O que é... Downsizing

É uma técnica aplicada das abordagens contemporâneas da Administração voltada a eliminar a burocracia corporativa desnecessária e focada no centro da pirâmide hierárquica. Trata-se de um projeto de racionalização planejado em todas as suas etapas, que deve estar consistente com a Planejamento estratégico do negocio e cuja meta global é construir uma organização o mais eficiente e capaz possível, privilegiando práticas que mantenham a organização mais enxuta possível.
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A curto prazo envolve demissões, achatamento da estrutura organizacional, reestruturação, redução de custos, e racionalização.
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A longo prazo revitaliza a empresa com a expansão do seu mercado, desenvolve melhores produtos e serviços, melhora a moral dos funcionários, moderniza a empresa e principalmente, a mantêm enxuta, de forma que a burocracia não venha a se instalar novamente, uma vez amenizadas as pressões.
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O downsizing requer um projeto de racionalização planejado e de acordo com a visão estratégica dos negócios, as metas globais da organização e a partir da definição clara de seus objetivos.
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Um texto de Max Gehringer, explica de maneira clara e simples, e com o requinte do seu estilo de explicar um determinado assunto, publicado na VOCÊ S/A.
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“Um termo muito rebuscado para a nada elegante prática da decapitação
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Os brasileiros andavam muito preocupados porque as empresas só falavam em reduzir, encolher, diminuir, cortar. Até que o termo downsizing entrou na moda e tudo mudou: nunca mais as empresas mencionaram o palavrão "corte". É bem verdade que em inglês to size down, expressão verbal que deu origem a downsizing, significa reduzir, encolher, diminuir, cortar. Mas, convenhamos, dá mais status ao corte e assusta menos.
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Em maio do ano passado, foi inaugurado um grande empreendimento em São Paulo. Na agenda do evento, havia uma cópia do programa do Jô Soares, batizado de "Jô Onze e Meia da Manhã". Como de praxe, o Jô (que estava lá de verdade) soltava perguntas inteligentes e os entrevistados tentavam parecer tão inteligentes quanto. A platéia era toda composta por empresários e executivos, gente acostumada a uma linguagem própria, a dos jargões corporativos. Eu fui um dos entrevistados. Lá pelas tantas o Jô me pediu para explicar melhor o que era downsizing, palavra que ele ouvia a torto e a direito quando conversava com executivos. Como o evento havia começado com mais de uma hora de atraso e a platéia já mostrava evidentes sinais de preocupação - ouvia-se o ronco, entre outras coisas, dos estômagos -, achei que seria prudente evitar uma longa dissertação sobre o tema. Tentei então aliar a teoria específica às aplicações táticas, estratégicas e multifuncionais.
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Combinamos um exercício, uma espécie de downsizing musical. O Jô pediu para o seu Quinteto Onze e Meia tocar uma música. Meio minuto depois, pediu para o contrabaixista parar. Ele parou, e a platéia começou a rir, porque o som do conjunto continuava exatamente igual. Aí parou o guitarrista. Depois o saxofonista. E finalmente o baterista. Ficou só o tecladista, fazendo incríveis estrepolias e tentando manter sozinho o nível do espetáculo. A música não era mais a mesma, mas continuava perfeitamente audível e própria para o consumo dos tímpanos presentes.
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As conclusões altamente educativas dessas piruetas melódicas, considerando-se que o Quinteto poderia ser percebido como um microcosmos empresarial, foram as seguintes:
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• Num downsizing, o primeiro corte não afeta o desempenho global.
• Os cortes seguintes começam a ter algum efeito no produto final, mas só quem é muito antenado percebe. E, mesmo assim, em pouco tempo todos se acostumam.
• Os que são poupados redobram suas energias e se esforçam cada vez mais para preencher as lacunas deixadas pelos que vão saindo.
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Outra conclusão interessante - esta, pós-evento - é que na Globo o Jô deve ter uma verba bem mais gorda do que a que tinha no SBT. Aí poderia cair na tentação de criar uma Orquestra Sinfônica Onze e Meia, incluindo oboés, fagotes e outros instrumentos que só as megaempresas podem se dar ao luxo de ter. Só que, um ano depois, a Superintendente da Globo iria chamar o Jô para um papo meio sério:
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- Jô, precisamos conversar. O orçamento do teu programa anda estourando. O retorno está bem menor do que a direção previa.
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E o Jô ajeitaria os óculos e diria, com ar de executivo atualizado com as novas tendências:
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- Deixa comigo, que de tecnicismo eu entendo. Vamos operacionalizar um downsizing.“
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E Isso é Downsizing...

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