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Saiba Como Agir na Entrevista de Desligamento

Maiara Tortorette


Os diferentes motivos que levam ao desligamento de um funcionário da organização, seja na condição de demitido ou demissionário, influenciam na forma como o profissional reagirá ao deixar o emprego em seu último ato na empresa: A ENTREVISTA DE DESLIGAMENTO. Realizada pela Área de Recursos Humanos, essa entrevista procura identificar, no clima organizacional, os verdadeiros motivos da saída desse colaborador, avaliando falhas e, oportunamente, buscando melhorias.

Muitos aproveitam esse momento para apontar erros de gestão, falhas nos processos do departamento e da empresa, e não poupam críticas, enquanto outros são mais ponderados e pensam no que pode acontecer no futuro. Mas afinal, como agir para manter as portas abertas? Expor a opinião ou manter-se em postura mais reservada para um possível retorno?

A verdade é que não existe uma regra de como agir e muitos se deixam levar pela emoção do momento, manifestando claramente sua mágoa pela demissão e sua insatisfação com a empresa ou demais colaboradores da organização. Mas encarar essa fase com profissionalismo é sempre uma ótima opção para evitar arrependimentos.

Para Michele Carvalho Gelinski, consultora de carreira da Chess Human Resources, a entrevista auxilia na avaliação da empresa e do profissional. “A entrevista de desligamento serve justamente para que o profissional desligado mostre como está seu estado psicológico e para que o RH possa entender quais são as informações que ele leva da empresa, do conhecimento que adquiriu, o quanto se desenvolveu no período de atuação e as dificuldades que teve enquanto empregado, para que a empresa também possa fazer uma análise dos seus erros e auxiliá-lo, dando-lhe o apoio necessário”.

A grande dificuldade é entender que o profissional, principalmente em casos de demissão, está emocionalmente abalado e pode dizer coisas desnecessárias. Para Michele, o responsável deve ser compreensivo e tentar manter o controle da situação mesmo que o entrevistado se exalte ou utilize argumentos de forma inadequada. “O entrevistador (profissional de RH que está apto para fazer este tipo de entrevista) não pode esquecer que, na maioria das vezes, o ex-funcionário está sob forte impacto emocional diante da demissão, por isso suas reações quanto às respostas dadas não deve ter nenhum tipo de agressividade ou provocação”.

Se o objetivo é analisar possíveis falhas, é importante que o profissional seja sincero e exponha sua opinião, desde que faça uma prévia reflexão a respeito, e prefira dar sugestões, ao invés de apontar erros. Ser honesto diante da situação e aproveitar a chance de expor seus pensamentos não é errado, basta que o profissional utilize o bom senso para não prejudicar desnecessariamente sua relação com ex-colegas de trabalho ou com outras pessoas que poderá encontrar em futuros empregos.

“Tem coisas que o profissional pode falar e mesmo assim manter as portas abertas, só depende do que será dito. Então, se ele nota algumas falhas no departamento onde trabalhou, é totalmente válido deixar sugestões”, explica Irene Azevedo, consultora da DBM. “A principal precaução que deve ser tomada é verificar se realmente existe um interesse da empresa em escutar e falar de forma positiva, sem fazer intrigas ou apenas criticar, porque aí sim as portas serão definitivamente fechadas”.

Andrea Fambrini, gerente de RH da Due Assessoria, também acredita que o objetivo da entrevista só será alcançado se o profissional agir com naturalidade e falar o que julgar importante, desde que mantenha a postura e não utilize expressões inadequadas. “Eu acho que ele deve se expressar até mesmo para que o RH tome conhecimento das ocorrências e possa verificar a veracidade das informações. Claro que ele deve saber a forma de falar, mas se tratando de apontamentos relacionados ao trabalho e a equipe, a empresa deverá analisar tudo isso junto ao gestor”.

Além das sugestões, o momento da entrevista também pode, e deve, ser utilizado como forma de reconhecimento. Todo profissional adquire alguma experiência ou aprendizado no ambiente corporativo por onde passou, dessa forma é importante que os pontos positivos também sejam mencionados. “Apesar do momento ser delicado, o ex-funcionário deve deixar claro o quanto obteve de aprendizado no desenvolver de sua carreira, o quanto contou e igualmente colaborou com as pessoas ao seu redor e de que modo, com essa bagagem adquirida, se sente apto a assumir o cargo em outra organização”, complementa Michele.

“Uma entrevista de desligamento não procura quais os defeitos, os problemas ou culpados. Procura identificar oportunidades de melhoria para ambos os lados – empresa e funcionário. É uma ferramenta que o RH utiliza para levantar informações significativas sobre o clima organizacional da empresa, sobre a estrutura e se o plano de cargos e salários está compatível com as expectativas de seus colaboradores. Isso tudo tem que ser levado a sério, pois as respostas são significativas, por exemplo, na formação e avaliação de novos gestores da organização, na obtenção de feedbacks de processos e consequentes melhorias”, finaliza.


Fonte: Carreira & Sucesso

Como gerenciar as vendas?

A gestão de vendas de uma empresa deve contemplar atividades de mensuração e avaliação de desempenho da equipe. Entre as mais importantes, destacam-se:

estabelecer e negociar as metas de vendas da equipe;

analisar a performance de cada um dos vendedores;

acompanhar o vendedor no dia-a-dia e dar suporte quando necessário;

identificar deficiências e necessidades de treinamento da equipe;

analisar a freqüência de compra dos principais clientes de cada carteira;

verificar as razões da inatividade de clientes importantes;

analisar os relatórios de venda da equipe;

acompanhar o fluxo de processamento dos pedidos, identificando possíveis gargalos;

acompanhar o fluxo de transporte e entrega de mercadorias;

planejar o itinerário de vendedores no caso de vendas externas e a escala de horário e atendimento para os vendedores internos;

preparar as reuniões da equipe de vendas;

controlar os recursos materiais dos vendedores (cartões de visita, agenda, material impresso, etc);

fazer com que os vendedores possuam as mesmas oportunidades, ajustando carteira de clientes, rotas e prioridades;

estabelecer concursos e premiações para a equipe.

