Empresas Valorizam o Intraempreendedorismo

Autor: Samara Teixeira 

Em um cenário corporativo cada vez mais competitivo, ter uma postura ativa dentro da empresa é garantir destaque e valor. Assumir riscos, transformar ideias em negócios rentáveis e motivar colegas, são características do colaborador intraempreendedor. O temor pela hierárquia e a insegurança estão sendo substituídos por atitudes e ideias inovadoras destes profissionais que estão engajados com os negócios da corporação.

Encontrar profissionais que estejam realmente engajados, não é tarefa fácil para as organizações. Cresce o número de colaboradores que cumprem suas funções sem almejar soluções que possam agregar valor aos produtos da corporação ou que exponha uma ideia que otimize um processo de produção, seja de RH, estratégia, pesquisa, marketing ou comunicação, é importante estar atento a todas as áreas da empresa. Segundo Robert Schaefer, diretor executivo do CRF Institute e especialista internacional em práticas de RH, “o colaborador intraempreendedor é um artigo raro no mercado de trabalho, são profissionais que tratam do negócio como se fossem os donos e assumem total responsabilidade por suas ações”, afirma.

Toda empresa quer este perfil de colaborador em sua equipe, pois, ele sabe aonde quer chegar, pensa no negócio de maneira global, é líder e se preocupa com todos. Para Suzana Azevedo, especialista em coaching da ns2a Desenvolvimento Humano, é diferente do funcionário comprometido que traz resultados, mas que trabalha por si. O intraempreendedor pensa na empresa como um todo e consegue mobilizar pessoas em torno do seu objetivo com profissionalismo.

Para garantir uma postura deste tipo é muito importante conhecer exatamente o mote de negócio da empresa e assumir posturas proativas, segundo Thiago Cury, especialista em couch, “tem que ser comprometido, buscando sempre investir em si e em pró da carreira e da empresa, possuir uma percepção alta para enxergar possibilidades de mercado. Ou seja, ele sempre estará em cursos de especialização, que agreguem valores para execução do seu trabalho, por exemplo”.
Como investir e reter estes talentos

É importante que os líderes estejam preparados para identificar e otimizar o talento deste colaborador intraempreendedor, “não adianta, por exemplo, esperar de um profissional que possui características operacionais que ele pense naturalmente na estratégia de desenvolvimento de um novo projeto”, explica Azevedo.

É preciso ter sensibilidade para descobrir aqueles que são empreendedores. Por outro lado, a empresa pode estimular o espírito empreendedor da equipe por meio de treinamentos, coaching, projetos novos e o incentivo à criação de novas ideias ou, até, tornando os seus colaboradores sócios do negócio.

Para Cury, algumas companhias investem em programas de desenvolvimento custeando estudos e especializações, indicando para cursos relacionados aos principais objetivos da empresa, abrindo espaço para o colaborador vivenciar MBAs no exterior trazendo para o ambiente corporativo o que melhor foi absorvido, entre outros.

Características do Intraempreendedor

É preciso destacar que o intraempreendedor agrega valores, como dinamismo, iniciativa, espírito de equipe e o famoso “olho do dono” no projeto. Tem sempre ideias e mesmo quando ainda não é pauta de discussão já visualiza alternativas de evolução e desenvolvimento.

Confira abaixo algumas características do profissional intraempreendedor:
  • Olhos de “dono na empresa”: não se preocupa apenas com o seu departamento, mas com a companhia em sua totalidade, de forma interdependente.
  • Gosta do que faz: tem paixão pelo trabalho, tem a sensação de que a experiência está realmente agregando e valendo a pena.
  • Transforma ideias em realidade: implanta projetos com começo, meio e fim de forma proativa e autônoma
  • É persistente: faz de tudo para que o negócio dê certo e dissemina isso aos outros colaboradores, atuando como líder da equipe e encorajando-os a continuar.
  • Passa à frente o que sabe: gera efeito cascata e forma outros executivos empreendedores.
  • É proativo e se antecipa: enxerga nos momentos de crise uma oportunidade de crescimento e/ou de aprendizado.
  • Faz mais: ele excede os limites, vai além do pré-estabelecido.

Fonte da imagem: clique aqui

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