O Sentido de Equipe


Na sociedade de serviços, na qual estamos ingressando, mais do nunca é fundamental trabalhar em equipe. Com a diferença que cada vez mais as chamadas equipes não se encontrarão fisicamente juntas, nem próximas nem nas vizinhanças. Equipes multidisciplinares irão se formando e trabalhando de forma competente e feliz, mesmo estando cada uma das pessoas em diferentes lugares das ruas, bairros, cidades, países.




Porém, antes de aproveitar ao máximo a possibilidade que a tecnologia nos oferece, de somar pessoas em diferentes partes do mundo, sempre vale a pena recordar o verdadeiro sentido de equipe. Aquele que assume, desde a partida, que trabalha em grupo é somar pessoas que se complementam pelas suas próprias competências e especializações; pelas suas diferenças mais do que pelas suas semelhanças; pelas suas virtudes e, por que não dizer também, pelas suas deficiências devidamente afinadas por uma mesma partitura e competente regência de um maestro.

Existe uma antiga história que traduz com muita sensibilidade o verdadeiro sentido de equipe. É a que trata de uma suposta crise ocorrida em uma carpintaria, em que as ferramentas decidiram questionar qual delas deveriam liderar todas as demais.

O primeiro a se candidatar foi o martelo, que rapidamente foi reprovado pelas demais ferramentas porque passava o tempo todo golpeando e fazendo barulho. O segundo pretendente era o parafuso, também imediatamente descartado porque dava muitas voltas antes de “chegar aos finalmente”. O mesmo aconteceu com a lixa, por ser muito áspera e provocar atritos, igualmente com o metro que atazanava com sua mania de medir a todos os momentos. Então, uma a uma, as ferramentas foram sendo descartadas.

E assim continuariam não fosse o fato de a porta ter se aberto e ingressado o carpinteiro, que em questão de minutos, e recorrendo a face da virtude de cada uma daquelas ferramentas, transformou um pedaço de madeira numa fantástica cadeira. Utilizando a força do martelo, a solidez conferida pelo parafuso na junção de peças, o fim da aspereza e o prevalecimento da beleza graças a lixa, e a perfeição do resultado final pela contribuição inestimável do metro.

Mais importante do que ter o melhor plantel é saber escalar e organizar a melhor equipe.

Fonte: Revista Venda Mais, Setembro 2005. Autor: Francisco Alberto Madia de Souza – diretor presidente.

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