos rápidos e muda de aplicação sem considerar que pode perder grana. "Ele acha que não corre nenhum risco", diz a psicóloga Vera Rita de Mello Ferreira, representante no Brasil da Iarep (associação internacional de pesquisas em psicologia econômica, na sigla em inglês). Esse perfil é o mais propenso a cair em fraudes financeiras.

2. Avareza

A proporção de avarentos no país é muito maior do que se imagina. De cada 100 pessoas, pelo menos 20 preferem guardar o dinheiro em investimentos seguros e não comprar nada, segundo levantamento feito por Raphael Cordeiro, consultor financeiro, em Curitiba, Paraná. 

Os avarentos adiam o consumo, não se permitem gastar nada além do planejado e, quando decidem investir, optam pela poupança. "Eles acreditam que estão guardando dinheiro, mas na verdade estão perdendo oportunidades de ver a grana aumentar em outras aplicações mais rentáveis", diz Raphael. Uma boa solução é começar a diversificar os investimentos, colocando uma parte em renda fixa e um pequeno percentual, 20%, em ações. 

A determinação de não gastar pode fazer com que os avaros façam negócios financeiros ruins. "Eles negociam tanto a redução das taxas de investimento que ficam com poucos serviços prestados pelas corretoras", afirma a economista Alexandra Almawi, da Lerosa Investimentos, em São Paulo. Uma solução para equilibrar a vida dos avarentos é recorrer ao planejamento financeiro. Com os objetivos definidos, fica fácil gastar grana com um carro novo sem sentir culpa.

3. Luxúria

Os luxuriosos gostam de ostentar produtos caros e requintados. "A ideia de consumir para ter status é frustrante porque é um caminho sem fim", diz Jurandir Sell Macedo, consultor de finanças pessoais e professor da Universidade Federal de Santa Catarina. A luxúria é tão presente no mundo das finanças que o economista americano Thorstein Veblen fez vários estudos até sua morte, em 1929, e concluiu que o único objetivo do consumo é a ostentação.

Para ele, a acumulação de dinheiro e de bens materiais é menos uma necessidade e mais a busca de uma posição de honra na sociedade. É claro que todo mundo gosta de mostrar para o amigo o carro novo ou a roupa da moda, o problema é quando a busca do prazer do consumo é a única razão da vida. 

Eles não conseguem adiar essa busca e, por isso, geralmente, ficam endividados e investem pouco. Nesse caso, a solução é não gastar mais do que se ganha. "Mas, quando os luxuriosos decidem investir, preferem ser mais agressivos", diz Rogério Bastos, diretor da consultoria de investimentos FinPlan, em São Paulo. No entanto, a meta é ter a máxima rentabilidade para financiar seus caprichos, que são bem caros.

4. Preguiça

A preguiça é o pior pecado capital. No mundo das finanças, o preguiçoso é o principal candidato a perder dinheiro. É ele quem costuma deixar as prestações atrasar por preguiça de ir ao banco quitá-las. Com isso, paga juros. Uma alternativa, nesse caso, é recorrer ao débito automático. 

Ele também costuma pagar mais caro nas compras porque prefere as lojas de conveniência, onde os produtos têm preços maiores. O preguiçoso pode deixar o dinheiro parado na conta-corrente ou aplicar apenas na poupança porque tem preguiça de escolher outro investimento. Quem colocou 50 000 reais na poupança em janeiro de 2011 chegou ao fim do ano com um ganho de 3 600 reais, considerando uma rentabilidade nominal de 7,20%. 

Já quem perdeu um pouco mais de tempo, pesquisou investimentos e aplicou os mesmos 50 000 reais em um fundo de renda fixa, com juros de 12% ano, taxa de administração de 1,5% e Imposto de Renda de 15%, ganhou 4 462,50 reais. "A diferença parece pequena, mas ao longo do tempo esses valores aumentam muito o saldo total", diz Rogério Bastos, consultor da FinPlan, em São Paulo. Conheça seus desejos e trace um planejamento para realizá-los.

Adeus, preguiça

A disposição que o empresário paulistano Emiliano Felipe Pedro, de 37 anos, tinha para fazer atividades circenses não se refletia na necessidade de cuidar do dinheiro. "Até os 30 anos, eu só gastava, tinha preguiça de pensar em investimentos." A situação mudou depois de viver quase cinco anos em Londres com a mulher, Rachel. 

Lá, os dois participavam de uma companhia de circo e recebiam cerca de 3 000 libras por mês. "Percebemos que a libra valia muito mais do que o real e começamos a poupar", diz. Quando voltou ao Brasil, tentou montar um grande empreendimento, que não deu certo. Depois, abriu uma agência que produz espetáculos artísticos, a TrixMix, e fez um curso de finanças pessoais. 

Hoje não perde tempo quando o assunto é cuidar da sua grana. Ele mantém 40% do patrimônio em títulos do governo comprados por meio do Tesouro Direto e o restante vai para ações e fundos imobiliários.

5. Inveja

Mesmo quem não quer confessar sabe que lá no fundo sente inveja de alguém ou de alguma coisa. "A inveja é quando você compra o que não precisa, com o dinheiro que não tem, para causar uma boa impressão em quem você não gosta", diz o consultor financeiro Mauro Calil, da Calil & Calil, de São Paulo.