Fonte: Site SEBRAE-SP

Evitando Gafes ao Redor do Mundo

Letícia Fagundes


Mumbai, Délhi, Goa. A farmacêutica Letícia Pina já está à vontade em território indiano. Afinal, trabalhando atualmente em uma grande empresa local, com sede no Brasil, ela freqüentemente desembarca no país a negócios. Segundo ela, os costumes indianos são bem diferentes dos brasileiros, sobretudo no que diz respeito à culinária e à religião. Mas a paulistana afirma que jamais teve problemas ou viveu situações constrangedoras por causa dessas diversidades.

"A vivência que eu tive com os indianos foi tranqüila. Mas a cultura do indiano é muito aberta e receptiva." Apesar de nunca ter passado por treinamento ou consultoria sobre a Índia, por causa da 'bagagem' que adquiriu durante as viagens, Letícia sabe que é fundamental conhecer um pouco da cultura da nação com que irá firmar uma parceria, fechar um contrato.

"Eu presenciei, por exemplo, os indianos recebendo na empresa um grupo de japoneses e os próprios indianos baixando o corpo, a cabeça, sem olhar nos olhos. Ou seja, os indianos, mesmo estando no seu país, se antenaram sobre alguns hábitos e costumes daqueles com quem negociariam. Isso faz diferença."

Se não teve nenhum problema quando viajou a trabalho, quando foi morar em Melbourne, na Austrália, para estudar, ela teve uma surpresa com os orientais. "Eu experimentei uma situação difícil de choque cultural, não com os australianos, mas com os vietnamitas e chineses. Os orientais não tocam nas pessoas. Tive alguns probleminhas. Por isso, além de pesquisar sobre a cultura do país destino, tem de ver também como é a imigração para o local. Acho que é um ponto interessante para se discutir. Se você vai para um país que tem muito vietnamita, por exemplo, é legal você saber um pouco como eles são."

Com base nas experiências, ela elaborou praticamente um modelo de conduta: "Antes de ir para qualquer país, eu sempre procuro pesquisar sobre a cultura e a história. E observo muito. Você não faz algum gesto se a pessoa não faz. Você fica meio espelho. Se a pessoa vem e te dá a mão, você dá mão (risos). É uma saída. Acho que é bom você checar muito. Conversar com alguém que já passou pelo país, pesquisar na Internet. É bom sempre se prevenir, né?"


AJUDA ESPECIALIZADA


Para a carreira de qualquer profissional, qualquer coisa que pareça um detalhe pode acabar como um desastroso tropeço. Por isso, já existem consultorias especializadas em ajudar os expatriados a não cometer gafes que poderiam arruinar uma negociação.

Foram três anos em Barcelona, na Espanha, e muito treinamento tanto para ir quanto para voltar ao Brasil. Para a secretária bilíngüe Paula Becker, mudar de país não é tão simples quanto parece. Por isso, uma consultoria pessoal e profissional é fundamental. "No início, tem a euforia de viver fora do país. Mas não tem jeito. Você entra em choque. O treinamento ajuda cerca de 80% a perceber isso e a direcionar melhor. Ou seja, você vai enfrentar o problema, mas não vai fazer dele um bicho de sete cabeças. Você vai entrar no quarto escuro de qualquer forma, mas pelo menos você tem uma lanterna, entende? Sem treinamento, você não tem nenhuma ferramenta."

Ela fez o treinamento com a equipe de Andrea Fuks, psicóloga especializada no tema e fundadora da Global Line, empresa cuja missão é justamente facilitar a adaptação de expatriados e seus familiares, bem como de profissionais locais que lidam com pessoas de outras nacionalidades, evitando os conflitos que possam comprometer o rendimento profissional.

A idéia da consultoria nasceu durante a temporada em que morou em Chicago, nos Estados Unidos. "Essa idéia de trabalhar com diversidade cultural aconteceu há 12 anos. Na época eu estudava Psicanálise, trabalhava com clínica e achava que ia ser psicanalista. No consultório, nos Estados Unidos, eu escutava muitas queixas de diferenças culturais e a gente discutia muito, por exemplo, os porquês de os mexicanos não se adaptarem facilmente, o que acontecia com os brasileiros que por lá moravam, etc.".

Andrea conta que quando voltou para o Brasil percebeu que havia uma carência no mercado de empresas especializadas justamente em diversidade intercultural. Ela entrou em contato com estrangeiros que trabalhavam aqui e, aos poucos, atendendo cinco famílias, notou que as esposas e filhos desses profissionais tinham muitas dificuldades de relacionamentos - o que acabava por deixar todos, inclusive o profissional expatriado, extremamente infelizes.

"Foi aí que eu comecei a focar meu trabalho em dificuldades de adaptação. É fundamental para o profissional que visa uma carreira internacional saber como ter tolerância, paciência, empatia e humildade para lidar com pessoas de hábitos e costumes diferentes dos seus. Gente não é tudo igual, e não basta falar bem o idioma ou ser competente tecnicamente para se dar bem em outro país. A forma como normalmente um brasileiro é motivado é muito diferente da forma como um americano é motivado", diz ela.

Na Win Business, a mesma preocupação é trabalhada amplamente. Um dos consultores, o alemão Sven Dinklage, dá treinamento para profissionais que vão morar fora e também para estrangeiros que chegam para trabalhar no Brasil.

"Normalmente, faço um treinamento de dois dias. O primeiro dia independe do país destino, pois falamos sobre cultura de um modo geral. Falamos do processo de choque cultural, adaptação, etc.. Porque há euforia no início, mas depois vem a depressão. Para um casal, por exemplo, damos dicas de como apoiar um ao outro. No segundo dia é bem específico. No último final de semana, treinei um casal que vai para a Alemanha. Então, eu falei muito sobre o país, como são os alemães, como se dar bem, como se relacionar. Há dicas práticas também - até onde comprar arroz e feijão. E depois eu sempre gosto de chamar algum brasileiro que tenha morado no mesmo país que o cliente vai."

Mesmo morando no Brasil há 10 anos, casado com uma brasileira, Sven sabe muito bem o que é não estar sob o refúgio de seu país de origem. "Eu sempre serei um alemão que mora no Brasil e tenho de me adaptar. Eu sou muito direto, o que às vezes ofende os brasileiros. Então, devo me cuidar e não ser tão alemão nesse sentido. Afinal, eu estou no país de vocês."

