Como Usar Corretamente o Cartão de Visita

por Maria Aparecida A. Araújo


O cartão de visita é, sem dúvida alguma, um elemento importantíssimo, que rege o código dos relacionamentos pessoais, sociais e profissionais. No Brasil, ele ainda é bastante negligenciado por muitas pessoas, mas o seu uso correto destaca o profissional, principalmente no intercâmbio com outros países.

Os cartões devem ser usados tanto no convívio social quanto profissional. Em ambas as circunstâncias, ele tem as seguintes finalidades:

• apresentar pessoas e empresas
• acompanhar o envio de flores e presentes ou agradecê-los
• aceitar ou recusar convites escritos
• enviar condolências, felicitações e cumprimentos
• agradecer apoios recebidos
• substituir visitas
• acompanhar importâncias em dinheiro
• lembrar um convite feito oralmente
• comunicar mudança de endereço

São tão necessários e indispensáveis no trato profissional quanto uma boa vestimenta. Um profissional sem cartão de visita passa uma péssima imagem de si mesmo e da empresa em que trabalha. A famosa desculpa de que os cartões acabaram revela falta de organização e logística pessoal - o estoque de cartões de visita deve ser constantemente monitorado para que seja reposto antes que termine.

O cartão deve ser sempre entregue na mão da pessoa, segurado pela parte superior, entre o polegar e o indicador dobrado, com o nome posicionado de maneira que possibilite sua leitura imediata. Japoneses e chineses valorizam tanto essa forma de contato que recebem os cartões com as duas mãos.

Ao receber um cartão, leia o quê nele está escrito e se atenha ao nome da pessoa. Não tem gafe maior do que receber um cartão, guardá-lo no bolso sem ler e depois perguntar o nome da pessoa.

No trato profissional, a qualificação da pessoa mencionada no cartão possibilita o início de uma conversa amistosa. Os cartões devem ser entregues sempre antes das reuniões e devem ficar à sua frente para lembrar os nomes e níveis hierárquicos.

Outra gafe é esquecer de guardar o cartão recebido antes de ir embora. Num almoço de negócios, quando não houver oportunidade de trocá-lo antes de estar à mesa, entregue-o no final da conversa, depois que todos terminarem de comer.

Ao falar com um jornalista, dê a ele o seu cartão logo no começo da conversa para que o nome seja mencionado corretamente na matéria a ser publicada.

Após as apresentações, cabe ao executivo mais graduado oferecer o seu cartão e pedir o do outro para um futuro contato - é uma demonstração de gentileza e traquejo. Para não correr o risco de tirar do bolso um cartão amassado, use um porta-cartões (pode ser de couro, metal ou prata de lei). O cartão profissional deve conter a logomarca da empresa, o nome do executivo, seu cargo e telefone, fax, e-mail, CEP e site da empresa.

O executivo deve ter também um cartão duplo, só com seu nome, sem cargo, para acompanhar presentes. Riscar o sobrenome com caneta quebra a formalidade.

No trato social, o cartão da mulher só traz seu nome. É regra que nessas ocasiões a mulher não troca cartões com homens. Se conhecer um casal, ela dará o seu cartão para a outra mulher. No trato profissional, esta regra não se aplica. O cartão social masculino, além do nome, traz também endereço e telefone. Existe também o cartão do casal, que é duplo ou simples, de tamanho maior.

O cartão de visita, profissional ou social, deve ser branco ou marfim, em papel opaline, vergê ou linho e com letras grisé ou manuscritas e pretas. A impressão contempla várias faixas de poder aquisitivo. O relevo francês ou de chapa é o de maior custo. É feito em gráficas, especialmente para o cliente. O relevo americano é menos dispendioso, porém, fino. Só não se recomenda o chamado relevo brilhante, pois é de gosto discutível.

Se a opção recair nos cartões feitos por computador, a instrução é que sejam cortados para eliminar o micro-serrilhado, típico dos papéis vendidos no mercado para esta finalidade. Não é adequado colocar símbolos das profissões no cartão, tais como balanças para advogados. Dobrar a ponta caiu em desuso. Os cartões profissionais não devem conter o slogan da empresa.

O telefone celular pessoal não deve ser impresso em cartões de visita por ser uma informação de uso mais restrito, mas pode ser anotado, se for o caso.


Maria Aparecida A. Araújo - Consultora de Comportamento Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal, Cerimonial e Protocolo, palestrante e facilitadora de cursos especiais, membro do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear.

Fonte: empreender para todos



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