Se é assim, é natural que os invejosos acabem consumindo mais do que podem para ostentar o mesmo carro ou a mesma roupa de um amigo ou parente. "Uma das grandes molas do consumo do mundo moderno é a inveja", diz Jurandir Sell Macedo, consultor de finanças pessoais. 

No lado dos investimentos, a inveja é bastante presente e uma das causas do efeito manada do mercado financeiro. Essa é a dominação do fenômeno que ocorre quando algumas pessoas começam a ganhar dinheiro na bolsa e várias outras entram no mercado, como uma manada, para ganhar também. 

A mesma coisa acontece quando a bolsa despenca. O problema é que quem age dessa forma deixa de lado seus objetivos e sua estratégia de investimentos. "Se espelhar em alguém pode até ser saudável, se não for uma obsessão", diz Andre Novaes, presidente da Life Finanças Pessoais, em Campinas, no interior de São Paulo.

6. Vaidade

Tem gente que fica muito vaidosa em contar aos amigos que suas aplicações financeiras estão rendendo bem mais do que a média do mercado financeiro. Provavelmente, são pessoas bastante vaidosas. "Finanças pessoais é assunto particular. Você não deve falar com ninguém sobre elas no clube ou no restaurante", diz Rogério Bastos, consultor da FinPlan, em São Paulo. 

A vaidade, quando não está controlada, pode fazer com que você opte pelo consumo excessivo no presente e deixe de pensar no futuro. Para escapar da cilada dos gastos desenfreados, a dica dos especialistas é recorrer ao planejamento financeiro. "Ele vai ajudar a balizar seus gastos de forma eficiente", diz Marcos Silvestre, consultor de finanças pessoais. Se na vida as mulheres são mais vaidosas do que os homens, no mundo financeiro eles é que pecam mais. 

"A mulher é mais cuidadosa na hora de escolher seus investimentos e busca muitas informações. Já a vaidade masculina faz com que os homens acreditem que conhecem tudo e invistam com pouca informação. O risco de perder dinheiro nessas condições é grande", diz a economista Alexandra Almawi, da Lerosa Investimentos.

7. Ira

A bolsa de valores caiu 18% no ano passado e, provavelmente, você deve ter ouvido a história de alguém que investiu em ações, perdeu muita grana e decidiu nunca mais voltar para o mercado de capitais. 

Provavelmente, essa pessoa está cometendo o pecado da ira. Quando alguém está irado, não avalia os riscos de um investimento, age impulsivamente e, nesse caso, a possibilidade de perder dinheiro é grande. 

Outra situação comum em que o pecado da ira aparece é durante o divórcio. "Nessa hora, quem está com raiva quer tirar todo o dinheiro do ex-cônjuge", diz Ricardo Fairbanks, consultor da Dinheiro em Foco, em São Paulo. É comum que os irados prefiram as aplicações financeiras que rendam mais — eles são investidores arrojados. Nesse caso, o melhor jeito de amenizar a ira é fazer a diversificação dos investimentos. 

Outra opção é criar uma carteira resistente às oscilações, comprando ações de companhias que atuem em setores correlacionados, como exportadoras e importadoras. Quando as importações crescem, o investidor ganha porque as ações estão em alta. Quando o fluxo da balança comercial muda, ele continua ganhando, só que com a alta das exportações


Fonte da imagem: Clique aqui

Série SEU NEGÓCIO - 10 Erros em um Ponto de Venda


Por José Carmo Vieira de Oliveira

Num ponto de venda é essencial criar estímulos aos potenciais clientes. Daí, que a atmosfera geral deva ser aproveitada como meio de chamar a atenção. Saiba como evitar alguns dos erros mais comuns.

1. Descuidar da vitrine

A vitrine deverá ser transformada num permanente convite. Colocar uma espécie de cada um dos produtos, num amontoado confuso, é um erro muito comum. A vitrine não é um catálogo. Pense como se fosse um consumidor: uma vitrine clara, em que se perceba o que é vendido com duas ou três mensagens claras como os de promoção, novidade, exclusivo, por exemplo.

2. Iluminação deficiente

É desagradável entrar numa loja que se encontra em ambiente de autêntica penumbra. É, certamente, uma péssima primeira impressão. Também o será se, ao entrar, o cliente tiver a sensação que levou com um flash nos olhos, tal a intensidade da luz. No equilíbrio está a virtude, e esse equilíbrio será diferente em cada caso e para cada tipo de produtos ou serviços que se pretende vender.

3. Não cuidar da temperatura

Um ponto de venda deverá sempre procurar reter durante o máximo de tempo possível os clientes no seu interior. Se não investir num sistema de refrigeração adequado, poderá deparar-se com situações em que no interior do seu estabelecimento esteja mais quente do que no exterior, o que é um convite à saída...

4. Cores desajustadas

Não chocar, nem ser agressivo ao escolher as cores base do seu ponto de venda são decisões extremamente importantes. As cores fazem parte de todo o ambiente. E, certamente, você quer um ambiente agradável e facilitador dos contatos e das vendas. Cores que distraem a atenção do cliente é um erro. Mas também a ausência de cor ou cores demasiado deslavadas, "anônimas", dá certo desconforto, por isso precisam ser evitadas.

5. Não utilizar de simpatia

Evite perguntas como:

- Deseja alguma coisa? 
- Posso lhe ser útil?

Pois, se o cliente entrou no seu ponto de venda, certamente, deseja alguma coisa, nem que seja uma informação. Não se irrite com as perguntas tolas, procure entender que o cliente possa ter dificuldade em explicar e seja sempre prestativo, nem que seja para chamar um táxi ou para indicar uma rua. Lembre-se que o mais importante é segurar o consumidor e deixar a sensação de que valerá a pena retornar àquele estabelecimento.