Pensando no evento do ano, as Olimpíadas, que serão em Pequim, a empresa de Sven vem se especializando também em consultorias para profissionais que vão à China e a outros países orientais. "A China tem sido muito falada nos últimos anos, e agora mais especialmente por causa das Olimpíadas. Está todo mundo olhando para lá, há muita gente viajando para lá, muitas empresas conhecendo o mercado chinês. Então, é importante que quem vá conheça minimamente o país."

Embora esteja ficando bem clara a necessidade de aprimoramento cultural para esses profissionais, Sven fala que ainda é corrente o pensamento de que todo mundo se adapta na marra. "Há empresas que acham que podem economizar nessa parte de preparar bem o profissional, mas por pequenas coisas ele pode se desgastar e não atingir o objetivo traçado. Isso vale não só para ele, mas para toda a família. Porque a gente sabe: quando a família não está satisfeita, o profissional não consegue produzir. Há muitos casos em que a família não se adapta, acaba voltando para o Brasil e isso é puro desgaste para o profissional."


DICAS


Com a ajuda dos consultores, separamos alguns conselhos para você evitar os desconfortos:

- Evite piadas. "Porque piada toca em senso de humor, e não há nada mais cultural do que senso de humor", diz Andrea Fuks.

- Tenha curiosidade a respeito da nova cultura.

- Faça pesquisas prévias.

- Abandone a visão de que o brasileiro já é extrovertido, flexível e multicultural e que, por isso, vai se dar bem. "Pode estar justamente aí a armadilha, porque esse jeito do brasileiro é muito bom e positivo, mas pode, às vezes, criar um desconforto em outros países.", afirma Sven.


EXEMPLOS ESPECÍFICOS


Nos Estados Unidos:

- Mais valorizado do que um bom relacionamento interpessoal é ter resultados e metas claras. Os americanos querem saber exatamente quanto cada um ganhará com novos negócios. Menos conversa e discursos, mais números.


Na Alemanha:

- Quando tiver dúvidas, pergunte. Tenha iniciativa, porque sem ela ninguém irá te ajudar. "O alemão é distante. Ele pensa: enquanto o brasileiro não se manifestar, eu suponho que ele se vira bem. Nas empresas também é assim. Enquanto o brasileiro não disser nada, eu suponho que ele está conseguindo tocar os projetos dele. Quando você chega na Alemanha, todo mundo acha que você conhece as regras do jogo. Mas quando você se manifesta e pede ajuda, eles vão ajudar", declara o alemão Sven.


Em países orientais:

- Não seja expansivo e nem íntimo demais. Evite contatos próximos, como beijos, abraços e até apertos de mão.

- Os povos orientais normalmente não gostam de confrontos diretos e evitam constrangimentos. Por isso, embora não digam "não" diretamente, eles dão sinais sutis de que não há concordância. "Nem sempre essa sutileza é entendida pelo ocidental, que por característica não desiste tão facilmente. Portanto, não forçar a barra é uma boa dica", diz a consultora Ling Wang, da Win Business.


Fonte: Carreira & Sucesso

A Tendência do Dress Code nas Organizações

Maiara Tortorette


A imagem se torna cada vez mais importante no mundo corporativo e as organizações começam a se preocupar com a apresentação dos seus profissionais, como reflexo da própria empresa. O que mudou? Quais as vantagens e desvantagens que a liberdade de expressão trouxe nesse conceito de vestimenta e apresentação pessoal? Porque as empresas estão investindo na imagem dos profissionais? Por um lado, podemos notar que com o passar dos anos as pessoas conseguiram ser mais autênticas, menos reprimidas e expressar mais o que querem e pensam, no entanto, por outro lado, existe uma falta de parâmetros que muitas vezes causa preocupação às organizações que recorrem a nova tendência: o Dress Code.

Dress Code nada mais é do que um código de vestimenta, que serve tanto para a vida social como profissional. Atualmente, podemos notar que as empresas estão investindo nessa prática para que os profissionais entendam os valores e conceitos da organização onde trabalham e consigam traduzir a imagem da empresa na maneira de se vestir. Desde cargos de níveis mais baixos até os executivos, a apresentação pessoal pode ser fator determinante para se transmitir uma imagem positiva, tanto do próprio profissional quanto da empresa que está sendo representada.

Para Silvana Bianchini, diretora e proprietária da Dresscode International, existem diversos motivos para essa preocupação das empresas, como a competitividade no mercado, as mudanças na forma das pessoas se comunicarem e até mesmo a diversificação na maneira de se vestir. “Partindo do princípio que o seu concorrente tem um serviço parecido, a mesma tecnologia e um preço equivalente, então o grande diferencial será as pessoas. As organizações estão preocupadas que o recursos humanos passe para o cliente a mesma imagem que elas vendem como imagem corporativa, pelo marketing e pelas propagandas, porque o que a gente chama de aparência e comunicação não verbal, passa diversas mensagens que muitos não têm conhecimento”.

“Outro fator que podemos destacar são as mudanças no comportamento e na forma de se comunicar. Esses novos profissionais que não têm mais os pais dentro de casa para educar e para dar esse parâmetro, já que estão trabalhando, contam com as empresas para os ‘educadarem’ e treinarem ao ingressar no mundo corporativo”, explica Bianchini. “E por fim, o fato de que antigamente a vestimenta era única, apenas formal e atualmente temos outras formas, como o casual, por exemplo, acaba gerando dúvidas pelas diversas formas de interpretação. Então, a gente sempre sugere criar o Dress Code casual profissional e as consultorias vão às empresas dar esses parâmetros ou criar políticas, porque existem lugares que não possuem essas políticas definidas e por isso não têm como cobrar determinada postura”.

Fernanda Antonelli, consultora de RH da CNS Calçados, também aposta no visual como forma de apresentar uma boa imagem da empresa e acredita que a primeira impressão é muito importante para o julgamento que será realizado pelas pessoas. “Os profissionais traduzem a sua marca por meio do seu ‘look’, e quando um funcionário se apresenta sendo de uma empresa x, as pessoas irão avaliar como esse profissional se expressa por meio da sua aparência: uniforme, cabelo, maquiagem, calçado. Isso é muito importante para a empresa que tem um valor no mercado. Por esse motivo, os treinamentos voltados a códigos de vestimenta estão se tornando fundamentais”, explica.

