Principais Erros da Vida Financeira

Administrar as finanças muitas vezes não é tarefa fácil. Com a imensidão de ofertas de produtos e serviços torna-se inevitável o gasto excessivo, o qual leva aos erros financeiros mais comuns. Compras sem necessidades, por status ou em um momento de compulsão atrapalham o orçamento e pode levar tempo até a regularização das dívidas.

Autor: Samara Teixeira 

Os maiores aliados dos erros financeiros são os cartões de crédito usados erroneamente e, também, os atos de impulso. “Mulheres, por exemplo, tendem a criar necessidades e compram produtos para o lar ou pessoais para um dia usar. Já os homens possuem outro comportamento de consumo, compram produtos mais caros e mantêm em suas compras o prazer da ostentação”, explicaÁlvaro Modernell, especialista em educação financeira e previdenciária.

Ele afirma ainda que, mesmo mulheres que se afastam das tarefas domésticas compram coisas para “um dia usar”, sem saber exatamente para o que servem os acessórios de utilidades domésticas. “A mesma vassoura que varre o pó serve para quando cair farinha no chão. Não precisa comprar um aspirador ultra moderno com seletor de tipo de sujeira a ser aspirada a cada estação do ano”, aconselha Álvaro.

Diferente das mulheres que se atrapalham com gastos pequenos comprando muitas coisas, os homens costumam consumir em menor quantidade, porém, valores elevados. “O que move a necessidade dos homens não é a necessidade e, sim, a vaidade. Os eletrônicos são os produtos que mais atraem o público masculino, assim como, acessórios e peças de esportes. Muitos gostam de pescar e gastam muito dinheiro com materiais. Já com os eletrônicos, um celular, por exemplo, todos sabem que de seis em seis meses um novo modelo será lançado, porém, por status compram aparelhos novos sem necessidade”, explica Modernell.

As mulheres possuem gastos com beleza, os quais agradam os homens, porém, não contribuem com o bolso feminino. Um conselho dado por Álvaro é procurar serviços com uma oferta justa, negociando pacotes de preços nos salões de beleza, por exemplo. Se já frequenta um único estabelecimento negocie os valores, afinal, o salão estará fidelizando o cliente. “Jamais tema solicitar descontos ou negociar valores, pague pelos serviços e não pelo manobrista, aluguel ou agrados, o que importa é o resultado”, comenta Modernell.

Alguns hábitos de consumo atrapalham o desenvolvimento pessoal, pois, torna-se impossível investir em algo maior com gastos desnecessários que arrematam o salário no fim do mês. Segundo o economista Marcos Silvestre, idealizador do site O Plano da Virada, “é no bom planejamento e gestão eficaz do que está disponível numa base mensal que vem um padrão de vida diferenciado”.

Como organizar as finanças

Para conquistar planos maiores como a compra de um imóvel, carro, investir em um negócio próprio é necessário o autocontrole e administração correta das finanças.

Uma dica inicial é administrar corretamente o cartão de crédito, afirma Álvaro Modernell: “Preferir o parcelamento na hora de pagar com cartão de crédito e acreditar que o preço à vista seria o mesmo é um grande erro. Cartão de crédito é um ótimo meio de pagamento, mas um péssimo meio de financiamento. Evite parcelar. O parcelamento compromete a renda futura e causa falsa sensação de aumento do poder econômico”.

Perguntar o preço dos produtos ou serviços depois de experimentar é um dos erros mais comuns. Valorizar seu dinheiro e uma escolha não representa ser mesquinho e, sim, saber exatamente o que se está consumindo e o quanto você pode pagar. “Já se perguntou por que os vendedores de carro sempre fazem você entrar no automóvel para falar sobre ele? O mesmo acontece nas lojas de roupas. Seja racional na hora das compras, se o preço não cabe no seu orçamento, não compre. Identifique alternativas!”, explica Álvaro.

Acreditar que pequenos gastos não pesam e, portanto, não devem ser alvo de economia, é extremamente equivocado. Para Silvestre, um simples desperdício de pão compromete a economia. “Uma família que desperdiça um simples pãozinho de padaria por dia, joga fora R$ 0,25 por dia, o que dá R$ 7,50 no mês e R$ 90 no ano. Não vale a pena economizar este pãozinho antes desperdiçado? Com isto a família liberaria R$ 90 por ano para gastar com qualquer outra coisa que lhe traga mais qualidade de vida, por exemplo, um belo churrasco de picanha”, explica.

Uma prática pouco utilizada é a economia prévia, ou seja, geralmente as pessoas compram antes para pagar parcelado, isso jamais poderia ser a forma de parcelamento que um bom planejador financeiro recomendaria. “Sugiro que o indivíduo parcele antes, poupando e investindo uma certa quantia todos os meses, para poder efetuar a compra depois, à vista, sem incorrer no pagamento de juros, aliás, tendo inclusive recebido juros durante o período de aplicação, e na hora da quitação à vista poder pedir um desconto”, conclui Silvestre.


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