6. Layout inadequado

Ao entrar no ponto de venda, o cliente tem que perceber, automaticamente e com facilidade, onde é o atendimento e onde estão expostos os artigos. Evite aquelas disposições de espaços nas quais não se sabe bem onde começa o expositor e o estoque, ou onde apenas a pessoa do atendimento é capaz de discernir onde está o produto, levando o cliente a ter de contatar sempre com ela. Neste caso, perderá o cliente ocasional, que entra para dar "uma olhadela". Este sairá de imediato, pois não percebe nada que lhe interesse, unicamente devido à disposição interior do ponto de venda.

7. Dar informações erradas

Se, na vitrine, há uma mensagem de desconto, cujo prazo já está acabado, o cliente que se interessou por ela será perdido. É também um erro grave dar informações diferentes daquelas que estão indicadas na etiqueta ou no folheto técnico. Os clientes, mais cedo ou mais tarde, tomarão consciência de que houve engano e o prejudicado será sempre o ponto de venda. A má e a boa fama vivem, muito, do "boca-a-boca", e um erro desses pode atingir gravemente o seu negócio.

8. Não renovar regularmente a imagem geral

Uma vez ganho o cliente, a sensação de que a loja está sempre na mesma - no sentido da decoração, vitrine e produtos expostos -, certamente, não ajuda a atraí-lo e fazê-lo voltar, pois este já sabe que não encontrará nada de novo. Uma "remodelada", de vez em quando, pode estimular a atração de novos clientes e levar os consumidores habituais a interessarem-se pelas novidades.

9. Não cuidar dos estoques

Se alguns produtos não têm a saída esperada, não os deixe ir amontoando indefinidamente. Isso, certamente, dará um ar de imobilismo, que deve ser evitado, além de poder trazer problemas de espaço e de arrumação. Vale tentar "desová-los" com descontos ou saldos. Pelo menos, sempre salva alguma coisa e o prejuízo será menor, podendo, além disso, ganhar clientes para melhores ocasiões.

10. Descuidar da formação do pessoal

Dá péssima impressão um vendedor apenas saber o preço do produto que o cliente deseja e desconhecer as suas características e seus principais benefícios. A formação do pessoal é uma necessidade óbvia, em termos de qualidade de atendimento, capacidade de informação e técnicas de vendas, fatores que poderão proporcionar melhores resultados.

"Muitas vezes não se vende. O cliente é que compra". Esse talvez seja, ainda hoje, um dos um dos principais erros nos pontos de venda. É um erro também muito comum não olhar as práticas e estratégias da concorrência, retirando dali os ensinamentos positivos que se poderão aplicar no nosso ponto de venda. A diferenciação, a atenção ao cliente, toda a questão do espaço de venda são também fatores que não podem ser descuidados.

Aquilo que chamamos merchandising - que abarca conceitos e práticas que vão desde o vitrinismo ao layout dos espaços interiores, às cores, entre outros -, são aspectos ainda muito descuidados no comércio atual.

O atendimento é ainda o fator que faz a grande diferença. "O prazer em receber, a atenção ao cliente e a simpatia são os elementos que nos cativam como consumidores, mas que tantas vezes estão ausentes de grande parte dos pontos de venda". Daí que a grande aposta deverá ser o reforço nestes componentes, principalmente através da formação do pessoal.

Nota-se já, sobretudo entre os mais novos, uma nova imagem do comércio, fruto da aposta no profissionalismo e na adoção de tecnologias que potencializam os resultados positivos, e que têm estado ausentes do comércio em geral, basicamente dos pequenos pontos de venda. 

José Carmo Vieira de Oliveira é Consultor do Sebrae-SP
Fonte: Site SEBRAE-SP
Fonte da imagem: gettyimages

7 Passos Para Tomar Decisões Melhores

Aprender a tomar decisões é fundamental para facilitar a sua vida. Aprenda a fazer escolhas mais acertadas seguindo sete passos simples. Confira!

Tomar decisões pode ser um verdadeiro drama. Consequências, escolhas e opções a considerar podem ser bastante estressantes, mas se você criar um método próprio pode facilitar muito esse momento. Confira quais são os 7 passos para tomar decisões melhores e evite o sofrimento nessas ocasiões:

1. Identifique seu objetivo

Para tomar uma decisão consciente é necessário saber o que você quer. Seja autorreflexivo, pense antes de escolher. Pode parecer uma dica clichê, mas a verdade é que fazer alguns questionamentos a você mesmo é a maneira mais simples de identificar quais são os seus objetivos. Você realmente quer trocar de emprego ou só está com preguiça do seu trabalho? Identifique o problema real e se baseie nele para tomar sua decisão.

2. Elimine escolhas estabelecendo padrões

Estabeleça uma espécie de padrão de qualidade capaz de ajudar você a definir quais são as suas prioridades naquele momento. Para tomar uma decisão, é necessário estar consciente das vantagens e desvantagens que a opção escolhida oferece. Portanto, crie um padrão de qualidade e analise as suas possibilidades baseando-se nele.

3. Não se preocupe em achar o melhor

A maneira como você se sente em relação às suas decisões é fundamental. Você não precisa se preocupar em escolher o que é considerado melhor. Escolha apenas aquilo que faz com que você se sinta bem. Pense na escolha de maneira objetiva.