Além da imagem e das dicas de vestimenta, o Dress Code também trabalha toda a forma de comunicação não verbal das pessoas, ressaltando que os gestos ou o modo como nos comportamos podem dizer muito sobre nós. “O consultor de Dress Code deve salientar a necessidade do bom senso e a relevância existente para os aspectos de identidade e cultura organizacional. Deve ser trabalhado não somente a aparência, mas também toda a importância e características de vestimenta dentro do mercado que o profissional deseja se inserir, assim como oferecer um cuidado especial para aqueles que estão em transição e buscando novas oportunidades, pois muitos dos processos e consultores de recrutamento e seleção tomam a indumentária como diferencial”, complementa Taian Haraguchi, gerente de Recursos Humanos da Stone Age.

“A imagem na verdade é tudo, mas não devemos confundi-la com visual ou impressão. Uma impressão eu causo em cinco segundos, uma imagem eu construo”, complementa Silvana. “Normalmente, a gente fala muito de impacto visual ou impressão para contatos de varejo, mas imagem pessoal pode se referir a uma carreira ou relacionamento com o cliente. Geralmente, as consultorias me contratam para falar de comunicação não verbal, tudo que não é falado, ou seja: atitudes, linguagem corporal e vestimenta”.


Como evitar problemas com a imagem e definir o dress code ideal


Antigamente, não era comum notar essa preocupação quanto ao código de vestimenta nas empresas. A moda existe há muitos anos, mas só de um tempo para cá que as organizações passaram a entender a importância da imagem no mundo corporativo e, além disso, começaram a notar o quanto a falta desta imagem pode influenciar negativamente a credibilidade e avaliação da empresa, perante os concorrentes, consumidores e até mesmo os próprios colaboradores.

“Por mais delicado que seja afirmar isso, pessoas com má vestimenta podem interferir na imagem da empresa, por isso a liberdade deve ser cerceada pelos limites do bom senso, principalmente ao lidarmos com clientes”, destaca Taian. “Atender o cliente de acordo com suas normas é uma forma de mostrar o respeito e conhecer sua cultura. Logo, o profissional que resolve adotar um dress code próprio acaba não somente por prejudicar a sua imagem como da empresa que representa. E, para manter o que já está sendo aplicado, as empresa devem sempre passar aos funcionários mais novos, estagiários e parceiros as premissas e objetivos”.

Outra forma de evitar problemas ou dúvidas quanto a melhor forma de se vestir, é cobrar uma postura ainda mais cuidadosa dos profissionais com cargos de liderança. Não é necessário que os gestores se vistam “melhor”, no entanto é importante que sigam o dress code da empresa, pois assim servirão como exemplo para os demais colaboradores. Além disso, o modo de se apresentar também ajuda em casos de menos ou maior acessibilidade ao profissional, de acordo com o que for desejado em cada empresa.

Fernanda acredita que apesar de haver essa preocupação maior com a vestimenta dos lideres e até mesmo uma cobrança mais acirrada por ocuparem cargos de chefia, que todos devem ter o mesmo cuidado no momento de se apresentar. “A preocupação deve ser de todos independente do cargo, porque de qualquer forma a imagem irá refletir na visão que as pessoas podem ter da empresa onde trabalha. Além disso, a apresentação conta muito para a valorização do profissional na organização”.

Cada empresa possui um foco e um público diferenciado, o que também deve ser avaliado no momento de definir o dress code adequado. Para Silvana, devemos definir primeiro a mensagem e depois a vestimenta. “Nossa imagem pessoal é uma ferramenta que administramos e manejamos da maneira que desejamos. Então, as definições de códigos de vestimenta de todos os níveis hierárquicos irão depender de como a empresa quer que aquele profissional seja visto e de como deseja que seu cliente receba a organização por meio dos funcionários. É importante lembrar que cada segmento pede uma linguagem diferente”, explica. “Agora, com certeza, a comunicação visual e a aparência são ferramentas como qualquer outra, assim como você tem que ter um conhecimento técnico sobre alguma coisa, você tem que ter o conhecimento de que sua imagem passa uma mensagem. É fundamental focar na mensagem que deseja passar e administrar isso ao seu favor”, finaliza.



Fonte:
Carreira & Sucesso

Que Leis De Newton Que Nada! As Leis Que Regem A Logística São As Leis De Murphy...

Por Dionilson J. Pinheiro Filho



Quem nunca se deparou com veículo com problemas mecânicos justamente nos dias de maior volume, quando a disponibilidade e utilização de veículos tem que ser de 100%? Ou com problemas de sistema exatamente no momento da emissão da nota fiscal? Ou ainda com problemas no leitor óptico quando da separação e montagem de carga no armazém em dias de pico operacional? Várias seriam as situações que poderiam ser descritas, e, parece que de propósito, acontecem quando está tudo aparentemente tranquilo ou quase finalizado, na sexta à tarde ou dias de sábado.

Por essas e outras é que se afirma que as leis de Murphy estão presentes nas operações logísticas...sim, elas existem de verdade! Abaixo algumas mais frequêntes nas operações logísticas:

• Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível;

• Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada;

• Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável;

• Entregas de caminhão que normalmente levam um dia levarão cinco quando você depender da entrega;

• Não é possível sanar um defeito antes das 17 e 30h da sexta-feira. O defeito será facilmente sanado as 08 e 01h da segunda-feira.

Além desses exemplos das leis de Murphy, outras parecidas podem ser identificadas no dia-a-dia de quem trabalha com logística: se durante uma operação logística você não receber nenhum comunicado de algum problema ocorrido, não se desespere... a operação ainda não acabou; ou ainda: no dia em que você precisar de maior número de carros para carregar, aqueles que estão todos os dias vazios em sua porta, neste dia, não estarão disponíveis. Essas situações levam até a algumas pessoas darem a logística uma definição bem objetiva: logística é problema. Mas será que este conceito está correto?

É sabido que os resultados das operações logísticas são muito vulneráveis, pois, durante a sua realização, sempre apresentam situações inesperadas que exigem ações ágeis e eficientes para contornar a situação e evitar que o resultado final seja prejudicado, e isso ocorre porque as operações logísticas são influenciadas por diversos fatores e por diversas áreas, já que na cadeia de suprimentos são várias as etapas existentes até que o produto seja consumido pelo cliente final, ou melhor, até que o cliente final fique satisfeito com o produto e serviço que adquiriu. Fazer com que o produto chegue ao local certo, no momento certo e a um custo competitivo com qualidade não é tarefa fácil.

