Jovem e Mulher? Aí Já é Demais!


por Gabriela Folle Betiollo
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Tenho 25 anos de idade e 16 anos de experiência. Aprendi muito! Comecei cedo. (risos) Hoje sou grata por isso. Sempre busquei a minha independência. Iniciei aos 9, após aprender com a minha mãe a fazer docinhos. Os vendia batendo de porta em porta. Aos 12 anos, cursei datilografia e fui trabalhar no departamento de crediário em uma empresa da família. Aos 14 anos, virei sacoleira.(risos) Meus pais costumavam ir ao Uruguai todo final de ano, então em uma das idas, me debandei junto. Trouxe perfumes importados e comecei a vender para amigos e parentes.
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Fui mais algumas vezes e aos 15 anos fui trabalhar em outra empresa da família como Vendedora de móveis. Aos 17 anos, cursava o último ano de técnico contábil, trabalhava em um curso de pré-vestibular e como caixa em uma casa noturna. Mesmo sabendo que não aceitavam menores de 18 anos para trabalhar em casas noturnas, eu fui! Pensava eu: na prática já tenho 18 (completaria 18 em 6 meses) (risos). Chegando na entrevista, um dos sócios falou sobre o cargo, apresentou a empresa e por último olhou meu currículo. E logo veio o esperado: gostamos do seu currículo, mas em função da sua idade, não podemos contratá-la. Respondi: tudo bem, mas no que eu puder ajudá-los fora deste horário, fico à disposição. Virei as costas e logo escutei: espera um pouquinho, você pode começar na próxima sexta-feira!? (risos)
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Aos 18 anos, resolvi que precisava dar um rumo na minha vida, fui estudar no exterior e aos 19 anos tudo re-começou. Estava de volta, e fui convidada para representar aqui no RS uma empresa do Rio de Janeiro. Empresa do um setor que entrei, amei e nunca mais larguei. Presentes, Decoração e UD. Aos 20 anos, criei meu primeiro site institucional, apresentando as marcas que representava. Após um ano, observei a necessidade dos clientes em efetuar seus pedidos através da própria Internet e criei este serviço. Aos 21 anos, já com uma carteira de clientes considerável e ótimos contatos, embarco para Buenos Aires, Argentina. Fui convidada a representar uma das empresas para as quais trabalhava, apresentar a sua linha de produtos para possíveis importadores e fechar exportação.Confesso que até me deu um friozinho na barriga, mas nada que fizesse eu recuar nesta empreitada.
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Sempre confiei no meu trabalho e quando necessário, buscava apoio para realizá-lo. Foi uma experiência e tanto. Alguns preconceitos. Idade? Quem sabe... Machismo? Um pouquinho... Mas o importante é que cheguei ao objetivo final. Negócio fechado: 20.000 peças!
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A partir daí não parei mais. Feiras, novos fabricantes, novos clientes, parcerias.
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No início do ano passado, observei o interesse dos fabricantes do setor em participar do site, porém muitos deles já tinham representantes no RS. Ou seja, eu não podia ser representante deles. Então, no final do ano passado inaugurei o Portal REGALA, com a proposta de oferecer informações, noticias do setor e viabilizar o fechamento de negócios entre fabricantes e lojistas. O que os gringos chamam de “marketplace”. Hoje, aos 25, vivo e respiro isso. Sou uma empreendedora. Crio empregos, gero riqueza e enfrento o mundo com a cara e a coragem.
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E, além de enfrentar a nossa economia e o tal do mercado, tenho que ter uma garra extra para enfrentar o fato de ser jovem e mulher de negócios!
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Gabriela Folle Betiollo

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