4. Esteja ciente das opções

Para que você faça uma escolha consciente, é fundamental que conheça bem todas as suas opções. Não ter conhecimento de tudo o que está em jogo com as suas decisões pode levá-lo a escolhas bobas. Portanto, é essencial que você tome conhecimento dos prós e contras de cada uma das opções a serem consideradas.

5. Tente não se apressar

Talvez seja um caso de extrema urgência, mas quanto mais pressa você tiver ao decidir, mais chances terá de fazer a escolha errada. Ao tomar uma decisão, leve o seu tempo. Pare, pense e questione-se quantas vezes forem necessárias. Lembre-se de que por mais banal que essa decisão pareça, ela irá afetar a sua vida de alguma maneira. Por isso, procure não correr com isso.

6. Não se preocupe com as pequenas coisas

Sempre que possível, elimine a necessidade de decisões pequenas. É claro que isso não significa deixar as coisas menores de lado, mas procure investir mais esforço e dedicação em grandes decisões, que têm o poder de mudar a sua vida. Por que sofrer para escolher o sabor da sua sobremesa? Acredite mais dos seus instintos e nas suas vontades. Deixe a tarefa de pensar para casos mais complicados.

7. Faça uma análise pós-jogo

Após cada decisão tomada, procure perguntar a si mesmo quais foram os principais motivos para que você as escolhesse. Analise os seus passos e procure entender o que o levou àquela escolha. Isso irá facilitar o seu autoconhecimento e, em consequência, as suas próximas decisões.


Fonte da imagem: Clique aqui

Executivo ou Sacerdote? O Que é Melhor?

O executivo eficaz não deve ter vocação sacerdotal. Veja artigo de consultor que faz provocações sobre os tipos de lideranças existentes dentro de uma organização.
O fato da realidade é que o livro “O Monge e o Executivo”, classificado na revista Veja na categoria de auto-ajuda e esoterismo, ocupa por mais de três ou até quatro anos consecutivos a relação dos mais vendidos.

Impressiona-me a quantidade de pessoas com quem convivo nos eventos que coordeno sobre “Gestão de Pessoas e Liderança”, que mencionam os conceitos transmitidos pelo seu autor James Hunter.

O dado da realidade comprova que realmente além de continuar relacionado entre os mais vendidos, as lições têm trazido grandes repercussões e impactos nos profissionais das empresas brasileiras. No entanto, sinto-me extremamente constrangido e consternado com as ilações e interpretações que a grande maioria dos leitores fazem dos ensinamentos transmitidas nas 139 páginas deste livro.

Já ouvi, ninguém me contou, afirmações que induzem nivelar as responsabilidades do verdadeiro líder com as de um sacerdote, monge, bispo ou assemelhado.

Prestando muito cuidado, atenção e zelo com o conteúdo e o tom de minhas palavras, para não desrespeitar ou ofender os valores privilegiados pelos alunos, não devo me furtar o direito de fazer algumas observações sobre a realidade objetiva e concreta do nosso dia-a-dia.

Faço as seguintes explicações:

• As diferenças entre executivo e sacerdote não existem apenas no plano conceitual/teórico, mas notadamente nas concepções, princípios, valores e, principalmente, nas motivações.

• Um dos principais compromissos das instituições religiosas e seus líderes são com a vida depois da morte.

• Um dos principais compromissos das empresas e de seus executivos são com resultados positivos (lucro) enquanto vivos e, simultaneamente, desenvolver o talento das pessoas que lideram, criando um ambiente de trabalho descontraído, alegre e produtivo.

• As atribuições de um verdadeiro líder gestor de pessoa parecem ser incompatíveis com a de um sacerdote.

• Os objetivos sacerdotais são o pregar e catequizar as “verdades inquestionáveis”, contidas na Torá (Livro sagrado da Lei. A tábua eterna do Sinai, pergaminho imenso e venerável) no Corão ou na Bíblia.

• Os verdadeiros líderes têm dúvidas suficientes para questionar, desafiar, colocar em cheque e testar novas idéias e posições (Warren Bennis).

• O tempo para o sacerdote é elástico, pois suas missões não têm necessariamente prazo nem custo para serem cumpridas.

• O dinheiro é arrecadado de seus devotos, praticantes e crentes.

• O tempo para o executivo é inelástico, é de reposição impossível, pois suas missões têm sempre prazos e custos envolvidos.

• O dinheiro das empresas é captado através dos acionistas que precisam ter retorno, pois se trata de uma responsabilidade social, que é a única maneira de promover o desenvolvimento da sociedade, gerando novos empregos na busca incessante de diminuir a miséria gerando riqueza e bem estar social ao mesmo tempo.

• Para as principais religiões o “sofrimento” é purificador. Exemplo: “Chorai e gemei neste vale de lágrimas, porque o vosso reino será dos céus”, não é o que pregam?

• Hoje as empresas estão investindo muito dinheiro com pesquisas de clima organizacional para garantir a criação de uma cultura em que seus colaboradores não “sofram” com comportamentos inadequados e autoritários de seus lideres.

• Os executivos estão cada vez mais buscando a diversidade de opiniões, valorizando as diferenças e não as semelhanças.

• Os sacerdotes convivem com o silêncio e a obediência de seus seguidores.

• A única resposta que os verdadeiros líderes devem se negar a receber de seus colaboradores é o silencio, não a divergência. (Warren Bennis).