Contudo, essa vulnerabilidade da logística frente a essas situações e às leis de Murphy pode ser reduzida. Existem processos logísticos já amplamente difundidos, bem como sistemas operacionais que favorecem maior segurança e estabilidade operacional, mas, além disso, faz-se necessário muito planejamento, uma execução eficaz e, principalmente, pessoas capacitadas e com conhecimento sistêmico de todo o processo para que o objetivo final seja alcançado.

O planejamento operacional é a primeira e mais crítica etapa para se conseguir bons resultados. Se o planejamento não for bem feito, a possibilidade de haver erros operacionais é muito maior e com conseqüências mais graves. Daí a necessidade de que os envolvidos tenham um pensamento sistêmico de todo o processo envolvido: não adianta pensar apenas no operacional, é necessário identificar todas as áreas envolvidas - fiscal, financeiro, contábil, TI, estoque, etc. - e os cuidados que devem ser tomados diante das variáveis de cada uma delas: condição de pagamento, disponibilidade em estoque, prazo de entrega, validade do produto, tributos, fornecedores, enfim, todos os fatores envolvidos. Só que, mesmo assim, as leis de Murphy não são completamente eliminadas.

Uma vez concluído o planejamento, chega a hora da realização. Uma execução disciplinada e eficiente obviamente depende de pessoas que sejam capazes de cumprir com o programado e, além disso, de tomar decisões e agir diante de situações controversas, já que as leis de Murphy não são totalmente inevitáveis.

Para essa execução, a preparação das pessoas deve ser algo constante. A atualização sobre novos processos, sobre sistemas de gestão e a disseminação de boas práticas são de grande importância para se conseguir profissionais cada vez mais capacitados e dinâmicos para atuação nas operações logísticas. Isso favorece a liderança de pessoas, direciona as ações para os resultados e proporciona uma motivação para a melhoria contínua.

Sendo dessa forma, a logística e suas operações só são problemas quando não trabalhadas corretamente, ficando aquele conceito mencionado acima totalmente negado. A logística é um processo que, quando corretamente direcionado e bem acompanhado, traz ganhos para toda a cadeia de suprimentos. Só é preciso estar preparado.



Dionilson J. Pinheiro Filho é administrador, Pós-Graduado em Logística Empresarial.

Fonte: Portal do Marekting

Tá difícil? Tente explicar... realmente tá díficil!

Vida de pai está cada vez mais difícil. Uma simples conversa com o filho pequeno pode gerar perplexidade. O diálogo de João Pedro com seu filho Wilkson, de 10 anos, pode servir como prova desse fosso entre as gerações.

- Que você vai ser quando crescer, filho?

- Presidente da República, pai.

- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?

- Pra não precisar estudar.

- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.

- Então quero ser vice-presidente.

- Vice, filho? Por quê?

- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até a quinta série primária. Já posso parar.

- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.

- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o vice, a Xuxa, o Ronaldinho, o Zeca Pagodinho...

- É que eles têm um talento...

- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?

- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.

- O presidente e o vice não são artistas.

- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.

- Se eu estudar, vou ganhar mais do que o Kaká?

- Menos.

- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.

- Você já está numa boa escola, filho.

- Quero ir pra escolinha de futebol.

- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente.

- Acho que vou querer ser corrupto.

- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira.

- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto, pedirei só de quatro queijos.

- Ser corrupto é muito feio, meu filho.

- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e quase todos conseguem ser reeleitos?

- É complicado de explicar, Wilk. Mas isso vai mudar.

- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.

- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?

- É só olhar televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.

- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?

- Sei. É empregar os parentes da gente.

- E você quer fazer isso?

- Claro. Assim ia acabar com os vagabundos da família.

- Filho, você precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá, engenheiro?

- Não. De jeito nenhum. To fora, pai!

- Mas por que, filho?

- Eles nunca vão no Faustão.

- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?

- Vou querer ser astronauta ou jornalista.

- Hummm... Jornalista? Por que mesmo, filho?

- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista.

- Ah, não, outra vez. Que tal ser empresário?

- Empresário? Maneiro, pai. Tô nessa. Vou vender jogador de futebol. Se ganha muito e não precisa estudar. Legal!

Mas filho...

Tá difícil...



É bom começarmos a fazer nossa parte, resgatar os princípios das gerações passadas, para termos uma visão mais otimista do futuro...

Edmour Saiani: "Quem triunfa é o competente diferente"

Por Anna Ruth Dantas

Para as empresas conseguirem um espaço no mercado não é suficiente apenas serem competentes, precisam ser diferentes. A análise surge de um especialista no mundo dos negócios o consultor Edmour Saiani, autor de vários livros sobre negócios e diretor da empresa Ponto de Referência. Para o escritor, o novo comportamento do cliente reflete o aumento no nível de exigência, que “quer competente que muda todo dia”. E nessa avaliação Edmour Saiani vai ainda mais adiante para, em tom de alerta, chamar atenção das empresas para o “diferente” no atendimento.

“Atendimento é o elo que mantém o cliente querendo voltar. É o cordão umbilical do adulto. Ele só volta a comprar em algum lugar pagando um preço mais caro se o atendimento for muito bom”, destaca o consultor, que esteve em Natal proferindo palestra na Câmara de Diretores Lojistas (CDL).

Essa entrevista soa como uma própria consultoria de Edmour Saiani que não se furtou em responder nem mesmo a pergunta sobre qual negócio abriria no atual momento da economia brasileira. “Abriria uma fábrica de cartuchos de impressora. Dizem que é o líquido mais caro do mundo. Tipo R$ 2.500 o litro. Como isso não é tão simples assim dá pra pensar em fábrica de cosméticos/perfumaria, outro campeão em margem bruta”, comenta.

Nas mudanças dos negócios o escritor também chama atenção para a questão do preço que sempre foi um forte argumento nas propagandas das grandes empresas. Uma comunicação que visivelmente sofreu mudanças. “Quem não é gigante, não tem escala e logística, não pode se focar em preço. No Brasil o Carrefour na sua nova campanha também deixou de prometer preço mais baixo que o concorrente”, ressalta.