Obediência não, disciplina sempre

Obediente, segundo Aurélio, significa: submisso, vassalo, dócil e humilde. Dócil e humilde, quando apresentados como sinônimos de submisso e vassalo, adquire significado diferente. É extremamente agradável e gratificante conviver com pessoas dóceis e humildes, ao contrário de agressivas e arrogantes. Submissão e obediência significam aceitar, passivamente, verdades inquestionáveis.

Confesso ter enorme dificuldade em aceitar repartir o mundo entre as pessoas com base em princípios que exigem obediência. A visão maniqueísta do mundo não deve existir na realidade das organizações de sucesso. A “tirania do ou”, (viva a “genialidade do e”), conforme consta nas páginas 74, 75 e 76 do livro “Feitas para durar”, de James Collins e Jerry Porras. Eles comprovam cientificamente esta minha afirmação.

Se você, como gestor e líder de pessoas, estiver em busca apenas da obediência, recomendo que mude de profissão, pois ainda a tempo suficiente para se tornar um Sacerdote. Há uma enorme diferença entre pessoas “obedientes” e “disciplinadas”. Defendo e admiro, ardorosamente, os disciplinados e desobedientes / questionadores, jamais os indisciplinados e obedientes / vassalos.

Os simplesmente obedientes merecem minha indiferença, que é um sentimento difícil de brotar no meu coração, mas não posso negar que sinto.

Indivíduos que cumprem ordens sem saber porque as estão cumprindo são absolutamente dependentes não merecendo, no meu entender, estar na folha de pagamento da sua empresa. Nem mesmo o líder deles. Nos momentos de crise, que nunca na história da humanidade foram eternas e permanentes, podemos admitir a “obediência consciente”, lúcida, em benefício do bem comum.

Quem é excessivamente obediente, sempre faz tudo sem saber o que está fazendo. São verdadeiros “paus mandados”, na maioria das vezes adoradas e idolatrados pelos seus “chefetes”, não líderes, pois não lhe estimulam o pensamento divergente na busca de sufocar qualquer situação de conflito, que, no meu entendimento, é algo inerente na vida de qualquer ser vivo e em crescimento.

Questionamento final: qual é, no fundo mesmo, a sua vocação: executivo ou sacerdote?

Danuza Leão, em seu artigo na Folha de S.Paulo de 15 de março de 2009, afirma que “não se incomodaria nem um pouco se fosse excomungada”. Pegando carona nesta frase eu também “não me incomodaria nem um pouco se fosse exonerado de uma organização que tivesse valores determinísticos e prescritivos na gestão de pessoas”.

Aliás, solicitaria demissão antes que isto viesse acontecer, mesmo com toda crise por que estamos passando.

Por João Alfredo Biscaia - Consultor Sênior do Instituto MVC.

Diferenciação: as Empresas Estão Fazendo 50% do Que Podem Fazer


Você já notou como temos muita facilidade para dar sugestões sobre como melhorar o trabalho, os produtos/serviços, as empresas… dos OUTROS? Quando é sobre nós mesmos, fica tudo sempre igual, sempre a “mesmice”.

Por isso é comum que me façam com frequência, ao final das palestras, a mesma pergunta: “Raúl – entendi e concordo com a história da diferenciação. Mas como faço para me diferenciar?”

Como minha missão é fazer com que as pessoas FAÇAM alguma coisa, e não apenas achem bonito ou fiquem falando em reuniões sobre fazer alguma coisa, comecei a organizar nos meus workshops o que chamo de Decálogo.

São 10 coisas que acredito que os clientes buscam hoje das empresas e, por isso mesmo, permitem claramente diferenciar uma empresa da outra:
  • Significado
  • Agilidade
  • Contribuição social
  • Descoberta/Exclusividade
  • Atendimento
  • Novidades/Inovação
  • Conexão
  • Confiança
  • Atenção
  • Valor

Para cada um desses itens criei um questionário com cinco perguntas (que podem ser facilmente adaptadas para cada empresa, caso necessário) e peço para que as pessoas autoavaliem suas empresas em relação a esses quesitos.

Por exemplo, no quesito “Valor”, cinco perguntas que poderiam ser feitas seriam:
  1. Uma parcela significativa dos nossos clientes compra de nós, mesmo sem termos os menores preços?
  2. Sabendo que muitos de nossos clientes tentarão pedir descontos ou condições mais vantajosas, nossos vendedores foram treinados e estão realmente capacitados para negociar corretamente, defendendo os interesses dos clientes e da própria empresa?
  3. Nossos diferenciais competitivos estão claros e são reforçados com frequência para a própria equipe?
  4. Conseguimos manter consistentemente nossos preços competitivos e ao mesmo tempo com margens de lucro atraentes?
  5. A maior parte dos nossos clientes é leal, preferindo-nos à concorrência, inclusive indicando-nos com frequência para amigos, colegas e conhecidos?

Para cada uma dessas perguntas eu peço ao grupo para se autoavaliar: dois pontos para “SIM!”, um ponto para “às vezes, nem sempre, tenho dúvidas, não sei, etc.” e 0 ponto para “NÃO!”

No caso acima, por exemplo, a nota máxima seria 10 para valor (se sua empresa estiver fazendo tudo isso de maneira profissional e com consistência).

Fazendo isso para todos os 10 itens, você acaba tendo uma nota máxima de 100 pontos – a empresa que, em termos de diferenciação, está fazendo tudo que está ao seu alcance.

A média é 50. Ou seja, a empresa só está fazendo 50% do que pode fazer. Por isso tem tanta gente com dificuldades de se diferenciar (e exatamente por isso tem tanta gente brigando por preço, com margens de lucro cada vez menores).

Interessante notar algumas coisas nesse trabalho do Decálogo:
  1. Quanto maior sua nota, maior sua margem de lucro potencial.
  2. Quanto mais baixa sua nota, mais você é igual a todo mundo. Quando você é igual a todo mundo basicamente você está brigando por preço.
  3. Quanto mais baixa sua nota, provavelmente maior sua rotatividade na equipe (pessoas realmente boas e engajadas querem trabalhar em empresas com diferenciais).

Os resultados e os testemunhais com o Decálogo tem sido excelentes porque você consegue, de maneira rápida, identificar pontos de melhoria na diferenciação da concorrência, em pontos que são importantes para seus clientes. E como são fatores que você controla, sabe imediatamente o que priorizar e o que fazer.

Ficou interessado, quer saber mais? Venha participar conosco da www.expovendamais.com.br – minha palestra vai ser justamente sobre isso (também vamos ter um módulo sobre isso no meu curso on-line de Gestão de Equipes Comerciais).


Raúl Candeloro

Fonte da imagem: Clique aqui

8 Clichês Que Você Deve Evitar em Uma Entrevista de Emprego

Frases prontas para responder as perguntas do avaliador podem prejudicar sua imagem, dizem especialistas

Por Lygia Haydée

Quando você está em uma entrevista de emprego é normal que você queira mostrar tudo o que pode oferecer para a empresa na qual gostaria de trabalhar. Mas na hora de responder essa ou aquela pergunta, preste atenção nas frases que você vai usar, pois algumas delas são repetidas por grande parte dos candidatos e acabam se tornando um clichê. Frases feitas não têm significado real para o entrevistador e atrapalham o seu desempenho no processo seletivo.

“Você não pode se esquecer de que a pessoa que está do outro lado tem conhecimentos específicos para avaliá-lo. Chega a ser arrogante imaginar que treinando algumas respostas você vai se sair bem. Uma coisa é estar preparado para a entrevista, como saber explicar quais são as suas características, saber quais são as necessidades da empresa e o que você deve fazer na hora da entrevista. Outra é usar frases prontas para tentar dar uma rasteira no entrevistador”, diz Sônia Helena, consultora da De Bernt Entschev Human Capital.

Geralmente, essas frases surgem quando são feitas perguntas voltadas para as suas características. “Seja sincero quando você se autoavaliar, pois é nesse momento que você será percebido pelo entrevistador”, sugere Roberto Picino, diretor da Page Personnel. EA dica é prestar atenção no todo para não cometer falhas. “O avaliador não está atento apenas aos clichês que você usa, mas também a sua linguagem e aos seus gestos”, ressalta Sônia.

Além das expressões, tome cuidado com a forma que usa para se referir a você mesmo. “Lembre-se de que a entrevista é uma conversa. Por isso, ao falar em terceira pessoa você vai soar artificial”, diz Joseph Teperman, sócio da FLOW.

1. “Eu quero um novo desafio”

Dizer que está em busca de novos desafios não ajuda em nada a conquistar o recrutador. “Virou um clichê porque nem sempre o entrevistado sabe o que é um desafio para ele”, diz Teperman. Por isso, se você realmente estiver atrás de experiências novas, defina o que é um desafio para você.

2. “Meu defeito é ser perfeccionista”

Esta é uma resposta generalista e causa a má impressão de que você não está comprometido. Caso o perfeccionismo realmente o atrapalhe no mercado de trabalho, você precisa dar exemplos de situações em que essa característica foi ruim para a sua carreira. Outra frase que segue na mesma linha é dizer que o seu ponto negativo é a ansiedade. “Para fugir dessa resposta padrão você precisa se conhecer, pois só assim conseguirá apresentar para a empresa aquilo que ela precisa”, conta Sônia.

3. "Sou uma pessoa dinâmica"

Antes de soltar esta pérola, lembre-se de que, no cenário atual, qualquer atividade exige dinamismo. “Isso é relativo e difícil de medir. Prefira falar sobre as suas realizações e a complexidade do seu dia a dia, para mostrar ao entrevistador que você consegue ser tão rápido quanto será exigido”, esclarece Teperman. Prefira sempre trazer números e resultados para mostrar ao avaliador o que você pode trazer de benefícios para a empresa.

4. "Sou focado em resultados"

Você pode até ser uma pessoa que sempre pensa em trazer bons resultados – e isso é muito bom. Mas não precisa usar essa frase para falar isso ao avaliador. “O melhor é falar sobre os resultados positivos que você já alcançou nas outras empresas”, aconselha Teperman. Na mesma linha, não diga que você trabalha bem em equipe. “É importante dar exemplos de projetos que você tenha liderado e que envolveram outras pessoas, mostrando os resultados”, diz ainda.

5. “Eu me adapto a tudo”

Isso, além de ser um clichê, é uma inverdade. “Você tem uma área de atuação. Então não pense que dizer que você não tem área fixa vai ser uma forma de impressionar o entrevistador. O melhor é falar o que você busca no mercado e qual é o seu plano de carreira. Isso, sim, fará com que ele conheça melhor o seu perfil profissional”, conta Picino.