Nosso entrevistado de hoje é um escritor renomado, um consultor que mostra de forma simples como ser “diferente”, um homem que, principalmente, fala sobre negócios e se mostra entusiasmado com a filosofia do “atendimento incrivelmente diferenciado”.

Com vocês, Edmour Saiani.

Os números da economia mostram o crescimento da abertura de novas empresas, mas o que entravam esses negócios de prosperarem?

Basicamente a luta tem sido para que as empresas consigam ser competentes nos últimos tempos. Não vale mais ser competente. Quem triunfa é o diferente competente. Com tanta competição o cliente, ávido por novidade, subiu um degrau no nível de exigência. Quer competente que muda todo dia. Inova todo dia.

Como o empresário pode fazer para ser o “diferente competente”?

Caramba, se fosse fácil responder aqui eu ganharia muito dinheiro com isso. Mas é uma coisa mais estratégica. Uma mistura de vocação, recursos e ações. Que a gente descreve numa ferramenta chamada desequalizador.

Para um novo negócio, é melhor optar pela “segurança” de uma franquia ou buscar um espaço no mercado?

Nem toda franquia é segurança. As boas, que dão segurança servem para uma fase da vida do empreendedor. Aquela em que ele ainda é meio empregado e precisa de alguém que o oriente. O empreendedor genuíno não agüenta ficar muito tempo sob o domínio da franquia. Quando ele aprende o novo “ofício do varejo” ele quer voar com suas próprias asas. O que eu sugiro é que se ele for franqueado convicto, continue e abra mais franquias. Se ele é empreendedor genuíno, continue com a franquia que vai te dar um dinheiro garantido todo mês e abra seu próprio negócio.

Se o senhor fosse abrir um negócio no foco na rentabilidade, optaria por qual segmento?

Abriria uma fábrica de cartuchos de impressora. Dizem que é o líquido mais caro do mundo. Tipo R$ 2.500 o litro. Como isso não é tão simples assim dá pra pensar em fábrica de cosméticos/perfumaria, outro campeão em margem bruta. Mas como em qualquer mercado, rentabilidade não é margem bruta apenas. É produto colocado no mercado. Margem multiplicada pelo giro. Mesmo que ao final a margem possa ser grande tudo ainda depende de competência para gerar a rentabilidade esperada.

O crescimento das vendas necessariamente significa que está vendendo melhor?

As vendas são uma medição incompleta do sucesso de um negócio. É possível fazer vendas crescerem de várias maneiras. A grande maioria não sustentável. Promoções, queda de preços, incentivos, mídia, uma porção de maneiras. Mas o que realmente tem que se verificar é a taxa de crescimento comparada com o mercado e mais com qual margem se está crescendo. Se o crescimento de vendas não for favorável nesses dois itens, melhor rever a estratégia urgentemente.

Até que ponto o atendimento interfere no sucesso do negócio?

Atendimento é o elo que mantém o cliente querendo voltar. É o cordão umbilical do adulto. Ele só volta a comprar em algum lugar pagando um preço mais caro se o atendimento for muito bom. Elogiável. Claro que há mercados monopolistas, sem alternativa de compras, apesar de raros. Nesse caso o cliente volta a comprar, mas com raiva, fazendo negociação irracional. Tudo para compensar o “abuso de poder” do fornecedor de quem eu não posso ficar sem comprar, mas me trata mal.

E o preço? Continua sendo fator determinante para aumentar o fluxo de clientes?

E também para o fechamento de empresa. Nem o Wal-Mart que durante anos só falava de preço baixo todo dia consegue sobreviver com preço baixo todo dia em todas as linhas de produto. Quem não é gigante, não tem escala e logística, não pode se focar em preço. No Brasil o Carrefour na sua nova campanha também deixou de prometer preço mais baixo que o concorrente. Preço baixo traz clientes. Mas traz problemas financeiros também.

No seu trabalho de consultoria o senhor trabalha com o conceito de “atendimento incrivelmente diferenciado”. Mas isso não seria utópico demais?

Não considero utópico e vou tentar explicar o porquê. O cliente não avalia atendimento num nível absoluto. Ele compara fornecedores de serviços parecidos e prefere o melhor. Não se pode comparar o atendimento de um supermercado com uma loja de roupa. Ele não espera contato. No outro ele espera muito. Ser diferente do usual é ser melhor que os concorrentes do mercado e da vizinhança. Um supermercado que tenha mais caixas abertos que o padrão que os vizinhos será o mais rápido. Terá fila menor. Incrivelmente diferente do usual. Uma loja que tenha 50% dos vendedores muito bons é incrivelmente diferente do usual. A maioria tem 10 a 20%.

A mudança conceitual nas empresas focada no empreendedorismo começa com o diretor ou a cultura deve ser implantada logo nos colaboradores?

O ideal é que o empreendedor seja o primeiro líder do processo. Aí os outros líderes o seguirão e inspirarão os outros a seguirem. Mas se pode mudar uma companhia a partir de qualquer ponto. Algo parecido com células-troncos no corpo humano. Se elas se instalam as do lado começam a se identificar e se constrói uma dinâmica nova de reprodução e crescimento. O inverso é câncer. Crescimento maligno. Se o líder é célula cancerosa a organização ficará doente. O nome colaborador em qualquer processo de mudança é inadequado. A atitude de todos tem que ser de agentes de mudança.

Qual o problema mais comum que o senhor encontra nos líderes e qual a qualidade rara e, por isso mesmo, mais diferenciada?

Líderes que não acreditam que a verdadeira fonte de diferenciação em qualquer negócio é gente. O inverso é a segunda resposta. Quando o líder consegue inspirar as pessoas com que trabalha a companhia entra em estado “alfa” de competência. Todo mundo se integra, se ajuda para atender o Cliente como ninguém e inovar como poucos.

Que tipo de ponto de referência as empresas precisam ter para prosperarem nos negócios? É melhor ser referência ou ter referencial?

Ser referência. Sempre. Não dá pra copiar hoje em dia. E criar está muito mais fácil do que anos atrás. Pesquisar antes era ir para a Europa, Estados Unidos e compor um novo conceito. Hoje é um ou dez cliques na internet e muita coragem para apostar. Aí você vira referência. Ponto de Referência.

O trabalho do senhor também é muito focado no incentivo aos elogios. De que forma o elogio ao funcionário pode refletir no seu rendimento? Será que também não pode provocar um efeito reverso de comodismo dos funcionários?

Minha experiência me mostrou que bons funcionários elogiados sempre saem da zona de conforto e se preparam para ganhar outros elogios. Os maus funcionários - falando de caráter - reagem mau a elogios. Aí o erro é de quem os elogiou. Maus funcionários, aliás não deveriam ser elogiados.

As palestras de consultores nas empresas soam muito como motivacionais. O senhor também vê dessa forma?

Prefiro provocar que me propor a motivar. Nossos trabalhos, que vão além das palestras, ajudam a provocar quem está em qualquer tipo de inércia a repensar, reagir e interagir. Acho que quem motiva é Deus. Seja qual for o Deus em que você acredita. Eu me proponho a mostrar a importância da corrente do bem que é construir companhias que acreditam em gente como estratégia verdadeira da marca. Não discurso. Prática. E aí as companhias ganham aliados maravilhosos para construir o seu futuro. Os seus funcionários.

Como tornar um funcionário “aliado” já que a cultura é sempre do “trabalho para ser remunerado”?

É só observar os líderes que eu descrevi acima. Aqueles que acreditam em gente. É impressionante o efeito da energia que eles passam na organização. Gente que fica até mais tarde porque quer. Gente que cria e dá idéias sem nem ser solicitado. Gente que resolve problemas apesar do sistema fora do ar. A chave é liderança genuína. Que espalha [Serv]Essência(r) pela organização. Essência de servir.

Fonte: Tribuna do Norte (RN)

Publicação: 13 de Abril de 2008

O que é Estratégia

Por Wagner Herrera


Algumas definições (em Administração) clássicas do vocábulo:



- “Medidas que visem diretamente modificar o poderio da organização em relação à concorrência”. (Konichi Omae)



- Orientações que possibilitem melhor posicionamento da organização no ambiente.



- “Conjunto de decisões que determinam o comportamento a ser exigido em um determinado espaço de tempo”. (Simon)



- “Forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados”. (Mintzberg)



Definições são delimitações precisas, exatas de um conceito, no caso o conceito de estratégia, mas elas pouco explicam em termos práticos!


A Administração Estratégica desenvolve o conjunto de orientações, decisões e ações estratégicas que determinam o desempenho superior de uma empresa longo prazo”. Este conjunto de medidas quando formalizado e implementado configura o Planejamento Estratégico.

O ambiente empresarial tem duas dimensões: a externa (indústria) que define o ambiente de competição e, a interna da organização. Na dimensão externa Michael Porter desenvolveu a teoria da atratividade da indústria (conjunto de empresas que competem num mesmo mercado) determinando as cinco forças que segundo ele “a chave para o desenvolvimento de uma estratégia é pesquisar em maior profundidade as fontes de cada força” (1986) e assim “A essência da formulação de uma estratégia competitiva esta na relação da empresa com seu meio ambiente” (1986).

Estas cinco forcas são: 1. Rivalidade entre concorrentes, pois não se pode combater (competir) sem o conhecimento profundo do adversário (concorrente) 2. Entrantes potenciais, 3 e 4. Poder de barganha de fornecedores e clientes e 5. Ameaça de produtos substitutos.

A matriz SWOT - Criada por Kenneth Andrews e Roland Christensen, dois professores da Harvard Business School sintetiza a essência da estratégia. Analisa o ambiente externo pelas oportunidades e ameaças, o que vai de encontro à teoria de Porter sobre da atratividade da indústria. No ambiente interno a SWOT considera as forças e fraquezas da organização e aqui Porter com a teoria da Cadeia de valor composta das atividades primárias (processos de comercialização) e secundárias (infra-estrutura – processos estruturantes) da organização que contribui em muito na analise das causas das fraquezas da empresa merecendo ser cuidadosamente estudada.

Prahalad e Hamel (1998) também se preocuparam com o ambiente interno da organização desenvolvendo a teoria das Competências Essenciais entendida como aprendizagem organizacional, a competência de absorver, criar e integrar diferentes tecnologias, o grau de comunicação, estímulos e programas que potencializam a motivação, o envolvimento e comprometimento da forca de trabalho, suprimindo as fraquezas para criar a vantagem competitiva sustentada, pois pelo Princípio de Gause: “Os competidores que conseguem seu sustento de maneira idêntica não podem coexistir”.

Os japoneses contribuíram em muito no desenvolvimento de técnicas voltadas a eficiência operacional com o desenvolvimento da filosofia Kaizen (melhoria contínua - Masaaki Imai). O conceito de Kaizen engloba uma série de inovações de gestão até então tratadas separadamente: Controle da Qualidade Total e Gestão da Qualidade Total, Just in Time, Kanban, Zero Defeitos, Círculos de Qualidade, Sistemas de Sugestões, Manutenção Produtiva Total, Orientação para o Consumidor, Robótica, Automação, 5 S’s, Atividades em Grupos Pequenos, Relações Cooperativas entre Administração e Mão de Obra e Melhoramento da Produtividade.

Segundo Porter em seu artigo – O que e estratégia (Harvard Bussiness – 1996) a eficiência operacional não é estratégica! Porem ela leva ao aumento de produtividade e conseqüentemente a custos mais baixos e o próprio Porter diz que existem somente três estratégias genéricas: Custos, Diferenciação e Foco, então...?

Voltando nas definições de estratégia, este conjunto de orientações, medidas, decisões se aplicam à empresa como um todo para aproveitar as oportunidades e defender-se das ameaças do mercado, bem como debelar as fraquezas e usufruir das forças da organização. Pode-se entender estratégia como um conjunto de táticas implementadas nos vários departamentos, mas que tenham um diferencial no mercado. Sun Tzu (Arte da Guerra) dizia que “todos os homens podem ver as táticas pelas quais eu conquisto, mas o que ninguém consegue ver é a estratégia a partir da qual grandes vitórias são obtidas”. Mintzberg também cita nos seus 5 P’s da estratégia, ela como Trama (Ploy): “A estratégia pode ser aplicada com a finalidade de confundir, iludir ou comunicar uma mensagem falsa ou não, aos concorrentes”.