6. “Não tenho mais perspectiva de crescimento na empresa”

Ok, isso pode realmente estar acontecendo com você. Mas de nada adianta usar essa frase se ela não vier acompanhada da explicação detalhada do motivo de você não poder crescer no local onde está atualmente. “Falar apenas isso pode até soar estranho, já que o Brasil passa por um momento único e na maioria dos setores e empresas existe necessidade de mão de obra”, ressalta Teperman.

7. “Cheguei a um acordo com a empresa para sair”

É importante falar a verdade para o headhunter, pois se ele for experiente vai atrás da informação real sem que você saiba. “Por isso, só use essa frase quando você tiver feito, de fato, um acordo interno ou se houve uma reestruturação na empresa”, aconselha Teperman.

Essa resposta, aliás, está ligada ao fato de que muitas pessoas têm medo de falar que foram demitidas, pensando que isso pode ser um demérito. “No Brasil, há essa cultura. Mas, às vezes, acontece de uma pessoa ser demitida por uma causa compreensiva, e isso não deve ser encarado como algo negativo. Pior mesmo é mentir na entrevista”, ressalta Picino.

8. “Não me sinto à vontade para falar em inglês”

Se você escreveu em seu currículo que sabe a língua e que é avançado ou fluente, prepare-se para conversar em inglês com o entrevistador, pois ele, provavelmente, vai querer saber se você realmente corresponde ao que a empresa precisa. “Nada de falar que você está enferrujado ou que tem vergonha. Isso é visto como algo negativo”, aponta Picino.


Fonte da imagem: clique aqui

Aprenda a Escolher um Curso de Qualificação Profissional - matéria da parceria com a empregos.com.br


Especialistas em carreira apontam os três principais critérios na hora de procurar um curso de aprimoramento.

Por Rômulo Martins

Fonte: Empregos.com.br      

Que o mercado globalizado e a expansão da economia brasileira requerem profissionais atualizados ou de olho nas tendências de sua área de atuação todos sabem. Mas o que muitos ainda não se deram conta é que fazer um curso atrás do outro pode não surtir o efeito desejado. Pior. Essa atitude pode acarretar em perda de tempo e dinheiro.

“A busca de qualificação não pode ser aleatória”, afirma Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli.            

Para você fazer uma escolha     assertiva, o       Empregos.com.br conversou com Mariá; a         psicóloga Jamile Ferraresso, coordenadora do departamento de carreiras da Veris Faculdades; e Alessandra Negreli, coordenadora de desenvolvimento organizacional da Luandre.                        

1. Descubra o que você quer    
Uma escolha profissional correta depende necessariamente do autoconhecimento. Para Mariá, o indivíduo deve alinhar vocação e formação. “Antes de procurar um curso tenha clareza dos seus objetivos.”

A consultora ressalta que a escolha deve ainda estar atrelada à formação acadêmica do profissional. “Não decida por modismos, senão você estará produzindo uma colcha de retalhos. A cada momento o mercado precisa de algo diferente.”               

Quer dar um up grade na carreira? Solicite informações sobre:             
Cursos profissionalizantes         
Cursos de graduação    
Cursos de pós-graduação           
Cursos preparatórios para concursos públicos  
Cursos de idiomas         

2. Descubra o que o mercado quer        
No entanto, não adianta achar que você pode sobreviver em um cubo de vidro. Uma hora ele pode trincar. “É preciso ter visão de mercado”, diz Jamile Ferraresso.          

Segundo a psicóloga, ao escolher um curso sem fazer esta análise, o profissional vai passar pela frustração de não poder praticar o conhecimento obtido em sala de aula. “Por isso, é importante certificar-se de que o curso irá contribuir em sua carreira.”            

“O ideal é que o curso de atualização tenha alguma relação com a função que o profissional exerce ou deseja exercer”, reforça Alessandra Negreli. Ela ressalta que um curso dissociado da área de atuação pode dar a impressão de que o profissional não tem clareza dos seus objetivos.

3. Pesquise       
É preciso conhecer a instituição que oferece o curso, corpo docente, conteúdo programático. Vale conversar com quem já realizou a atividade e, até mesmo, com o seu chefe e colegas de trabalho. “Não se prenda apenas ao nome da instituição”, aponta Jamile. 

Mariá destaca que o profissional deve ainda averiguar se o curso contempla mais a parte teórica do que a prática e vice-versa. “Alinhe a sua escolha à sua expectativa e necessidade”, lembra.

Benefícios
Jamile afirma que a atualização constante é uma estratégia fundamental para manter a empregabilidade. “Proporciona conhecimento e troca de informações entre os profissionais.”

A principal importância da qualificação, no entanto, é a contribuição para o desenvolvimento e a carreira do profissional, sinaliza da psicóloga. “Possibilita a aplicação de novas ferramentas e o desenvolvimento de novos projetos na empresa. O profissional que se atualiza é sempre bem visto no mercado.”

Leia também:  
Curso de férias pode ser bom indicador no currículo

Você Faz Network?


Por Raúl Candeloro

Você já deve ter ouvido falar de alguns eventos que têm como único intuito estimular relacionamentos entre profissionais e aumentar o network pessoal de cada um.

Mas, afinal, o que significa exatamente network? Um network é uma corrente de conexões que se cruzam em intervalos regulares, envolvendo contatos e relacionamentos que podem ajudá-lo a alcançar seus objetivos profissionais.

Resumindo, network é marketing boca a boca. Não é prospectar nem recrutar nem vender. É conhecer, se relacionar, conversar.

Investir no seu network profissional pode ajudá-lo a:

Aumentar seu número de prospects.

Aumentar sua visibilidade e a da sua empresa.

Melhorar sua reputação perante a comunidade.

Aumentar sua influência.

Um network tem três níveis:

Fornecedores e clientes que podem trazer novos contatos de possíveis clientes.

Prospects que podem ajudar seu negócio no futuro – políticos, futuros fornecedores, parceiros estratégicos e dirigentes de associações.

Pessoas que fazem parte do seu network temporariamente, enquanto um objetivo é alcançado. Uma vez terminada a tarefa, termina o relacionamento.

Para o Bruce Siedman (do Sandler Sales Institute, uma empresa especializada na consultoria e treinamento para equipes de vendas), a arte de criar um network demanda tempo, paciência e consistência.

É um processo exigente de longo prazo, que requer muitos contatos, durante meses e, às vezes, anos. Algumas pessoas acham que é suficiente bater papo em feiras ou trocar cartões em eventos. Mas é preciso muito mais se você quiser ver resultados realmente concretos. Por isso, é fundamental aprender a administrar o tempo e recursos financeiros aplicados no estímulo do seu network.

As regras de construir seu network:

1. Dê seu cartão somente quando existir uma boa razão – O melhor momento para dar seu cartão é quando seu contato tiver algum benefício em fazer negócios com você, quando vocês concordaram em trocar mais informações ou quando concordaram em aprofundar o relacionamento, marcando um encontro ou telefonema posterior.

Ao pegar o cartão do seu contato, não esqueça de anotar atrás um lembrete de onde você encontrou essa pessoa e o motivo para ligar novamente – assim, você já tem um gancho para iniciar a próxima conversa.

2. Crie um comercial de 30 segundos – Uma breve explicação do que você faz profissionalmente permite uma abertura que, preferencialmente, deve focar a conversa nos resultados que você traz aos clientes, e não apenas características do que você vende.

Uma pessoa que trabalha com computadores, por exemplo, pode dizer: “Eu ajudo meus clientes a administrarem suas empresas de forma mais eficiente, através do uso correto de computadores e softwares”. Seja informal – soe natural. Fale com a pessoa e não para a pessoa.

3. Tenha um objetivo específico para cada encontro – Pense no propósito de cada reunião ou evento, antes de apresentar-se. Se você pertence formalmente a um grupo, seu objetivo deveria ser dar e receber dicas de possíveis clientes.

4. Devagar, porque tenho pressa – Em grandes eventos, faça como os organizadores, não como um convidado. Comece você mesmo os contatos, fique em pé ao lado da porta de entrada, cumprimente as pessoas conforme elas forem entrando e encoraje-as a se apresentem.

Muita gente participa de feiras e eventos, por exemplo, só para conseguir novos contatos comerciais. E todos estão com pressa. Ao encontrar uma pessoa em um evento, deixe-a falar – foque suas atenções em descobrir o máximo possível sobre essa pessoa e a empresa na qual trabalha.

Os melhores networkers são aqueles que deixam o ego de lado e reconhecimento pessoal. O negócio não é chamar a atenção, e sim conhecer mais pessoas interessantes profissionalmente.

5. Indique antes de pedir indicações – Seja diferente. Pessoas que participam de organizações ou eventos apenas para sugar raramente têm sucesso a longo prazo. Se você demonstrar que está disposto a ajudar outras pessoas a atingirem seus objetivos, certamente elas o ajudarão a atingir os seus. Ao entrar em qualquer grupo, trabalhe primeiro em benefício dele. Invista tempo em descobrir os outros e deixe as pessoas conhecerem você melhor – é a melhor forma de convencê-los do seu valor.

6. Crie oportunidades – Fique andando pelo local. Não sente sempre no mesmo lugar. Não tome café sempre na mesma mesa. Não almoce sempre no mesmo restaurante. Encontre pessoas novas e diferentes. Isso acontece até mesmo quando você anda de elevador.

7. Lembre-se dos seus clientes – O network mais importante que existe são os seus clientes, não apenas para vender mais, mas também para proteger-se de ataques da concorrência, de compradores que mudam de empresa, de demissões, etc. Fazer parte da vida dos seus clientes aumenta sua lealdade.

8. Analise a atividade/resultados do seu network – Estabeleça formas de medir o sucesso dos seus investimentos no network.

9. Faça com que as pessoas saibam que elas fazem parte do seu network – Um network não é um banco de dados. Pessoas no seu network precisam ser tratadas cuidadosamente, e isso requer contatos pessoais. Para conseguir o máximo do seu network, doe seu tempo, sua energia e seu conhecimento. O resto acontecerá naturalmente.

O network é tão importante que deveria ser parte do trabalho de todo vendedor, incluindo avaliações de performance por parte do líder de vendas.

Aumentar e melhorar seu network deve ser parte do seu plano estratégico de negócios, de acordo com a missão definida pela sua empresa. Os benefícios a longo prazo, tanto para você quanto para seus resultados em vendas, serão imensos.

Raúl Candeloro (raul@vendamais.com.br) é palestrante e editor das revistas VendaMais®, Motivação® e Liderança®, além de autor dos livros Venda Mais, Correndo Pro Abraço e Criatividade em Vendas.

Fonte: Revista VendaMais
Fonte da imagem: Gettyimage

Related Posts with Thumbnails

Envie para sua rede

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More