Uma organização deve funcionar como um sistema e aqui, a metáfora da orquestra é apropriada: um regente proficiente no comando, cadenciando (sincronia) os integrantes, partitura explicitas (plano de ação), ensaios (treinamento), afinação (sintonia) como na implementação do planejamento estratégico que exige forte liderança, objetivos e metas formalizadas e factíveis, um slogan (declaração do negócio), propósitos e identidade (missão), um “norte” (visão) que criem comprometimento com a “causa” nos colaboradores.

Quanto à implementação do plano estratégico, Kaplan e Norton – criadores da metodologia BSC - sugerem que quatro perspectivas devem ser seguidas:



1. Proprietários e Acionistas;



2. Clientes;



3. Processos Internos; e



4. Aprendizagem e estruturação, para monitoramento e gerenciamento do processo.







Fonte: portal do marketing

Noites Mal Dormidas Podem Atrapalhar O Seu Trabalho

Daniel Limas

Quem nunca teve uma noite mal dormida que dê uma cochilada agora! Ter sono ao longo do dia é mais que comum e os causadores dos nossos bocejos diários são os mais variados: problemas psicológicos, doenças, estresse, trabalho. Não existem números ou pesquisa concreta que mostrem o quanto os distúrbios do sono influem no trabalho. Mas é fato que os problemas são inúmeros e atingem mais pessoas que podemos imaginar.

Para os médicos especialistas em sono, o sinal de alerta deve ser acionado quando a pessoa tem dificuldade para dormir em mais de três dias em uma semana. Mas, se uma pesquisa for feita para saber se a pessoa já teve insônia, quase 100% vai responder positivamente. Se as perguntas forem mais específicas, questionando se a pessoa tem problemas para dormir com frequência, esse número passa para 20%. É um número alarmante, sem dúvida.

Para o Centro de Estudos Multidisciplinares em Sonolência e Acidentes, o CEMSA, os problemas mais comuns relatados pelos pacientes são o ronco e a apnéia (que são as paradas repetidas e temporárias da respiração durante o sono), que correspondem a 30% das queixas. Mas, esses distúrbios não afetam em mesma proporção para ambos os sexos. "O ronco e a apnéia são mais relatados pelos homens, enquanto as mulheres sofrem mais de insônia, cerca de 32%", explica Samantha Lemos Paim, médica especialista em sono do CEMSA.

Samantha reforça que estes números são colhidos com base na população de São Paulo, uma cidade que não para e reconhecidamente estressante. "Esse número alto é alarmante, pode ser considerado como uma epidemia. Na média mundial, esse número está entre 20 a 30%", aponta. Mas a médica reforça que apenas as pessoas com casos mais recorrentes de distúrbios do sono devem procurar ajuda de especialistas. "Em muitos casos, o paciente reclama que está dormindo mal, mas ao passar por exames, completa todos os estágios do sono pelos quais deve passar".

Outra dúvida muito comum se dá com relação à quantidade de horas necessárias de sono. Geralmente, ouvimos nossos pais e amigos dizerem que oito horas são fundamentais. Não necessariamente isso é verdade. Quem explica é Samantha, que afirma que a necessidade varia de pessoa para pessoa. "Tem gente que se satisfaz dormindo quatro ou cinco horas por noite. Outras precisam de oito. O mais importante é estar bem no dia seguinte." Saiba que privar seu corpo do descanso necessário pode trazer, ao longo do tempo, uma série de problemas que afetam sua vida pessoal e profissional.

Quais os sintomas de que algo não vai bem? Cansaço excessivo, falta de concentração e atenção, perda de memória e sonolência durante o dia. E isso afeta diretamente o trabalho de qualquer empregado. "Há um prejuízo cognitivo muito grande, afeta a criatividade, traz consequências físicas, como indisposição e cansaço, alteração no ritmo biológico, alterações hormonais, até mesmo problemas digestivos", enumera Luciane Carvalho, coordenadora do ambulatório Neuro-Sono, do Hospital São Paulo.

Para complementar, Samantha exemplifica com um número que ajuda a mostrar as consequências no nosso cotidiano: sem sono, se o tempo de execução de uma tarefa corriqueira leva cinco minutos, com sono, a mesma tarefa é executada em cerca de oito. Mas a lentidão não é o único problema. A probabilidade de acontecer um acidente de trabalho é muito maior. De acordo com a médica, em pesquisa realizada com 400 motoristas profissionais, 16% assumiram que já haviam cochilado ao volante. "No entanto, se a pergunta avaliasse se o profissional conhecia alguém que dormia ao volante, 55% afirmaram que sim. Ninguém gosta de assumir que pode cochilar no trabalho", alerta Samantha.

Outro dado trazido pela médica Samantha indica que, em São Paulo, após a implantação do rodízio para caminhões, no segundo semestre de 2008, a quantidade de acidentes com estes trabalhadores aumentou bastante. "Esse número aumentou porque o rodízio obriga que os caminhoneiros entrem na capital antes das 5h da manhã. E é nesse horário que o corpo está mais sonolento. Agora, associe o sono com o cansaço de horas e dias de trabalho".

Mas não só os motoristas sofrem dos males do sono. Profissionais que trabalham em turnos, que trocam o dia pela noite, e que têm seu hábito de sono modificado merecem um alerta, principalmente aqueles que trabalham ora num período ora em outro. "Cerca de 13% das pessoas consegue inverter totalmente o dia pela noite sem muitas consequências. O problema maior consiste numa coisa bastante comum, que é a rotatividade dos turnos. Os distúrbios mais comuns são não conseguir dormir, depressão, ansiedade e as doenças gastrointestinais. Isso ocorre porque o corpo humano é regulado por um relógio biológico e existem muitos hormônios que só são liberados enquanto a pessoa dorme", aponta Luciane.

Agora que você já sabe os prejuízos que noites mal dormidas podem ocasionar, é hora de acompanhar algumas dicas para fazer antes de dormir:

- evitar café, chás, bebidas estimulantes e chocolate;

- álcool e cigarro;

- exercícios físicos intensos em horário próximo de dormir. Atividade física regular faz bem para o sono;

- ter uma rotina de sono: dormir e acordar no mesmo horário;

- praticar atividades relaxantes antes de dormir;

- não trazer trabalho para casa;

- não fazer do quarto um local de trabalho;

- banho quente;

- ambiente escuro e tranquilo.


Fonte: Carreira & Sucesso

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